10 de nov. de 2022

SHOW DE LANÇAMENTO DO ÁLBUM AUTORAL DE CADU DE ANDRADE


 "Há de surgir" 

Foto: Caros Hauck


 

Será no dia 12 de novembro, sábado, às 21h, o show de lançamento do álbum “Há de surgir”, do cantor e compositor e instrumentista, Cadu de Andrade, artista exclusive Show me! Warner Music.

O evento acontecerá no Teatro do Centro Cultural Unimed BH – Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – BH – MG).

 

Com 12 canções, arranjos de Cadu de Andrade e Murilo Barbosa, o disco foi gravado ao vivo,  no Bemol Studio (BH), por Ricardo Cheib, mixado por Cadu de Andrade e Ricardo Cheib e masterizado por Felipe Tichauer,  no estudio Redtraxxmastering (EUA). Criação e Capas singles e full album: Christiano Viana. Fotos Capa e divulgação: Carlos Hauck. Figurino: HM Paris.

 

No show, Cadu de Andrade se apresenta ao lado de Murilo Barbosa, ao piano.

Desenho de luz para o show: Nuno BeserraO repertório mescla músicas do novo disco à outras canções de valiosas interpretações do artista, algumas já gravadas por ele: a saber,  Breu, Foi mais, Ciranda, São João, Esse mar, Rua dos ventos, Calma e  Há de surgir (do novo álbum) e Te conheço, Carolina, Explode coração, Diga lá coração, Não tem tradução, Armadilhas do Pensamento, Close to you e um medley Guilherme Arantes, Cazuza, Djavan e Belchior).

 

Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro e pelo site Eventim: https://www.eventim.com.br/artist/caduandrade

 

Há de Surgir", o novo álbum de Cadu de Andrade


Cadu de Andrade é cantor, compositor e instrumentista e se tornou conhecido pela capacidade ampla de conversar com canções. De reler com a competência de um grande intérprete.

Assim o fez desde seu primeiro álbum “Holofotes” produzido por Ezequiel Neves disco que trouxe à luz importantes canções como a canção título do álbum de autoria de João Bosco/Antonio Cícero/Waly Salomão,  "Quem Diria" (versão de Nelson Motta para You’ve changed” de Carl Fisher e Bill Carey), o samba de Billy Blanco “A banca do distinto” e colocando novamente em rotação um autor que prematuramente saíra de cena e que Cadu abraçaria totalmente no seu segundo álbum - Gonzaguinha com a faixa “Explode Coração”. 

De canções de cinema à canções brasileiras de relevância poética e melódica Cadu de Andrade construiu uma forma verdadeira de falar ao público com projetos que acreditou e defendeu e que o levou passo a passo à turnês pelo Brasil, européias  trazendo quando havia  espaço, o compositor. 


Este espaço digamos secundário se deu exatamente pela competência vocal, afinação e timbre marcantes num país liderado por cantoras e cantautoras (ele já foi citado como “Maysa de calças”, “um Deus”, entre outras menções pela sua chegada numa cena liderada por mulheres no Brasil.



Como compositor se apresentou desde o primeiro álbum, mas assumiu a missão por completo ao apresentar 12 canções para o seu terceiro álbum totalmente autoral  “Não me acendo só”.


Cercado sempre de muitos convites para discos de samba, tributos, baseados no grande sucesso que foi cantar Luiz Gonzaga Junior em “Comportamento Geral”, Cadu se sentiu mais interessado na experiência de criar. 


E disse muito obrigado a muitos e outros muitos nãos,  para poder gestar, organizar seus cadernos e gravações motivado pelo seu autor e  pela grande experiência que foi ver duas músicas suas serem bem executadas em rádios de Portugal que o recebeu para uma tour de 80 shows onde teve uma experiência inusitada ao aceitar o pedido de Natalie Cole para melhorar seu fluxo de dicção e articulação para a execução de “Dindi” já que a manager era a mesma dos dois artistas o que proporcionou este grande encontro. 


