20 de set de 2017

II ENCONTRO DE FLAUTAS DO JEQUITINHONHA


um festival dedicado a uma das expressões mais singulares
do Vale do Jequitinhonha, as bandas de taquara acontecerá
em Angelândia-MG

Em evento cultural singular, a Comunidade dos Ramos, do município de Angelândia/MG, realiza no dias 30 setembro e 1° de outubro, sábado e domngo, o II Encontro de flautas do Jequitinhonha. Trata-se de um festival dedicado a uma das expressões mais singulares do Vale do Jequitinhonha, as bandas de taquara

Com entrada franca, o evento reunirá as bandas de taquara do Alto-Médio Jequitinhonha.

Localizada na zona rural, a 2 km da sede municipal de Angelândia, a Comunidade dos Ramos terá apresentações de grupos tradicionais da região, oficinas de construção de flautas, confecção de máscaras das bandas de taquara, cerâmica e vozes da folia. O público ainda poderá levar para casa produtos da feira de artesanato e agricultura familiar produzidos em diversas comunidades e aprender danças tradicionais no baile regional. Estão previstas ainda a participação da Folia de Reis da Comunidade dos Ramos e o tradicional Leilão de Quitandas.  No Encontro, dez bandas de taquara dos municípios de Minas Novas, Capelinha, Angelândia e Setubinha, estarão presentes.

O evento já celebra desdobramentos especiais. Seu valor cultural agregado já pôde ser constatado a partir de sua primeira edição, realizada na comunidade rural de Quilombo, no município de Minas Novas, Minas Gerais. Incentivados pelo Festival, uma das famílias da comunidade anfitriã retomou o artesanato de cerâmica que, há duas décadas, estava parado. Dona Cota já prepara panelas, botijas e outras peças para expor na feira, junto com as esteiras de palha que também são feitas na comunidade.

PROGRAMAÇÃO:

30 de setembro, sábado, de 8h às 22h:
Feira de artesanato e agricultura familiar
Leilão
Baile Regional
Oficinas:
ü  confecção de flautas
ü  confecção de careta (máscaras usadas nas bandas de taquara)
ü  cerâmica
ü  vozes da folia
ü  danças regionais
Apresentações musicais:
ü  Bandas de taquara
ü  Folia de Santos Reis da Comunidade dos Ramos


1 º de outubro, domingo, de 8h às 18h   
Feira de artesanato e agricultura familiar
Leilão
Bingo
Roda de Conversa: Banda de taquara mirim – uma proposta para a escola regular
Homenagem a mestres e tocadores
Cortejo
Oficina:
ü  confecção de flautas
Apresentações musicais:
ü  Bandas de taquara


O ENCONTRO
Em novembro de 2016 foi realizado o I Encontro de Flautas do Jequitinhonha na comunidade quilombola de Quilombo, área rural do município de Minas Novas. O evento contou com apresentações musicais de diversos grupos tradicionais da região, oficinas de construção de instrumentos e máscaras. O público ainda pôde aprender como se faz a extração e manejo da cera de abelha, que é usada na fabricação de flautas, caixas e máscaras, aprender diversas danças tradicionais da região e participar de uma roda de conversa sobre patrimônio cultural e direito quilombola. Ainda foram proporcionadas atividades para crianças, que ficaram a cargo dos brincantes Adelsin e Viviane Fortes. Foi a primeira vez em que sete bandas de taquara dos municípios de Minas Novas, Capelinha e Angelândia se reuniram em um mesmo evento.
Farinhas, feijões, legumes, frutas, peças de cerâmica e madeira e instrumentos musicais diversos deram o tom da feira de artesanato e agricultura familiar. Os visitantes tiveram a oportunidade de adquirir os produtos oriundos das oito comunidades presentes e conhecer melhor seus alimentos e utilitários, como gamelas e cuias feitas em cabaça ou coité.
O evento, que teve um público de cerca de 700 pessoas, foi muito bem avaliado na região pelas comunidades e bandas de taquara participantes e ensejou uma continuidade, que se concretiza agora, com o II Encontro de Flautas do Jequitinhonha.

AS BANDAS DE TAQUARA DO JEQUITINHONHA
Por Daniel de Lima Magalhães, idealizador e coordenador do Encontro de Flautas do Jequitinhonha
“Na zona rural próxima às cidades de Capelinha, Minas Novas, Angelândia e Setubinha, no Alto Jequitinhonha, tornou-se popular a figura do ‘canudeiro’, tocando uma flauta chamada ‘canudo’. Este é um nome regional que se refere à mesma flauta conhecida por ‘gaita’ em outras partes do Norte de Minas, em Sergipe e na Bahia. Participa o canudeiro de conjuntos musicais centenários, conhecidos por ‘bandas de taquara’, um nome que revela ao mesmo tempo o material de que são feitos os canudos e a proeminência que eles têm no grupo. Atualmente existem nove bandas de taquara em atividade, em comunidades rurais: Bem Posta e Santiago/Quilombo, no município de Minas Novas; Santo Antônio do Fanado e Chapadinha, no município de Capelinha; Santo Antônio dos Moreiras (onde há duas) e Sapé/Timirim, no município de Angelândia; Quaresma e Córrego dos Mendes, no município de Setubinha.
Uma das características fundamentais destes grupos é a presença de uma gama definida de instrumentos musicais, tendo por base duas flautas, algumas caixas (três ou mais), zabumba (um ou mais), pandeiros e reco-recos. Algumas bandas incluem um instrumento harmônico, ocasionalmente, como o acordeon, a viola ou o cavaquinho. Chocalho de latinha, matraca e outras percussões pequenas são também ocasionalmente vistos. As bandas de taquara têm uma média de 12 a 15 integrantes, podendo chegar a 20 tocadores ou mais, em alguns casos.
Entre as bandas, há algumas bem antigas, contando certamente com mais de 100 anos de atividade contínua, como a da Bem Posta e a de Santo Antônio dos Moreiras. A maioria delas, porém, é mais recente, apesar de formadas por tocadores experientes, que participaram de grupos antigos, já extintos. É o caso das marujadas das comunidades de Sapé/Timirim e Chapadinha, criadas por seus líderes há cerca de 15 anos. A criação de novas bandas continua em pleno vigor, tendo a última marujada surgido há 6 anos, na comunidade de Santo Antônio do Fanado, município de Capelinha. Na realidade, o que houve foi a retomada de um antigo grupo, desativado há mais de 40 anos.
As bandas de taquara, enquanto ‘bandas de música’, são requisitadas principalmente para as domingadas e as festas de santo, sendo as responsáveis pelos levantamentos de mastro, procissões, alvoradas, acompanhamento de danças, leilões e outros eventos. Apesar das incertezas quanto à origem destas bandas ou ‘marujadas’ (outra denominação pelos quais são conhecidos estes grupos), pode-se dizer que elas são peculiares a esta região, com características marcantes, que as distinguem de outras marujadas mineiras (há delas em várias partes do Estado) e de formações que têm presença de flautas e caixas (como os tocadores de pífanos do Serro e Minas Novas ou as folias do Baixo Jequitinhonha e das demais bandas de pífanos espalhados por todo o Nordeste brasileiro). Tal singularidade confere a este patrimônio uma grande relevância que deveria ser traduzida em ações de salvaguarda compatíveis com seu valor cultural. “
(Texto de Daniel de Lima Magalhães, autor do livro “Canudos, gaitas e pífanos: as flautas do norte de Minas” (2010), entre outras publicações.)

