18 de jul de 2017

Quilombos do Vale do Jequitinhonha na Reunião Anual da SBPC, em Belo Horizonte


 
A convite da Finep, o projeto Quilombos do Vale do Jequitinhonha: Música e Memória participará da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na próxima quinta-feira, 20 de julho, em Belo Horizonte.
 
A coordenadora do projeto, Evanize Sydow, fará uma palestra às 15h30, no Espaço Finep, na Universidade Federal de Minas Gerais. Ela vai falar sobre o processo de pesquisa de campo e a participação dos quilombolas numa iniciativa que resultou num amplo trabalho sobre 59 comunidades tradicionais dos municípios de Berilo, Chapada do Norte, Minas Novas e Virgem da Lapa, localizados no Vale do Jequitinhonha.
 
O trabalho contou com o patrocínio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), além de Itaú, Petrobras, Cemig e Milton Kanashiro Arte, Cultura e Cidadania. Os quatro anos de pesquisa junto aos quilombolas renderam um livro, 30 vídeos de curta-metragem, um banco de imagens e um site onde todo o material é acessado gratuitamente: www.quilombosdojequitinhonha.com.br.
 
A Reunião Anual da SBPC é o maior evento de divulgação científica da América Latina. No estande da Finep, um dos maiores da mostra, os visitantes vão "vivenciar" a história do planeta e da Finep com a máxima percepção de realidade dentro de uma sala de projeção 3D que dispensa o uso de óculos.
 
O evento tem entrada gratuita e é aberto a todo o público.
 

12 de jul de 2017

Esquinas contam história de movimento musical mineiro que ganhou o mundo na década de 1970

Exposição Canção Amiga – Clube da Esquina será lançada em 14 de julho e explora temas caros à época em que artistas de Minas experimentaram novas musicalidades



Musicado por Milton Nascimento, o poema Canção Amiga, de Carlos Drummond de Andrade, é uma espécie de hino do Clube da Esquina. A forte amizade que uniu importantes artistas mineiros levou para o mundo uma musicalidade antes inimaginável. Os integrantes do Clube eram viajantes e tinham muito para contar sobre suas caminhadas. Nessas andanças, deram nova roupagem à realidade, unindo moderno e arcaico nas letras das canções. As composições foram inovadoras, contrapondo aspectos do mundo que dividem os módulos da nova mostra temporária do Espaço do Conhecimento UFMG, Canção Amiga – Clube da Esquina, que será aberta oficialmente no dia 14 de julho, sexta-feira.

Três esquinas compõem a exposição, evidenciando o encontro de temas caros ao contexto social e político de 1972 a 1978, período em que os discos Clube da Esquina e Clube da Esquina 2 foram lançados. Conduzidos por Milton Nascimento, músicos como Fernando Brant, Wagner Tiso, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e Tavinho Moura escreveram e cantaram sobre utopia e realidade, cidade e natureza, infância e transcendência.

Ao chegar à mostra, o visitante se depara a primeira esquina: recordada nas canções em forma de brincadeiras e vivências perdidas no tempo, como a bola de meia, a bola de gude, o papagaio de papel, o cheiro de mato e o banho de rio, a infância encontra com a transcendência. Esta é celebrada nas composições, que cantam as manifestações da cultura popular marcadas por religiosidade livre e pelo encontro com o inexplicável.

A segunda esquina une cidade e natureza. A primeira é vista por outro ângulo, como um espaço de ética e política, fugindo do lugar do puro interesse privado. O meio ambiente, por sua vez, aparece com uma preocupação de sustentabilidade, que pede a comunhão com o verde. A terceira e última esquina reflete o binômio realidade e utopia, em que os artistas propunham alternativas para os problemas do presente. As canções deixavam latentes o desejo e a esperança do novo, de uma transformação da realidade que não era satisfatória.

A exposição Canção Amiga é resultado das pesquisas do Centro de Referência da Música de Minas UFMG, um trabalho de pesquisa interdisciplinar que investiga as sonoridades produzidas e em circulação no estado. A exposição ocupa o segundo e o quinto andares do Espaço. No Planetário, haverá a exibição do filme Entre Discos e Esquinas. Na Fachada Digital, uma projeção exibe depoimentos de artistas do Clube da Esquina. A mostra fica em cartaz até setembro.

