8 de mai de 2012

GRUPO DE DANÇA 1º ATO:

estréia nacional do espetáculo
SEM LUGAR
homenagem aos 110 anos de Drummond
em única apresentação no SESC PALLADIUM
















Será no dia 12 de maio, sábado, às 21h no Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro – BH – MG) a estréia nacional da remontagem do espetáculo “Sem Lugar”(2002), do Grupo de Dança 1º Ato. Trata-se de uma homenagem muito especial aos 110 anos do Grande Poeta Carlos Drummond de Andrade, sob a direção de Suely Machado e com coreografias de Tuca Pinheiro. Bailarinos: Alex Dias, Marcela Rosa, Danny Maia, Lucas Resende, Pablo Ramon, Verbena Cartaxo, Verônica Santos, Ana Virginia Guimarães, Jonatas Raine.
Os ingressos já se encontram à venda, na bilheteria do Teatro ou pelo site www.ingresso.com
Informações adicionais: (31) 3214 5350

SEM LUGAR
“O processo de criação exigiu recorrer ao começo de tudo. Memória viva reconhecendo a quietude, o gesto em poesia traduzindo cada um, chegando às vezes a extremos, a becos que dão em nada, a pequenos momentos que se tornam grandes saídas. Com os bailarinos, o cuidado constante de instigá-los e sossegá-los, de insatisfazer com o encontrado, com o sofridamente vivido no conflito da procura. Reconhecê-los, reconhecendo-me e a ELE e a todos. O mundo em cada um de nós, universalizando e unificando, na certeza de vê-los buscar de forma íntegra o mais sutil e real de cada um. (Suely Machado - Diretora Artística)
Drummond – Fragmentos do Gênero Humano
Existe um paralelo entre a obra de Baudelaire e a de Carlos Drummond de Andrade. Cada uma, a seu tempo, foi interlocutora das novas idéias, das transformações envolvendo o ser e o estar inseridos na modernidade. Baudelaire corporificou a sensibilidade e a atmosfera fin-de-siècle produzida pelas idéias modernistas e responsáveis pela origem do pensamento do século XX. Drummond perpetuou as inquietações desse pensamento – a condição de ser humano e a condição do ser humano. Uma condição que é espelho do “eu” que se posiciona através de estranhamentos, que se desnuda através de ações corriqueiras e decodifica situações prosaicas em conflitos.
O entendimento de algumas das questões propostas por Carlos Drummond foi fundamental. Paradoxalmente o distanciamento da obra possibilitou elaborar informações novas e permitiu que o foco se dirigisse para o conteúdo de cada intérprete-criador, sua forma de captar e desenvolver suas próprias questões tendo como eixo um paradoxo – entender Drummond, distanciar-se de Drummond. Transformar uma palavra em várias outras, buscando uma assinatura pessoal que ao ser projetada no breve instante da ação, tempo e espaço, assume caráter de alucinação e celebração da vida.
A escolha da narrativa apoiada nessas experiências únicas e múltiplas resultou em planos, imagens e idéias superpostas. Situações cotidianas interpretadas com novos olhos, fazendo uso de um humor férreo (como o ferro de Itabira) e desfrutando de um imaginário que se revela aparentemente desconexo, aparentemente lógico situado entre a infância e a maturidade, assim como a ótica drummondiana.
Carlos Drummond não julga, fala do homem e não fixa seu entendimento apenas no que lhe é familiar. Ele está sempre de frente à pedra no meio do caminho. E sempre atira-a para o alto. Talvez na esperança de ver um dia o resultado de tal ação subvertendo as leis da física. A pedra nossa de cada dia é essa metáfora constante que ora flutua, ora desaba sobre nossa fragmentada modernidade elaborando perguntas que mantém fértil a ação criativa. (Tuca Pinheiro – coreógrafo)