***Daniel de Lima Magalhães, idealizador e coordenador do Encontro de Flautas do Jequitinhonha: Natural de Belo Horizonte, músico, educador musical, lutier e pesquisador. Graduado em Música e Mestre em Musicologia, ambos pela UFMG. Vencedor do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial, com a ação "Flautas tradicionais do Vale do Jequitinhonha". Autor dos livros “Canudos, gaitas e pífanos: as flautas do norte de Minas” e “Cancioneiro do Jequitinhonha: 160 partituras para flauta”, além da realização de documentários e outras publicações sobre a cultura popular no norte de Minas. Fundador e integrante do grupo musical Cataventoré e integrante do Pipiruí, grupo tradicional de pifeiros de Conceição do Mato Dentro.

HOSPEDAGEM
Para a hospedagem durante o II Encontro foram cadastrados cerca de 30 residências na comunidade rural dos Ramos - onde será realizado o evento - e comunidades próximas, que se ofereceram para receber os participantes que vêm de cidades distantes.   Há um número limitado de vagas que serão preenchidas na medida em que os interessados forem confirmando a participação e realizando o depósito bancário de reserva da vaga.
Diária de hospedagem nas casas incluindo café da manhã: R$ 25,00
Diária de hospedagem nas casas sem café da manhã: R$ 20,00
Os contatos para reserva podem ser feitos até o dia 27 de setembro,  inbox em: www.facebook.com/flautasdojequitinhonha

Hotéis e pousadas da região
Angelândia (2 km distante do local do evento):
Pousada Cintra; (33) 98832-7441
Hotel Sinhá: (33) 3516-9148
Capelinha (40 km distante do local:
Catuaí Palace Hotel: (33) 3516-1401
Hotel Aranãs: (33) 3516-1261
Marinho Plaza Hotel: (33) 3516-3617
Hotel Icatu: (33) 3516-1510
VISITE:

I ENCONTRO DE FLAUTAS DO JEQUITINHONHA
Comunidade dos Ramos – Angelândia/MG
30 setembro, sábado, de 8h às 22h
1° de outubro, domngo, de 8h às 18h
ENTRADA FRANCA
Idealização e coordenação: Daniel de Lima Magalhães e Letícia Bertelli
Realização: Comunidade dos Ramos
Parcerias: Prefeitura Municipal de Angelândia / Prefeitura Municipal de Setubinha Programa Canta Minas (Rádio Aranãs)
Patrocínio: CODEMIG
Informações adicionais:
danieldelimamagalhaes@gmail.com ou lebertelli@hotmail.com




Prefeitura promove curso sobre parcerias entre organizações da sociedade civil e a administração municipal na área da Cultura


  


  A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Procuradoria-Geral do Município e da Secretaria Municipal de Cultura, realiza nos dias 21 e 22 de setembro, o curso “Desafios das parcerias entre a sociedade civil e a gestão pública cultural”, na Sala 1 do Espaço Multiuso da Prefeitura (Avenida Afonso Pena, 1.212, 1º andar, Centro). O curso é dedicado a servidores municipais da área da cultura e da Procuradoria-Geral do Município, e a agentes culturais da cidade. Nas aulas, serão abordados os principais pontos do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), que moderniza e torna mais transparentes as parcerias com a Administração Municipal.
    A abertura do curso será nesta quinta-feira, dia 21, às 9h, com a presença do procurador-geral do município, Tomáz de Aquino Resende; e do secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira. As aulas serão ministradas nos turnos da manhã e da tarde, na quinta e na sexta-feira, pelos professores Clarice Calixto (doutoranda e mestre em Direito pela UNB); Laís Lopes (advogada e doutoranda em Direito Público pela Universidade de Coimbra); e João Brant (ex-secretário executivo do Ministério da Cultura).
Na noite de quinta, dia 21, haverá a cerimônia de lançamento do Conselho de Fomento e Colaboração (Confoco-BH), do projeto Casa das Parcerias  e a assinatura do decreto MROSC. A solenidade contará com a apresentação do grupo mineiro de samba Tradição. 

Inscrições esgotadas.

Programação

Dia 21/9 - Manhã
Das 9h às 9h30 – Abertura do evento.
Das 9h30 às 13h30 – Aula 1: "Parcerias com a sociedade civil: Lei 13.019 e desafios de implantação do MROSC", com Clarice Calixto (doutoranda e mestre em Direito pela UNB) e Laís Lopes (advogada e doutoranda em Direito Público pela Universidade de Coimbra).

Dia 21/9 – Tarde
Das 14h30 às 18h30 – Aula 2: "Mecanismos de financiamento público da cultura", com João Brant (ex-secretário executivo do Ministério da Cultura).