Algo novo nascia dentro dele principalmente e que já era impossível retroceder. 
Que era começar a colocar sua própria obra ä frente e em primeiro lugar começando a ser mostrada fora do Brasil (lembrando que ele sua trajetória expressiva começou na Itália onde gravou um disco para aquele país) em projetos onde só se recebiam autores. 
E ele partiu para o mundo das residências artísticas, festivais e da não repetição do que já não servia. 


Como lhe fora dado por Maria Bethânia o título de “Cantor”, desvencilhar-se e com orgulho desta medalha não foi tarefa tão fácil. 


Dois discos autorais foram produzidos no período pré-pandemia e pandemia que levantou interesse da gravadora Warner em edita-los. 

“Há de Surgir” é o primeiro deles, gravado com piano de cauda e voz que está começando seu caminho oficialmente dia 12 de novembro, em Belo Horizonte no Teatro do Minas Tenis Clube.
Seu parceiro neste disco é Murilo Barbosa com quem Cadu assina 11 das 12 canções gravadas e que o acompanha ao piano.


O que vemos de Cadu nesta fase é um artista feliz. Livre. E que coloca um álbum colorido, musical comprometido apenas com a boa música, o que de Cadu de Andrade não se poderia esperar menos. Agora intérprete e autor andam juntos com alegria em show e álbum.


O intérprete por hora cede lugar ao autor em disco pela obra ser considerada relevante de ser editada por uma multinacional do disco que vê grande potencial de catálogo que Cadu de Andrade escreve e há muito o que apresentar deste mineiro eleito por Flávio Venturini o mais novo integrante do Clube da Esquina.

Ouça: https://Ink.to/hadesurgir

Siga: http://www.instagram.com/cadudeandrade

 SHOW DE LANÇAMENTO DO ÁLBUM “HÁ DE SURGIR”, DE CADU ANDRADE

12 de novembro, sábado, às 21h, no Teatro do Centro Cultural Unimed BH – Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – BH – MG).

Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro e pelo site Eventim: https://www.eventim.com.br/artist/caduandrade

Warner e Show me Produções/ Projeto Cultural E--Hub

21 de out. de 2022

MuitoGourmet celebra 1 ano de vida

Idealizado por Felipe Havok o ambiente virtual vem fidelizando e inspirando os amantes da Gastronomia, Cultura e Turismo da Bahia

Você já foi à Bahia?

“A Bahia tem um jeito/ Que nenhuma terra tem/Lá tem vatapá/Então vá!/Lá tem caruru/Então vá!Lá tem munguzá/Então vá!/Se quiser sambar/Então vá!”

(Dorival Caymmi, 1940)

Ah! A Bahia e seus encantos. Universo gourmet de cores, aromas e sabores peculiares, nas tradições ou atualidades. A gastronomia da Bahia traz a riqueza dos saberes ancestrais e parece ter vida própria, a cada expressão.

À luz do dendê africano, inspirações das terras portuguesas, a mistura dos sabores indígenas... À beira mar ou no melhor do sertanejo da terra, o fogo dessa culinária peculiar, cria e se renova, aquece e permanece.  

As terras baianas são berços artesanais de gente que cria. São pessoas, lugares e muita arte e cultura marinando em puro afeto e energia acolhedora.

Focado em valorizar, defender e promover esse universo reconhecido mundialmente, o MuitoGourmet está celebrando 1 ano de vida!

Muito Gourmet? Que história é essa?

Ah... começou assim:

o idealizador do MuitoGourmet, Felipe Havok - foto: Di Salustiano

O publicitário, compositor, crítico e curioso, Felipe Havok, nasceu em Belo Horizonte/MG e chegou a Salvador/BA ainda pequeno e aqui viveu até 2017. Após viver por dois anos como “nômade digital” na Europa, retornou a Salvador, durante a pandemia, ávido por redescobrir a sua terra.

Havok é dessas pessoas de sensibilidade aguçada, gosta de garimpar preciosidades, cultivar, revelar e comunicar valores, multiplicar a consciência de que a experiência molda o ser e é isso que importa.

E foi assim que há 1 ano, decidiu criar o MuitoGourmet.com

O site une gastronomia – em Casa, na rua e por aí! – à Cultura, Turismo e Arte. E vem inspirando moradores e turistas a descobrir novos sabores e explorar novos lugares na Bahia e além.