Poesia & Dança
Há uns 15 anos penso e pratico novas maneiras de divulgar e incentivar a difusão da obra de Carlos: através de novas edições; de adaptações para teatro e cinema; na publicação de sua poesia em novas mídias eletrônicas e interativas, em suportes alternativos como o balão de ar quente do projeto Fazendeiro do ar, ou em qualquer pedra grande que se encontre no meio do caminho.
Ver o trabalho de artistas de todos os gêneros manifestando suas criações inspiradas na poesia drummondiana é uma das maiores alegrias que posso ter. Mas, entre tantas derivações poéticas, a Dança acabou se tornando um território pouco explorado, salvo em raras ocasiões e a título ilustrativo ou circunstancial. É curioso porque o ritmo está, ao mesmo tempo, na alma do sentimento poético e no cerne da expressão corporal.
Em função desta falta - a de ver a poesia de Carlos confluindo com a dança - imaginei como poderiam surgir esses desdobramentos da palavra em arabescos e desenhos corporais. A única idéia que tive surgiu a partir do poema Balada de amor através das idades: não daria um perfeito pas-de-deux, com diferentes ambientes musicais e cenográficos? Mas a minha imaginação não é tão apurada e meu conhecimento sobre dança limita-se ao gosto de um espectador.
Então surgiu naturalmente a necessidade e a possibilidade de encontrar alguém que tivesse o conhecimento, a capacidade e a sensibilidade de, partindo dos versos, conquistar o espaço cênico através da dança.
Em conversas sobre o tema com Ana Lucia de Paula Soares e Cibele Teixeira, elas me sugeriram o Grupo de Dança 1º Ato como um dos mais inovadores e qualificados da atualidade para interpretar e transpor a poesia em passos de dança contemporânea. Tal é a confiança que a amizade inspira: não pude receber melhor recomendação nem melhor acolhida quando fiz o convite para que o 1º Ato participasse, com sua criatividade e o talento de seus integrantes, das comemorações do Centenário Drummond.
O resultado promete ser mais um belo espetáculo do Grupo de Dança 1º Ato, que sabe transformar a poesia em matéria prima: boa para o corpo, boa para a alma.
"Sem lugar" já tem um lugar certo nesta temporada: o meu coração agradecido.
(Pedro Augusto Graña Drummond - Artista Plástico – Neto de Carlos Drummond de Andrade)

Gilberto Gil - Concerto de Cordas e Máquinas de ritmo


O cantor baiano Gilberto Gil apresenta ao lado de músicos consagrados o seu mais recente projeto: “Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo”. A apresentação será nos dias 25 e 26 de maio, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes.
Gilberto Gil busca no som lúdico das cordas a inspiração para um espetáculo de arranjos originais e intimistas.
A ideia do show surgiu quando o músico se apresentava com o aclamado espetáculo de voz e violão “Gil Luminoso” (2006), que recebeu o reforço da elegante guitarra de Bem Gil. Mas foi o convite ao mestre do violoncelo Jaques Morelenbaum que originou o show “Concerto de Cordas”. Com a chegada do violonista Nicolas Krassik e do percussionista Gustavo di Dalva a trilha sonora ganhou um tom ainda mais desafiador .
Antes de começar as apresentações com orquestra, a banda fará poucos shows em algumas cidades, com este projeto “Ensaio Geral – Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo”, onde mostra, em primeira mão, um repertório lapidado em ensaios no Rio de Janeiro.
Esta é uma oportunidade para conferir uma verdadeira joia da música popular brasileira, uma bela união entre músicos de diversas gerações.
* Ingressos à venda na bilheteria e pela internet. Clique aqui e compre seu ingresso!
Gilberto Gil - “Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo”
Data: 25 e 26 de maio
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
Horário: 21h
Duração: 2h
Valor: Plateia I: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia-entrada); Plateia II: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada); e Plateia Superior: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia entrada).
Classificação etária: livre
Informações: (31) 3236-7400


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