Dia 21/9 – Noite
Das 18h30 às 20h30 – Cerimônia de lançamento do Conselho de Fomento e Colaboração (Confoco-BH), do projeto Casa das Parcerias  e assinatura do decreto MROSC. Apresentação do grupo de samba Tradição.

https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gifDia 22/9 - Manhã
Das 9h às 13h – Aula 3: "Casos práticos de uso de patrocínio direto e mecanismos de incentivo fiscal na gestão pública cultural", com  João Brant (ex-secretário executivo do Ministério da Cultura).

 Dia 22/09 - Tarde
Das 14h às 18h – Aula 4: "Casos práticos de uso do MROSC na gestão pública cultural", com Clarice Calixto (doutoranda e mestre em Direito pela UNB) e Laís Lopes (advogada e doutoranda em Direito Público pela Universidade de Coimbra).

15 de set de 2017

SANDRA BROWN ESTRÉIA NACIONAL DO SHOW “TRIBUTO A LUIZ MELODIA”










amiga pessoal do artista, recém-falecido, a cantora homenageia o ídolo
e manifesta sua gratidão pelos 22 anos de amizade em show, acompanhada
pelos ícones musicais Bolão e Jorge Bonfá


“Ele nasceu no dia do nascimento do meu pai e morreu no dia do meu nascimento. Foi um choque, uma dor que eu vou levar pro resto da vida, e foi elétrico... choque de guitarra, uma coisa pulsando tão forte no meu coração que passei um batom vermelho e sai pra comprar vinho... celebrei a vida e a morte. Dói falar sobre isso. E aí, cai de cabeça no artista genial, talvez tentando trazê-lo mais perto, e é um amor tão grande, que fez pintar essa necessidade de fazer o show. Um tributo, minha homenagem. A muitos anos, meus shows revelam as minhas composições e este show é todo dele, do repertório dele, é pra todo mundo cantar junto, as músicas são mantras... É um show, também, de gratidão de devoção, de perpetuação. Viva Luiz Melodia”.
(Sandra Brown)

No dia 07 de outubro, sábado, às 20h30, a cantora e compositora Sandra Brown sobe ao palco do Espaço Cultural CBOM - a casa da boa música (Av. Alfredo Camarate 259 – Pampulha BH – MG - 31 34413465) para a estréia nacional do show “Tributo a Luiz Melodia. Amiga pessoal do compositor falecido no dia 04 de agosto deste ano, Sandra, que contou com a participação de Melodia em um dos seus discos e, também dividiu o palco com o músico, o reverencia em arte e convivência neste espetáculo que apresenta seus sucessos, em caráter de perpetuação da obra.

Um time de mestres sobe ao palco com Sandra. O lendário percussionista baiano Carlos Bolão, que figura entre os grandes ícones da percussão brasileira e internacional, tendo tocado com inúmeros nomes da MPB, inclusive Luiz Melodia e o violonista Jorge Bonfá, sobrinho-neto do violonista Luiz Bonfá, e cuja carreira própria é marcada por reconhecimento e premiações interfronteiras, em valores de brasilidade e erudição notáveis. O show também conta com a participação de Pedro Fonseca (baixo).

SANDRA BROWN E LUIZ MELODIA, por ela mesma:

“Nasci em BH, fui criada em Varginha/MG, onde estudei no Conservatório de Música local. Aos 5 anos de idade, dava audição. Aos 10 anos, voltei para BH. Nos anos 90, meu mudei para o Rio de Janeiro, onde residi durante 10 anos, atualmente, alterno morada na ponte Rio-Minas.

Luiz Melodia...
Anos noventa: Gávea e o nosso encontro inevitável, erámos vizinhos... foi empatia em todas as vistas.
Ótima companhia. Ainda peguei um pouco daquela onda doida dos anos 90, de drogas e musica brasileira.
Das madrugadas de violão e cerveja, aos rolés pela Rocinha, por shows, baixo Leblon e toda a boêmia carioca, ali do meu lado.
Depois veio Jane, Mahal e a amizade foi ficando sólida. Muitas histórias... Luiz me levou no Polhiteama, do Chico Buarque, aniversários, rodas de violão.
Chegamos a ser quase uma turma, Luiz Melodia, Renato Piau, Sergio Natureza, Macau olhos coloridos e eu. Detalhe, Luiz sempre carregava minha bolsa, é um charme do carioca levar a bolsa de sua companhia. Achava isso demais.
Nossa amizade foi sacramentada inúmeras vezes, nos Palcos do Rio e Belo Horizonte. Cheguei a abrir o show dele num Palacio das Artes lotado.
E sempre que eu estava na Platéia ele me convidava a subir, cantei Maracangalha com ele no Comida de Boteco.
Luiz Melodia...seu nome é generosidade e elegância.

A minha vida é compor, quando junto um grupo de canções, faço show.
Tenho dois discos, o primeiro: “Musica Brasileira Palavreada” foi vendido pro mundo, eu fazia a cópia e a capa... já vendeu muito em Ipanema. O Kiosque Quase Nove, adotou o disco. Lá, você pode ouvir Tom Jobim, Luiz Melodia, Caetano Veloso e também... Sandra Brown! Luxo.
Em 2014, convidada a fazer a trilha sonora de um espetáculo de teatro, fui indicada ao prêmio de melhor trilha sonora para teatro adulto em Minas Gerais...
Mineira exibida, fui entrevistada pelo super Jô, e em vários outros programas de TV e rádio nacionais.
A fim de trabalhar com cinema, venho reciclando os conhecimentos e alimentando o espírito, para, sempre, retratar em música o cotidiano romântico do cidadão brasileiro.
Por Geraldão da Rede Minas e da antiga Rádio Nacional fui batizada ‘Miss Brown’!”
(Sandra Brown)

Sandra Brown, pessoalmente ‘abençoada’ por Tom Jobim e Billy Blanco, traz este presente para o Brasil: Tributo à Luiz Melodia”!

No repertório do show: Magrelinha, Pérola Negra, Estácio Holly Estácio, Dores de de amores, Dor de carnaval, Fadas, Maura, Quase fui lhe procurar e Diz que fui por aí. Outras surpresas podem rolar.

Os ingressos para o show já estão à venda na CBOM, pelo preço simbólico de R$15,00. (valor de meia-entrada, estendido a todos os públicos, em caráter promocional). Informações adicionais: 31 34413465.