Clube da Esquina
Não há um consenso entre pesquisadores sobre o que é, exatamente, o Clube da Esquina. Para uns, são os dois LPs, produzidos em 1972 e 1978 e conduzidos por Milton Nascimento, com a participação de diversos músicos e compositores mineiros. Para outros, trata-se de um movimento mais sistemático, que tem início em Minas Gerais, mas se espalha pelo Brasil e pelo mundo.

As principais características do Clube são os temas das letras das músicas, como amizade, utopia de um mundo melhor, natureza e os espaços rural e urbano, além da singularidade das melodias, das harmonias e dos arranjos. A multiplicidade sonora e a diversidade cultural marcam grande parte do desenvolvimento artístico e a originalidade da trajetória do Clube da Esquina.


O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH.


Canção Amiga – Clube da Esquina
Julho a setembro de 2017
Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700, Funcionários, BH

21 de jun de 2017

CURSO O PODER DA AÇÃO - BH

Pioneiras em BH e ministradoras oficiais autorizadas,
Daniela Salomão e Nadger Gosling já abriram inscrições para
O PODER DA AÇÃO
curso de coaching, na capital mineira, com o método criado por Paulo Vieira,
fundador da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico


Ministradoras oficiais, autorizadas pela FEBRACIS – FederaçãBrasileira de Coaching Integral Sistêmico Daniela Salomão e Nadger Gosling realizam, nos dias 26 e 27 de agosto, sábado e domingo, o curso com ferramentas de coaching O poder da ação”, com o método criado pelo master coach Paulo Vieira, fundador da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico, autor do best seller homônimo ao curso.   Trata-se de um curso de autoconhecimento voltado para a reprogramação de crenças limitantes e o resgate do poder interior, em dois dias de profunda imersão.
O evento, que acontece no Othon Palace Hotel (Av. Afonso Pena, 1050 - Centro, Belo Horizonte – MG) e têm inscrições abertas.
Promoção de 20% de desconto, no 1º lote, para inscrições até 30 de junho!
Vagas limitadas. Informações adicionais e inscrições: www.tempoderquemagebh.com    (31) 991579937 e (31) 992100088

DANIELA SALOMÃO
Formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, mestre e doutora em direito, professora da FUMEC e PUCMINAS por 5 anos, Procuradora do Município de Belo Horizonte, há 21 anos,  Coach Integral Sistêmico formada pela Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico, atua comocoach life e coach palestrante.

NADGER GOSLING
Formada em Administração de Empresas, Especialista em GestãComercial pela FGV, Coach Integral Sistêmico formada pela Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico, atua como coachlife e coach palestrante. É sócia diretora da Tour Code Viagens e Representações Comerciais, empresa que atua no mercado mineiro há 09 anos.

O poder da ação apresenta caminhos e ferramentas eficazes para transformar as atitudes e gerar resultados acima das expectativas.O curso, relacionado ao método apresentado no livro de Paulo Vieira, tem por objetivo fazer com que as pessoas se despertem pra elas mesmas, para a vida que estão levando e identifiquem o seu estado atual, os resultados que estão obtendo. A partir desta análise, a pessoa é convidada a entender que os resultados são fruto da sua comunicação, pensamentos e sentimentos. Tais fatores ao longo do tempo formam sua base de crenças e toda crença é auto-realizável.  

SAIBA MAIS:

COACHING INTEGRAL SISTÊMICO - CIS
O Método do Coaching Integral Sistêmico, chamado de Método CIS, criado pelo master coach Paulo Vieira, também fundador da Federação Brasileira de Coach Integral Sistêmico, acredita que a vida abundante é para todos e é para ser vivida, aqui e agora e que todos nós podemos alcançá-la, desde que hajamos certo e na hora certa.
 O Coaching Integral Sistêmico se difere dos demais processos decoaching por entender que o homem é um ser integral, devendo ser trabalhado em seus hemisférios esquerdo - racional, analítico e direito - emocional e intuitivo. Entende que ao trabalhar apenas a racionalidade, como é o caso do coaching tradicional, não alcançará resultados duradouros, por não se ter tratado a causa, mas apenas a conseqüência.  Entende, também, que o homem é um ser sistêmico, manifesta-se sob diversos aspectos, os quais deverão estar em harmonia para que ele se sinta feliz e pleno. Isto significa dizer que não se pode tratar apenas do aspecto profissional, por exemplo, se oconjugal está ruim, pois esse, necessariamente, está interferindo no resultado do primeiro. E isso faz com que o método CIS alcance uma maior eficácia, por cuidar de, pelo menos, onze pilares da vida do indivíduo, sendo esse mais um ponto de diferenciação docoaching  tradicional.  Segundo este método, os resultados que temos em nossa vida decorrem, principalmente, das crenças adotamos como verdades e que passaram a guiar nossas escolhas, conscientes ou inconscientes.  Crença, por sua vez, é toda comunicação  (entendida aqui como comportamento), pensamento e sentimento que manifestamos de forma repetida ao longo do tempo ou sob um forte impacto emocional. A questão é que TODA CRENÇA É AUTO REALIZÁVEL!  Se você acredita... ACONTECEU! Por isso identificar e modificar as crenças limitantes constitui pressuposto do sucesso.
Acorde para viver o melhor da sua vida, hoje, acorde para ser feliz agora,
acorde para realizar suas metas mais importantes – e as menos importantes também – afinal elas são suas”. (Paulo Vieira)

O PODER DA AÇÃO
O curso "O Poder da Ação" traz esses conceitos de forma clara e lógica. Alem disso, convida a um auto despertar, a olhar pra si próprio e e refletir sobre o estado atual, onde a pessoa está e como estará daqui a 1, 2 ou 5 anos se continuar agindo da mesma forma. Ensina que não é possível fazer sempre as mesmas coisas e querer ter resultados diferentes.  O curso convoca à ação! A identificar aonde se quer chegar! A não abrir mão dos nossos sonhos mais genuínos, daqueles que as pessoas abandonam por acreditarem nãoserem merecedoras, ou se tratarem de sonhos impossíveis. Ensina a traçar um plano de ação para a sua realização, com prazo, sub-metas e uma agenda arrojada, denominada a "Nova Agenda da Vida Extraordinária", que é onde estarão definidas as atitudes assertivas diárias que conduzirão à realização da meta. Em seguida, mostra o que é foco de sucesso e como ele deve ser distribuído ao longo do tempo, pois toda meta tem o seu prazo de realização.
Ensina, ainda, que todas as respostas estão dentro de cada um, que a vida é uma projeção, um reflexo de nós mesmos, como se fosse uma grande tela de cinema, sendo que nós somos o retroprojetor. Com isso nos apresenta o conceito de AUTO RESPONSABILIDADE, ao declarar de forma categoria que "Está tudo certo, cada um tem a vida que merece". 
Outro aspecto importante é a necessidade de nos questionar, pois oquestionamento leva à reflexão e ao aprendizado, ao passo que as respostas prontas não.   
Por fim, ensina a crer em Deus, tenha ele o nome que for e em nossa capacidade, para com fé, gerar um universo melhor. Para tanto, traz conceitos da neurociência e da química poderosa que podemos produzir a nosso próprio favor através de exercícios específicos para ativar tais recursos.

“Creio que você e eu estamos aqui para ter e viver o melhor deste mundo,
aqui e agora” (Paulo Vieira)
O CURSO:
Tem poder quem age
·         Saia da zona de conforto.
·         Quebre o ciclo vicioso.
·         Alcance a alta performance.

Benefícios pessoais
·         Aprenda a desenvolver seu foco e seja mais produtivo, acabando de vez com as      
          distrações;
·         Conquiste seus objetivos financeiros, pessoais e profissionais mais ousados.
·         Elimine a procrastinação da sua vida e finalize seus projetos em tempo recorde.