SANDRA BROWN
ESTRÉIA NACIONAL DO SHOW
“TRIBUTO A LUIZ MELODIA”
07 de outubro, sábado, às 20h30
Espaço Cultural CBOM - a casa da boa música
Av. Alfredo Camarate 259 – Pampulha BH – MG - 31 34413465
Ingressos já à venda na CBOM
R$15,00 = valor de meia-entrada,
estendido a todos os públicos, em caráter promocional
Informações adicionais: 31 34413465

12 de set de 2017

ROBERTO CREMA E ACELY HOVELACQUE - palestra e seminário em Belo Horizonte



Inscrições abertas para os dois eventos que o Reitor da UNIPAZ – Universidade Internacional da Paz, Roberto Crema realiza em conjunto com  a médica Acely Hovelacque, na capital mineira, no final do mês de setembro.

A palestra  “O poder do encontro e a força da cura” acontece no dia 22 de setembro, sexta-feira, às 19h, no Auditório do Sebrae Minas (Av. Barão Homem de Melo, 329 – Nova Granada – BH – MG). O evento contará com a participação especial do músico Marcus Viana.  Contribuição: R$33,00.

O seminário “O poder do encontro e os rituais da primavera”  será realizado no dia 23 de setembro, sábado, das 9h às 18h, no Mendja  - Jardins do Buda da Medicina (Estrada do Engenho, 08 – Macacos/ São Sebastião das Águas Claras – Nova Lima –MG). Lanche e almoço incluídos. Investimento: R$320,00. 

Acely Hovelacque
Médica do Colégio Internacional dos Terapeutas – CIT, especialização em Clínica Médica, Homeopatia e Antroposofia, praticante de meditação. Dedica-se ao resgate da Saúde Integrativa e da Felicidade Essencial.

Roberto Crema
Psicólogo e antropólogo do Colégio Internacional dos Terapeutas – CIT, Mestre em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade de Paris, Reitor da Universidade Internacional da Paz – UNIPAZ.
As inscrições para a palestra podem ser feitas somente pelo site www.sympla.com/mendja 
Inscrições para o seminário e informações adicionais: (31) 3297 5511 e 988943869.
Vagas limitadas.
Realização: Mendja – os jardins do Buda da Medicina
Apoio: Sistema de Formação Gerencial SEBRAE
VISITE:

4 de set de 2017

Prefeitura de Belo Horizonte cria a Secretaria Municipal de Cultura

Evento aberto ao público no Teatro Francisco Nunes terá apresentações de Maurício Tizumba, Aline Calixto, Flávio Renegado, Thiago Delegado e Marcelo Veronez
 
A Prefeitura de Belo Horizonte promove na próxima segunda-feira, dia 4 de setembro, às 19h, no Teatro Francisco Nunes, o lançamento da Secretaria Municipal de Cultura. O evento será aberto ao público e contará com apresentações de números musicais de Maurício Tizumba, Aline Calixto, Flávio Renegado, Thiago Delegado e Marcelo Veronez. A entrada é gratuita.

Estarão presentes no evento o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, e o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Romulo Avelar.

A criação da Secretaria Municipal de Cultura foi definida dentro da Reforma Administrativa, Lei 11.065, sancionada pelo prefeito Alexandre Kalil no dia 1º de agosto. Caberá ao novo órgão a gestão da política cultural do município, promovendo, entre outras ações a formulação de políticas culturais democráticas, a promoção da diversidade cultural e étnico-racial, a elaboração e coordenação da política municipal de arquivos e a formulação de políticas públicas e planejamento das atividades das Unidades Culturais do Município. A Fundação Municipal de Cultura será mantida, agora vinculada à Secretaria Municipal de Cultura.

A cerimônia de criação contará com apresentações de números musicais de grandes artistas. Sobem ao palco do Chico Nunes Maurício Tizumba, instrumentista, cantor, compositor, ator e empreendedor cultural. Tizumba é um dos mais populares artistas de Minas Gerais, criador da Cia. Burlantins e do Tambor Mineiro, grupo de percussão com influência do congado; Aline Calixto, destaque do samba mineiro e nacional, considerada uma das referências da música brasileira contemporânea; Flávio Renegado, cantor e compositor nascido e criado na comunidade do Alto Vera Cruz, em BH, e uma das referências musicais da cidade; Thiago Delegado, violonista, arranjador e compositor. É anfitrião nos projetos “Delegas Samba Clube” e “DelegasCia”, e prepara um novo álbum autoral; e Marcelo Veronez, multiartista com foco na música popular, transitando também pela direção de shows. Lançará seu primeiro disco em setembro

18 de ago de 2017

Belo Horizonte se prepara para receber o Experiência Braztoa Sudeste


Última edição do ano, evento completa o ciclo pelas regiões do país e oferece experiências únicas e conhecimento para profissionais de turismo
fotos: divulgação Belotur/Braztoa

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, juntamente com a Secretaria de Estado do Turismo e o Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau são os anfitriões da edição do Experiência Braztoa da Região Sudeste. O evento acontece no dia 22 de agosto, das 13h às 19h, no Sebrae Minas, que fica na Avenida Barão Homem de Melo, 329. São esperados cerca de 250 participantes, entre agentes de viagem e profissionais do turismo da região.

Depois de ter passado por Recife, Curitiba e Rio Quente, o Experiência Braztoa foi preparado especialmente para o Sudeste, que representou R$ 970 milhões em venda de pacotes das operadoras BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) e transportaram 600 mil passageiros, que representaram e R$ 1,48 bilhões em impacto na economia brasileira, segundo dados do Anuário Braztoa 2017.

As inscrições gratuitas estão abertas e podem ser feitas pelo site www.braztoa.com.br. No mesmo endereço eletrônico, os agentes podem se cadastrar nas caravanas rodoviárias, com vagas limitadas, que oferecem transporte gratuito com saídas de Niterói, Volta Redonda, Petrópolis, Barbacena, Conselheiro Lafaiete, Três Rios, Caratinga, Ipatinga, João Monlevade, Juiz de Fora, Pará de Minas, Divinópolis, Itaúna, Varginha, Lavras e Betim.

“É com muito prazer que recebemos este evento em Belo Horizonte, cidade que também tem muito a oferecer aos profissionais de turismo. Temos como cartão-postal o Conjunto Moderno da Pampulha, eleito Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, que colocou a capital mineira em evidência em todo o mundo. Nossa rica gastronomia é também reconhecida mundialmente. Além disso, vale ressaltar que nosso Carnaval é um dos mais surpreendentes do país, arrastando 3 milhões de foliões pelas ruas da cidade”, comenta Aluizer Malab, presidente da Belotur.

O presidente da Belotur lembra também que uma das atrações da Experiência Braztoa Sudeste é a participação da Quadrilha Junina Forró de Minas, que se destaca por sua ousadia na coreografia e uma cartela de cores em seu figurino, marca registrada do grupo. “A participação de uma quadrilha junina no evento também evidencia outro de nossos produtos turísticos mais importantes, que é o Arraial de Belo Horizonte, evento que coloca a cidade como um dos cinco destinos mais importantes do país durante os festejos juninos”, conclui Malab.

Outro diferencial do evento, em busca do fomento do turismo local, é o Encontro de Negócios, das 10h às 12h, quando os operadores Braztoa recebem as empresas de turismo locais, como hotéis, receptivos, transfers, entre outros. A proposta é que essas colaboradoras possam mostrar seus diferenciais e fazer cada vez mais parte da formatação de pacotes das operadoras associadas à entidade.
Os agentes serão recebidos com um brunch oferecido pela Argentina, com música e gastronomia típicas. Eles terão acesso a uma gama de produtos das principais operadoras de turismo do Brasil, o que lhes permitirá conhecer as últimas tendências de destinos e viagens.

Ao longo da tarde, poderão vivenciar diferentes experiências de diversos pontos do mundo, por meio de atrações interativas. Uma verdadeira viagem sensorial que pode ser iniciada na Colômbia, passando por Pernambuco, chegando ao exotismo da Tailândia. Na programação ainda haverá atividades do Rio Grande do Norte e Minas Gerais.

O evento também inclui uma palestra sobre inovação ministrada por Benício Oliveira Filho, com o título: “O mundo dos negócios esta mudando”, que aborda a inovação no turismo e como as empresas do setor podem absorver a cultura renovadora das startups. O palestrante é expert no mercado de tecnologias há mais de 20 anos, pós-graduado em Teologia pela PUC-SP, MBA em Estratégia Econômica em Negócios pela GV.

“Estamos muito felizes em realizar o Experiência Braztoa, pela primeira vez, em Belo Horizonte, uma cidade muito importante para o emissivo e receptivo de passageiros para destinos do Brasil e do mundo. Sabemos da força da região Sudeste e também de todo seu potencial de crescimento, por isso queremos estar cada vez mais perto dos profissionais locais”, explica Magda Nassar, presidente da BRAZTOA.

Associados Braztoa participantes: Abreutur, Agaxtur, April Brasil, Asia Total, Global Travel Assistance (GTA), Century Travel, Discover Cruises, Flot Viagens, Flytour Viagens, Françatur, GOL, Lusanova, MMT GAPNET, Norwegian Cruise Line (NCL), New Age, Pomptur, R11 Travel, Raidho, Reed, Schultz Operadora, Snow Operadora, Trade Tours, Transmundi Viagens, Travel Ace, Turnet, Viagens Master e Visual Turismo.

Patrocinadores: Argentina, Colômbia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Tailândia

Parceiros anfitriões: Belo Horizonte CVB, BELOTUR, Prefeitura de Belo Horizonte e Secretaria de Turismo de Minas Gerais

Apoiadores: ABAV Nacional, ABAV MG, SEBRAE, GOL, Delta, GTA e Abrasel

Sobre o Experiência Braztoa
O Experiência Braztoa proporciona conhecimento e vivências únicas para os agentes de viagens, apresentando atrativos de diversos destinos apresentados de forma diferente, por meio de atrações culturais, quizzes ou atividades sensoriais.  

Com tantas informações disponíveis na internet, o trabalho de consultoria dos agentes de viagem ganha ainda mais relevância, pois os viajantes estão cada vez mais exigentes.
Criado em 2015, o evento já reuniu mais de 2 mil agentes de viagem e passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis e Salvador. Em 2017, o Experiência Braztoa já passou pelo Nordeste (Recife - 31/5), Sul (Curitiba - 27/7), e passará por Norte e Centro-Oeste (Rio Quente - 9/8) e Sudeste (Belo Horizonte - 22/8). 

Sobre a Braztoa
A Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) reúne operadoras de turismo, colaboradoras e empresas de representação de produtos e destinos, além de convidados, responsáveis por estimados 90% dos pacotes turísticos comercializados no Brasil.

Em 2016, as operadoras associadas à Braztoa faturaram R$ 11,3 bilhões e embarcaram mais de cinco milhões de passageiros durante todo o ano. Essas mesmas empresas geraram um impacto econômico de R$ 10,6 bilhões para a economia nacional, neste mesmo período (quantia que contempla a soma do valor dos pacotes comercializados para destinos nacionais, com o gasto médio diário com extras do turista nos destinos).

Entidade de vanguarda e sem fins lucrativos, a Braztoa promove ações e parcerias que valorizam as atividades empresariais dos associados, apoiando o desenvolvimento do mercado turístico de forma sustentável.

15 de ago de 2017

23ª CASACOR MINAS GERAIS

Loft by Cassio Gontijo - foto: Jomar Bragança


Em sua 23ª edição, a CASA COR Minas Gerais rompe mais um desafio. Fruto de muito trabalho e de uma obra gigantesca, a mostra ocupa, em 2017, uma edificação histórica, cuja origem remonta do início do século 20. O casarão, parte do acervo imóvel da extinta Rede Ferroviária Federal, a RFFSA, teve seus espaços recuperados sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/MG) e ressignificados por um time de profissionais e empresas que, durante os últimos meses, foram envolvidos pela mesma paixão: dar visibilidade e mostrar uma construção histórica em todo o seu potencial.

Com o tema “Foco no Essencial”, a CASA COR Minas buscou novas conexões para oferecer uma mostra interativa, em que a novidade está por toda parte. Está, por exemplo, no modelo radical do Guaja Sapucaí, um convite à intervenção do público e na proposta de manter um Makerspace, espaço que se abre a trabalhos e experiências colaborativas. E está também no Ginger Bar, que traduz uma tendência europeia para apresentar não só o primeiro bar de gim da cidade, mas o primeiro a oferecer o gim da casa, com uma inédita destilaria funcionando dentro dele.