É um curso especial, preparado com muito amor e cheio de ferramentas
para iniciar o processo de mudança efetiva dos participantes”
(Daniela Salomão)

CURSO “O PODER DA AÇÃO
com Daniela Salomão e Nadger Gosling
26 e 27 de agosto, sábado e domingo
Othon Palace Hotel
Av. Afonso Pena, 1050 - Centro, Belo Horizonte – MG
INSCRIÇÕES ABERTAS. VAGAS LIMITADAS.
Promoção de 20% de desconto, no 1º lote, para inscrições até 30 de junho!
Material e coffee break, incluídos.
Parcelamento  em até 3 vezes, sem juros, no cartão de crédito
Informações adicionais e inscrições: www.tempoderquemagebh.com 
(31) 991579937 e (31) 992100088

9 de jun de 2017

Movimento Na Pracinha lança livro com mais de 100 passeios para fazer com as crianças em Belo Horizonte e região



Há cinco anos realizando eventos que reúnem centenas de famílias nas praças e parques da cidade, o Na pracinha agora lança livro com mais de 100 passeios para fazer com as crianças pela cidade.
Poucas mães belo horizontinas conhecem tantos lugares bacanas onde levar as crianças quanto as publicitárias Flávia Pellegrini e Miriam Barreto, idealizadoras do Movimento Na pracinha, que incentiva o tempo livre para o brincar na infância e a ocupação dos espaços públicos pelas famílias. Desde 2012, elas percorrem diversos locais da capital mineira para descobrir opções de passeios em família e promovem eventos brincantes gratuitos em parques e praças da cidade. Nos últimos meses, decidiram reunir seus registros em um conteúdo inédito e exclusivo. Circularam com seus filhos em praças, parques, museus, bibliotecas, espaços culturais e pontos turísticos, conhecendo novos lugares ou revisitando muitos outros. O resultado é o livro Beagá Pra Brincar, um guia feito para as famílias belo-horizontinas carregarem por aí e explorarem a cidade.

“Depois de cinco anos garimpando cada canto de Beagá, podemos dizer que há muito o que se fazer com crianças em nossas cidade. Contamos com inúmeros espaços naturais e equipamentos culturais, além de uma programação de qualidade, muitas delas gratuitas.”– diz Flávia.

De acordo com Miriam, “o guia contribui com informação de qualidade para aqueles que desejam vivenciar a cidade onde residem com as crianças. É uma excelente opção para os visitantes que estão em busca de programas na companhia dos filhos, sobrinhos, netos. É para toda a família”, ressalta.

A obra será publicada em julho pela editora Scrittore, que também edita a revista Canguru. São mais de 100 dicas e passeios compilados em aproximadamente 120 páginas. O guia está em campanha de captação de recursos de financiamento coletivo - crowdfunding. Todas as pessoas podem contribuir para a sua produção. Ao apoiar a iniciativa, além de garantir, antecipadamente, exemplares do Beagá pra Brincar, os colaboradores da campanha podem ganhar recompensas, que vão de brindes a eventos exclusivos. A campanha se encerra no próximo dia 19 de junho. Para conhecer o projeto e contribuir, acesse: catarse.me/beagaprabrincar.
“Em nosso caminho, diariamente, há vários espaços com os quais somos familiarizados, mas que não os conhecemos realmente. O casarão com cara de fazenda, a matinha ao lado da faculdade, o parque na beira da serra, o museu junto à praça, a biblioteca do próprio bairro – são inúmeros lugares que precisamos apresentar para nossas crianças, afinal, elas habitam a cidade e precisam conhecê-la.” (Trecho do Guia Beagá pra Brincar)

5 de jun de 2017

TINO GOMES LANÇA "FORRÓ DE JUVENTINO"

                                   foto: Luiz Rocha

Será no dia 10 de junho, sábado, às 20h30, no Espaço Cultural Tambor Mineiro (Rua Ituiutaba, 339 – Prado – 31 3295 4149), a noite de autógrafos e lançamento do CD “Forró de Juventino”, de Tino Gomes.
Com 43 anos de carreira, Tino Gomes tem 17 discos gravados,  três, exclusivamente,  de forró.