Está, por fim, no universo que agrega os lançamentos mais importantes do setor da arquitetura, design e tecnologia de ponta. O trabalho apresentado nesta edição é assinado por profissionais que, imersos no conceito de recuperação de um imóvel histórico e na sua conexão a uma linguagem contemporânea, fazem parte de um time de altíssimo quilate.

Comece agora a explorar essa mostra histórica da CASA COR Minas:

Áreas externas

Tanto a Varanda de Entrada como a Bilheteria, projeto de Thales LucchesiMarcelo Martins e Ana Paula Pereira, vencedores da maratona ARCHATHON já anunciam a novidade e convidam o visitante a conhecer os demais ambientes. Baseado no Form Follows Function, princípio do design funcionalista segundo o qual a forma deve seguir a função, esses ambientes foram projetados para instruir o fluxo dos visitantes de maneira intuitiva. A disposição e o material do mobiliário na área externa e a posição do balcão na parte interna definem fluxos e permanências, bem como o faz o caminho de luz no teto, que cria uma conexão com a varanda, de forma orgânica e moderna. Utilizando tubulares de led, ele segue o desenho da luminária externa art decó, acervo tombado do prédio e vai se desconstruindo à medida que adentra o casarão.

Quem assina o Jardim do Ginger Bar são as paisagistas Carla e Marina Pimentel, que tiveram, como grande desafio, desenhar um jardim em patrimônio tombado e, assim, tiveram que adequá-lo às limitações e regras do IPHAN. Mesmo sem poder lançar mão de recursos ornamentais como fontes, esculturas ou espelhos d’água e tendo que se limitar à perspectiva de 80cm de altura, ele é encantador. Um trabalho sensível, com diferentes composições de cores, texturas, formas e aromas. O diferencial luxuoso, são os canteiros de flores e folhagens, que ganharam a companhia de plantas frutíferas como a laranja Kinkan e  ervas aromáticas como manjericão e Lavanda.

O Ginger Bar, uma das grandes atrações desta edição, tem projeto de Angela Roldão. Com soluções simples e funcionais, ele ocupa um pequeno espaço interno e se estende à área externa, com mobiliário contemporâneo espalhado pelo jardim. Para compor o primeiro bar de Gim de Belo Horizonte, que tem, ainda, o ineditismo de produzir a própria bebida, a inspiração veio de museus da Europa, com os ombrelones e o mobiliário em alumínio e vidro, tudo bem leve. Na parte interna, um antigo porão onde também funciona uma cozinha aberta, o clássico e o moderno são valorizados pela parede com textura em pó de ouro.

Por dentro do casarão

O Hall Galeria, de Flávia Generoso e Luiza Ananias é um espaço de transição, também pensado como uma área de permanência interativa. Uma intervenção cenográfica oferece uma nova percepção do ambiente - um cômodo estreito e com pé direito bem alto. Isso é possível com o posicionamento despelho na parede, criando uma expansão horizontal e um jogo reflexivo dos elementos geométricos existentes. Cria, também, uma relação quase fotográfica com o espectador em época de selfies.

O Hall Central, na verdade, três halls centrais, que se comunicam através da bela escada em jacarandá – eixo vertical do casarão – foram criados por Lena Pinheiro e receberam uma linguagem concisa, reunindo elementos que se identificam com a construção histórica. O primeiro deles, no térreo, localizado logo após a bilheteria, é porta de entrada para os demais ambientes. Aí, o visitante faz seu primeiro contato com “janelas” que evidenciam parte dos afrescos – que contam um pouco a história do casarão – e que começam a ser restaurados. Já o hall do segundo andar é antecedido por um painel gráfico que cobre a parede da escadaria, em clima de street art. Nele, um elemento forte é o sofá arredondado com estampa floral colorida. Por fim, chegamos ao terceiro andar, onde a circulação também foi pensada de forma a despertar a curiosidade de quem passa por ali: impossível ficar indiferente diante da galeria de fotos da artista Flávia Bertinato, trabalho intitulado “Boa Noite Cinderela”.

Para a Sala Central, Dodora Gontijo pensou em um espaço exclusivo, que sabe usar da verticalidade do ambiente com proporções bem elaboradas. Nas paredes, obras de arte se alinham ao luxo da tapeçaria Aubousson e do espelho exclusivo, assinado por Jader Almeida que brinca com as imagens. Sofás modernos, um enorme e charmoso pendente, uma árvore de 4m de altura e ainda o trabalho em meia parede com textura metalizada fazem desse ambiente único.

Na Antessala e Jantar, de Júnia Bernarnos, Eduardo Henrique Brandão e Rosângela Brandão Mesquita, um arco junto aos vãos das janelas une os dois ambientes, sofisticados espaços de convívio.  Obras e objetos de arte destacam os detalhes originais da casa. Aqui, clássicos boiseres originais do casarão convivem com mobiliário contemporâneo. Já Isabela Bethônico pensou em uma ambientação humanizada para sua Cozinheta: em um mesmo bloco estão a pia, cooktop, armários e espaço para as refeições. O clímax fica para o pendente com enorme cúpula branca em clima de zero afetação. Ainda integra a Cozinheta uma charmosa despensa com louceiro recheado de utilitários d´O Ateliê de Cerâmica.

Já na Suíte e Closet, Rosane Guedes oferece um clima intimista, com iluminação suave e paredes em tom neutros. Pensado como uma suíte livre de gêneros,  a cama tem posição não convencional, com cabeceira que serve de divisória para uma escrivaninha. O closet tem proposta leve e funcional. Enquanto isso, Rodrigo Aguiar apresenta uma Sala de Banho completa, que propõe ir além do uso convencional, com muito estilo. A paleta de cores claras tem referência escandinava, ao mesmo tempo em que o projeto oferece uma pegada bem brasileira em espaços que intercambiam com luxo e conforto. A iluminação foi explorada, em dois momentos distintos: um deles vem do chão, com led embutido no rodapé suspenso, sugerindo que o piso é solto da parede. O outro, todo externo, tira partido do teto alto com spots direcionados e dá sensação de amplitude.