O artista tem sua vertente musical enraizada nas músicas e nas histórias da cultura popular do Brasil. Cresceu ouvindo as violas e rabecas das Folias de Reis de Montes Claros e o som das cantigas de São João, tocadas na gaita de seu pai e cantadas por sua mãe. Todo esse universo, embalado com os biscoitos da velha Maria do Cabo, uma biscoiteira festeira de São João, transformaram a sanfona, a zabumba, o triangulo e o violão que soavam nas noites de junho, para levantamento do Mastro dos Santos da Fogueira, em algo mágico e inspirador . O forró comia solto a noite toda, regado de quentão, arrasta-pé, xote e baião.

É com esse astral que nos chega o Forró do Juventino”. No show do dia 10, com um autêntico forró pé-de-serra, Tino leva ao público, além das suas músicas autorais do gênero, uma releitura de músicas tradicionais, tais como Sabiá e Numa Sala de Reboco (Luiz Gonzaga), entre outras. Vale registrar, ainda, composições de Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Dominguinhos, Sivuca e tantos brilhos do nordeste do Brasil.

Tino Gomes (violão), sobe ao palco acompanhado por Zé Gomes do Acordeon - vindo diretamente da Paraíba (sanfona), Danuza Menezes (zabumba), Ricardo Boca (triângulo e percussão) e Camila Rocha (baixo).



FORRÓ DE JUVENTINO
Gravado nos  estúdios  Roberto Viana/SP, Gravomix/BH e LP/BH, Roberto Lima e Roberto Viana , o CD “Forró de Juventino” tem violões, voz e coro de Tino Gomes; sanfona por Zé Gomes do Acordeon (Paraíba); Zabumba, triângulo e percussão, por Elias do Acordeon  e guitarra por Beto Rosa. O projeto gráfico é de Ludmila Araújo (Blue Cultura).

TINO GOMES – quando o regional se torna universal.
Tino Gomes é mineiro de Montes Claros e traz na sua bagagem 43 anos de trabalho pela cultura do povode Minas e do Brasil. Além de compositor e cantor, com 17 discos gravados, é também ator e tem quatro livros editados para crianças, além de centenas de jingles para comerciais. Em discos e dividindo palcos, Tino Gomes já teve, como parceiros, Ivan Lins, Flávio Venturini, Nivaldo Ornelas, Elza Soares, Gorete Milagres, Beto Guedes, Milton Nascimento, Marcus Viana e outros.  
Desde criança Tino Gomes já tocava violão e, ainda adolescente, teve sua primeira banda de rock em Montes Claros, que se apresentava em bailes da cidade. Porém, sua história musical profissional deu seus primeiros passos em 1972, a partir dos palcos da peça "Morte e Vida Severina", em São Paulo, quando, então, junto com mais três atores (Charles Boavista, Angela Linhares e Eliane Steves) fundou o Grupo Raízes que tinha como proposta fortalecer a música regional do Brasil. O primeiro disco do grupo tinha como carro chefe a música "Desentoado" ("...eu sou fruta do norte, no curral sou boi de corte; sou água de enxurrada, pau preto no pé da serra...") de autoria de Tino Gomes e Charles Boavista, sendo tocada em todo o território nacional. Essa era a época efervescente da música regional brasileira, quando então surgiram vários grupos conhecidos, tais como Quinteto Vilolado, Banda de Pau e Corda, Quinteto Harmorial, Novos Baianos e outros.
Em 1980, de volta a Montes Claros, Tino Gomes retornou ao Grupo Folclórico Banzé. Atuando como músico e dançarino, participou de vários festivais, nacionais e internacionais, representando a cultura e a tradição do norte de Minas. Nessa mesma época, formou o grupo Terno de São Benedito e gravou seu primeiro disco solo "Saudação", que teve como produtor e diretor cultural o cantor e compositor Ivan Lins.
Em 2011, foi o diretor musical e produtor do CD “Catopês, Marujos e Caboclinhos” de Montes Claros. O primeiro registro histórico da tradição Catopê que resiste há mais 200 anos em Minas Gerais.
Em 2012, através do projeto cultural “Minas Bate Tambor”, cujo objetivo é difundir a cultura popular do norte de Minas, Tino Gomes levou a várias cidades o show “CatopezeraBrasilis” com realização de oficinas de tambor para jovens, crianças e 3ª idade das comunidades onde se apresentou. No final do show, os participantes da oficina dividiam o palco com ele, encerrando o espetáculo. O projeto cultural Minas Bate Tambor foi aprovado pela Lei Rouanet e patrocinado pela Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais).
Do primeiro trabalho solo até hoje, foram dezessete discos gravados, repletos de ritmos e estilos.
Devido ao seu constante trabalho de pesquisa cultural, uma das principais características de Tino Gomes é não se prender a um único estilo musical. Assim, é perceptível em toda sua obra, a influência de grandes ícones da música brasileira, tais como Jacson do Pandeiro, Noel Rosa, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Novos Baianos e muitos outros.
Enfatizando cada vez mais esse lado cultural, atualmente, Tino Gomes é reconhecido como um dos artistas mineiros mais completos e engajados no propósito de sempre levar a seu público um trabalho inovador.
VISITE:
 HOW DE LANÇAMENTO E NOITE DE AUTÓGRAFOS DO CD
FORRÓ DE JUVENTINO
de Tino Gomes
10 de junho, sábado, às 20h30
Espaço Cultural Tambor Mineiro
Rua Ituiutaba, 339 – Prado – 31 3295 4149
Entrada: R$20,00
Ingressos à venda no local

Juca Ferreira assume a gestão cultural de BH


Juca Ferreira - foto: Rodrigo Clemente

O sociólogo e ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, vai assumir a gestão cultural de Belo Horizonte. O anúncio foi feito após reunião entre ele e o prefeito Alexandre Kalil, ocorrida na Prefeitura, na tarde desta segunda-feira, dia 5. Segundo o ex-ministro, que também foi secretário executivo do Ministério da Cultura durante a gestão do ministro Gilberto Gil, assumir o trabalho junto à cultura em Belo Horizonte será um desafio muito importante para a sua trajetória. “Fiquei muito honrado com o convite do prefeito. Belo Horizonte é uma das três capitais mais importantes sob o ponto de vista cultural, econômico e político, portanto é um trabalho de uma grandeza enorme. Fui secretário de Cultura de São Paulo em um momento em que era preciso desenvolver uma secretaria e políticas culturais em uma cidade muito complexa. Belo Horizonte é uma cidade singular, mas coloco, em nível de grandeza, no mesmo patamar que São Paulo”, disse Juca, destacando ainda que a Prefeitura de Belo Horizonte está dando um passo importante no sentido de valorizar a atividade cultural. “No momento em que muitas cidades, muitas capitais e o próprio Governo Federal estão enfraquecendo a gestão cultural, vejo que o prefeito de Belo Horizonte vai se tornando a grande liderança no sentido de que cultura tem que fazer parte do desenvolvimento do país e de cada uma de suas cidades e estados. Eu acho que ele vai passar a ser uma referência nesta direção”, explica.

Juca Ferreira assume a presidência da Fundação Municipal de Cultura enquanto o projeto que recria a Secretaria Municipal de Cultura espera aprovação da Câmara Municipal.