Quem visitar o Home Theater projetado por Daniele Bellini verá um ambiente luxuoso e, ao mesmo tempo com uma proposta superaconchegante. Aqui, a bancada bar faz composição com os demais móveis do espaço, desenhados especificamente para esse espaço. O estilo contemporâneo se harmoniza com o estilo clássico da casa original nos reposteiros de veludo azul, em composição com as persianas. As peças de arte são bem contemporâneas e o carpete foi desenhado no estilo patchwork, numa proposta de reutilização de material. Destaque máximo também para os equipamentos inéditos de automação, que permitem acionamento por comando de voz.  

O projeto da Livraria (que, inclusive vai funcionar a todo vapor na CASACOR) e Varanda é assinado por Camila Ferreira e unetoques de modernidade ao respeito pela arquitetura existente: paredes e forro de madeira original foram cobertos com o tom folha seca. Desenhadas pela arquiteta, as estantes tem estrutura em cavalete preto e fundo em tom ferrugem. Estrategicamente colocado no centro da livraria, um tapete com estampa tem, sobre ele, um jogo de mesas redondas em três alturas, desenho da arquiteta. Próximo a uma das janelas, foi pensado um estar, com sofá curvo para acomodar quem deseja aproveitar sua permanência para folhear um livro.

A Sala de Vestir, de Mariana Nogueira Batista, tem como proposta sintonizar duas histórias recentes: a da transformação da mulher e a da evolução dos espaços residenciais, nos últimos 100 anos. Cênico, como um camarim pessoal, o espaço tem tapete vermelho e luz indireta. No alto, telas exclusivas de Rogério Fernandes reforçam o feminino contemporâneo.
Já no Living, Luís Fábio Rezende de Araújo misturou o clássico ao contemporâneo, em ambiente que rende homenagem do arquiteto às mulheres de sua vida, em especial, a primeira filha, recém-chegada. Pela primeira vez, o arquiteto coloca em uma mostra uma peça de sua criação, a poltrona NINA, em madeira, com detalhes em latão e estofado em tecido e couro. Aliás, por falar em babies, o Quarto do Bebê, de Marco Reis, foi inspirado pelo método Montessori e criou um ambiente infantil totalmente diferente do convencional.  Assim, explorou o espaço da forma como seu usuário enxerga o mundo: cama foi inserida em tablado baixo e o berço tem ar retrô, trabalhado em palhinha em contraponto com a cor petróleo. Parte das paredes recebeu revestimento em tecnocimento, assim como parte do piso. A marcenaria, com traço bastante geométrico, que remete ao universo infantil, com traço de casinha e bandeirinhas, foi toda desenhada pelo arquiteto.

Para quando as crianças ficarem maiores, o Espaço Games, de Renata Ferreira, foi inspirado no programa do Youtube Authentic Games e tem layout com características do popular jogo Minecraft. Ele está representado no lustre, no painel ripado com doze arandelas no formato do boneco Steve e no painel recortado a laser, que simula um circuito de computador.

Em contraponto ao mundo cyber dos games, mas sem abrir mão das novidades tecnológicas, a Cozinha de Quintal, de Ana Paula Rohlfs foi buscar inspiração nas fazendas antigas. O ambiente tem painel feito com chapas de sucata de aço fazendo a transição entre cozinha, pomar e horta. Revisitado, o “fogão a lenha” teve suas trempes fixadas no Neolith, mesmo material que reveste o bloco central, que passa ideia de um bloco maciço de pedra. Uma torre/armário embute a geladeira na própria porta do móvel, em laminado na cor concreto.

Já na Suíte Essencial, de Carolina Robson e Roberta Robson, tanto a cama, de Patrícia Urchiola, quanto o lustre, com várias esferas iluminadas, parecem puxar o olhar de quem entra no ambiente. Na lista de itens de desejo, a lareira em quartzito acompanhada por duas poltronas de design italiano. Pensando em unir beleza e funcionalidade, Cássio Gontijo projetou o Loft com o estar integrado à cozinha, e a suíte máster integrada ao banho. Junto à divisória que separa as duas áreas, uma escultura de quase três metros de altura de Franz Krajcberg. No conjunto, uma mistura que une referências que são nossas, a outras italianas e a outras ainda, de outros países da Europa. O resultado é uma miscelânea harmoniosa, real e, ao mesmo tempo, cenário, que explora os tons de cinza, preto, off white e toques de verde e bordô.

Para quem não  tem só o trabalho como foco, o Home Office assinado por Cláudia Martins é um ambiente que oferece outras possibilidades.  Uma estante vazada funciona como divisória de dois momentos: o da entrada, com móveis contemporâneos, TV e adega e, o segundo, com bancada de trabalho em gofrato.

Há ainda uma clínica, dividida em três ambientes, projeto deViviane Lima. Os espaços privilegiam o equilíbrio entre leveza e elegância para passar sensação de bem estar e acolhimento. O uso de tons neutros e materiais que remetem ao natural também tem a intenção de passar segurança e tranquilidade e deixa evidente a atenção e o carinho dispensados ao paciente.

Assinado por Kivia Costa, Graziela Costa, Zuleica Lombardi e Erika Stekelberg , o Plataforma 8 é um aconchegante café. As mesas acontecem em volta de um sofá central multiuso, em pied poule. Destaque para as cadeiras com encosto em palhinha e para a beleza da luminária, a rede em cristal, de Ingo Maurer, que permite uma iluminação difusa.

Agora, imagine um Escritório de Imprensa diferente e divertido. Inspirado na jornalista Natália Dornelas, foi assim que Pedro Lázaro projetou esse ambiente, com teto e janelas originais enfatizados pelo tom off white. Destaque para a pintura das paredes em dois níveis, fazendo releitura de época com o vibrante azul carbono e o verde- piscina. Um lounge e uma redação dividem o espaço, pontuado por expressivas obras de arte e pela poesia dos móveis do estúdio Nendo.  Pedro Lázaro também assina o espaço Institucional  Arcelor Mital, que tem como base a economia circular. O conceito permeia desde a escolha do material, que permite o reuso do objeto arquitetônico, passa pela forma, pela escolha dos móveis e pela curadoria das obras de arte aqui presentes. Está tudo entrelaçado. Embora sejam ambientes situados em local de trabalho, o aspecto casa humaniza, propõe momentos reais, de acordo com os princípios da empresa em que está inserido.

O Guaja Sapucaí, projeto de Lucas Durães, Sarah Kubistchek, Pedro Haruf, Gabriel Nardelli e Marcos Franchini é um espaço temporário pensado para abrigar a programação cultural da CASACOR Minas e, ao mesmo tempo, se abre a trabalhos e experiências colaborativas. Ao invés de um projeto de arquitetura, foi imaginado um processo não determinista, que dilui a autoria de sua concepção com mais de 100 profissionais e estudantes dos campos de arquitetura e design. Destaque aqui para a Iluminação Cênica do Guaja Sapucaí, assinada por Pedro Pederneiras. A ideia é a de que a luz atue da forma mais simples possível, iluminando o que precisa de luz, como as mesas, os balanços e a região do palco. Iluminar é sempre experimentar. O resto é penumbra.

Du Leal e Eduardo Beggiato assinam os Banheiros do Hall, inspirados nos banheiros antigos revestidos em pedra. Acessíveis, um tem porcelanato em cinza pétreo e o outro, semelhante à pedra calcárea. Em ambos, as placas do piso antiderrapante viram na parede até a altura de 1.80m. É também de Du Leal e Eduardo Beggiato, os Banheiros do Restaurante, que se diferenciam pela cor: um em porcelanato metalizado Corten e o outro em porcelanato metalizado Iron. Na proposta, espelhos mais estreitos em frente aos lavatórios sobem até o teto. Batizado de Banheiro 383, o banheiro público projetado por Elisa Raabe, Rogério Vilela e Talita Soares parte da não determinação de gênero para seu uso e faz uma provocação, ao utilizar cores e estéticas relacionadas a clichês culturais de "feminino" e “masculino". Propõe, assim, uma reflexão sobre determinações de gênero para as instalações, por meio da possibilidade de livre apropriação. Aqui, foram mantidas as imperfeições naturais da construção. A escolha de uma linguagem quase kitsch foi intencional, para obter um resultado visual pulsante e cenográfico.
Por falar em subverter regras, a base do projeto do Restaurante e Lounge, de Bernardo Farkasvolgyi vem de cima: o teto foi todo coberto de tear. São mais de 800 fios, num percurso que, em linha reta, daria 10,3km. O espaço recebeu tom neutro e manteve esquadrias de portas e janelas originais. Já o Estúdio Gourmet, projeto de Maurício Bomfim, apresenta living com pegada industrial, com portas revestidas por carpaccio de pedra natural e bancada em porcelanato no tom ferrugem. Destaque para a mesa de mármore em formato orgânico. Há também a Sala de Vinhos assinada por Camile Guedes, onde tanto o desenho do mobiliário, como sua disposição e também a escolha dos materiais utilizados tem total conexão. Aqui, o conforto visual e tátil chama o visitante a sentar, experimentar e vivenciar o momento. Na Cozinha Funcional de Gabriela Azeredo e Patrícia Pires, a inspiração vem do conceito slow living. Nela há algo que muita gente já sonhou em ter na sua própria cozinha: um sofá. Aliás, dois, bem confortáveis e uma TV que pode ser vista de todos os ângulos. No alto, uma prateleira abriga vários objetos, plantas e livros, pensada como proposta supercharmosa, zero luxo.

Imagine uma varanda com elementos rútisticos e muito verde. É assim que Droysen Tomich, Marcelo Serafim e Octávio Davispensaram a Varanda Green, que contempla tanto o relaxamento quanto o convívio, unindo a simplicidade ao essencial de morar bem. Nela, lâminas de d'água escorrem da parede revestida de placas cimentícias em 3D, jardins verticais contracenam com o piso feito em minério de ferro. A paleta de cores vai do cinza ao azul, amarelo e aço corten.

Já para a Estação Lazer na área externa, de Gislene Lopes, o estilo é contemporâneo e, ao mesmo tempo, em harmonia com a construção histórica. O projeto apresenta uma área kids no vagão que já existia no local, espaço gourmet multiuso pontuado de materiais inovadores, com uma cobertura inspirada nos trilhos do trem, além de uma deliciosa daybed sobre a piscina. Na Arte Garagem Renault de Nara Cunha, o volume arquitetônico simples é emoldurado por grandes aberturas e fechamentos em vidros, que privilegiam a conexão entre externo e interno. Com atmosfera vintage na seleção de cores e formas, o espaço é informal e arrojado e apresenta uma seleção especial de obras de arte contemporâneas.

Mais novidades

Entre as novidades desta edição, está o Loft Itinerante GXN, de Caio Prates e o Toilett Box, de Sheila Mundim, Renata Paranhos e Mira Mundim. O primeiro foi instalado em um ônibus comum e apresenta um novo modo de experimentação do espaço urbano. Com sala de estar e TV integrada, quarto, cozinha e banheiro, a ideia aqui foi aproveitar ao máximo o espaço interno, semelhante ao de um container. Aliás, por falar em container, é em um deles, de 6m X 2,4m que estão os três banheiros do luxuoso projeto Toilett Box: um feminino, um masculino e um para pessoas com mobilidade reduzida (PMR). Entre as soluções nada convencionais, a utilização de tecido naval como revestimento das paredes.

Também faz parte desta edição a mostra Espaço Novo Mundo: A Arte de Vestir no século XIX, projeto de João Lucas Pontes e Luis Gustavo Vieira, que apresenta os figurinos feitos para a novela de mesmo nome, importantes elementos que retratam o choque cultural entre Europa e Brasil no início do séc. 19.

Por fim, o ambiente Caminhos Transformados, assinado por Isabela Vecci. O objetivo, aqui, foi dar visibilidade ao sistema de logística integrada da holding VLI, que interliga ferrovias, terminais e portos das principais regiões brasileiras. Utilizando uma linguagem moderna e simpática, o ambiente é escuro, propício à projeção de vídeo, e nele foi instalada uma mesa de formato sinuoso, que percorre a sala em L e funciona como tela para receber uma animação com imagens, infográficos e textos.