Acostumado à grande variedade de manifestações culturais, que teve acesso em todo o período em que esteve no Ministério da Cultura, Juca Ferreira diz se sentir à vontade para dialogar com o setor cultural e com agentes de todas as áreas. “Tudo é especial em Belo Horizonte. A abordagem correta na gestão cultural é tratar a cultura na sua amplitude. Tem um conjunto complexo que é preciso ter abrigo e acolhida na secretaria. Eu pretendo fazer isso com os artistas, produtores culturais e com todos os que fazem cultura. Para mim, todas as áreas são importantes. Minas e particularmente Belo Horizonte têm um patrimônio importante, a área artística também. Entendo que o poder público não faz cultura. O nosso papel é dar as melhores condições, sob todos os aspectos, para que a cultura se desenvolva, os artistas produzam e as manifestações culturais tenham suporte na secretaria. Este conjunto complexo é fascinante e a possibilidade de contribuir é mais fascinante ainda”, finaliza o novo presidente da Fundação.
Juca Ferreira é sociólogo com trajetória profissional dedicada à vida política e às ações culturais e ambientais. Foi líder estudantil secundarista, chegou a ser eleito presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) no dia em que foi decretado o AI-5. Após dois anos deixou o curso de História da Universidade Federal da Bahia e ingressou na resistência ao regime militar. Passou nove anos exilado no Chile, na Suécia e na França. Estudou Línguas Latinas na Universidade de Estocolmo, na Suécia, e Ciências Sociais na Universidade Paris 1 - Sorbonne, na França, onde se formou. Foi vereador em Salvador, Secretário do Meio Ambiente do Município de Salvador, vice-presidente da Fundação OndAzul e representante da sociedade civil na elaboração da Agenda 21 Nacional.
Por mais de cinco anos foi Secretário Executivo durante a gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura e, em 2008 assumiu o cargo de Ministro de Estado da Cultura.
Durante os anos de 2011 e 2012 esteve embaixador especial na Secretaria Geral Ibero-Americana, em nome de quem coordenou a realização do Ano Internacional dos Afrodescendentes.
Entre 2013 e 2014, Juca Ferreira ocupou o cargo de Secretário de Cultura do Município de São Paulo.
Reconduzido ao cargo de Ministro de Estado da Cultura do Brasil de janeiro de 2015 a maio de 2016
.

25 de mai de 2017

FERNANDO ARAUJO E CELSO FARIA NO TEATRO BRADESCO


OS MANUSCRITOS DE BUENOS AIRES:
obras recém-descobertas de Francisco Mignone
terão concerto com introduções comentadas, 
em noite única no Teatro Bradesco
esq/dir: Celso Faria e Fernando Araujo - foto: Márcia Francisco 


Em 13 de junho, terça-feira, às 20h, o Minas Tênis Clube realiza, no Teatro Bradesco, um programa cultural em oportunidade inédita ao público geral.  Os violonistas Fernando Araújo e Celso Faria apresentam os “Manuscritos de Buenos Aires: obras recém-descobertas de Francisco Mignone”,  um dos maiores compositores brasileiros do século XX.

As obras do compositor, pianista, regente, professor e flautista Francisco Mignone (São Paulo SP 1897 - Rio de Janeiro RJ 1986), um dos maiores compositores brasileiros do século XX, chegam a público, graças a defesa da tese de doutorado do violonista Fernando Araujo, em trabalho e apresentação notáveis.

Os referidos manuscritos contêm obras para duo de violões escritas em agosto de 1970 e dedicadas ao casal de violonistas argentinos Graciela Pomponio e Jorge Martínez Zárate, que formavam o Duo Pomponio-Zárate. Estas peças permaneciam, com exceção de uma (Lundu), inteiramente desconhecidas e ignoradas pela comunidade musical e acadêmica no Brasil, estando ausentes de todos os catálogos e literatura dedicados à obra de Mignone.

Com ingressos a preço simbólico, o concerto contará com breves introduções comentadas por Fernando Araújo, em oportunidade para conhecer mais sobre Mignone e o caminho dos manuscritos.

PROGRAMA:
Duo de violões – Fernando Araújo e Celso Faria
Francisco Mignone (1897-1986)
Os Manuscritos de Buenos Aires (1970) (Edição: Fernando Araújo)*
- Quatro Peças Brasileiras:
1. Maroca
2. Maxixando
3. Nazareth
4. Toada
- 1ª Valsa Brasileira
- 2ª Valsa Brasileira
- Canção
- Lundu

Solo de Celso Faria
Heitor Villa-Lobos (1887-1959):
- Valsa-Choro
Carlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006):
- Estudo nº 2
Aníbal Augusto Sardinha (1915-1955):
- Festival Ary Barroso

Solo de Fernando Araújo
Francisco Mignone:
- Valsa Brasileira Nº 9, em Lá bemol menor
- Estudo Nº 5, em Lá menor
- Estudo Nº 3, em Sol maior
*Obras para duo de violões do Acervo “Martínez Zárate”, pertencente ao Instituto Nacional de Musicologia “Carlos Vega”, Buenos Aires.


VISITE: www.facebook.com/fernandoaraujoguitar