MuitoGourmet.com realiza coberturas especiais, defende e promove a cultura local e se empenha em valorizar a cena gastronômica baiana. Um olhar cuidadoso evidencia o que é bom e fora do comum.

Felipe celebra “É mostrar para o baiano que há muita Bahia para ser vista e mostrar, também, que existe um mundo inteiro lá fora para se descobrir!”

Nessa consciência e interconexão entre seres e saberes, o site tem apresentado conteúdos próprios, revelando espaços, eventos, pratos e pessoas nas mais variadas experiências. Dá dicas para turistas, incentiva comportamentos de bem estar integral, como viagens em família, roteiros especiais para crianças, turismo pet friendly, experiências a dois ou aventuras pessoais em conforto e segurança.

Sua responsabilidade cultural trouxe à tona, recentemente, a campanha #RespeitaMeuAcarajé. Um comercial de uma fábrica de temperos, apresentou de maneira equivocada o respeitável ofício secular da Baiana de Acarajé é considerado um bem cultural de natureza imaterial pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao perceber a situação, Havok publicou um cuidadoso conteúdo sobre a história do acarajé baiano, da origem à respeitabilidade alcançada, visando a defesa dos modos tradicionais de preparo e venda do acarajé, apontando os erros da referida propaganda e abrindo justo debate sobre o assunto. A empresa tirou o comercial do ar e, certamente, o artigo segue ensinando mais gente sobre a iguaria e o respeito, fundamental.

MuitoGourmet segue construindo sua história. No site, existe um espaço de cadastro no “Clube MuitoGourmet” um programa de fidelidade que promove descontos especiais aos amantes do site.

Entre as abordagens recentes, estão os projetos de verão do Hidden Salvador, a Semana Internacional do Café e a versão 2022 do Salvador Restaurante Week.

Mais:

http://muitogourmet.com

Instagram: @muito.gourmet

SHOW MARCELO KAMARGO - 21 ANOS

 Show Marcelo Kamargo - 21 Anos

 foto: Ayrá Mendes


no dia 6 de novembro, domingo, às 20h, na Sala Juvenal Dias (Palácio das Artes – Av. Afonso Pena 1537 – Centro – BH), a única apresentação do show “Marcelo Kamargo – 21 anos”, que celebra a carreira do compositor, violonista e intérprete.

O show, que contará com as participações especiais de Felipe Bedetti, Ana Espí, Romeu Cozenza e Edu Zambaldi, parceiros de várias épocas. Ao lado de Marcelo, o baixista e produtor musical Ricardo Gomes, parceiro de composições e produtor do artista, desde o primeiro disco Clarão, com toda a sua experiência e competência, Luadson Constâncio, ao piano e Bill Lucas, na bateria/percussão. A direção musical é de Ricardo Gomes. Produção: Márcia Francisco.

Com uma seleção valiosa, Marcelo Kamargo traz canções de seus quatro álbuns: Clarão da Noite – 2001, Zerundá – 2004, Além do Sol – 2008 e Samba é Amor – 2021 – a mais recente produção fonográfica de Marcelo Kamargo, lançada pela renomada gravadora e produtora paulista Kuarupespecializada em música brasileira de alta qualidade, que tem em seu acervo artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar e Arthur Moreira Lima, entre outros.

No repertório do show: Além do Sol, Dom de Ser Feliz, Filho de Oxum, Amar é bom, Chico Rei, Poema e Canção, Clarão da noite, Luzeiro (Felipe Bedetti), Água da Fonte, Não há Mal que o Samba Não Cure, Embriagado Com a Solidão  e Samba é Amor (parceria com Ricardo Gomes), Cintilante e Por um fio.

Os ingressos (R$60,00 – inteira e R$30,00 – meia-entrada), já estão à venda na bilheteria do Teatro e pelo site Eventim. Link direto:https://www.eventim.com.br/artist/marcelokamargo/

Marcelo Kamargo

Natural de Coronel Fabriciano, Marcelo Kamargo nasceu numa família de músicos. Aos sete anos mudou-se para Belo Horizonte/MG, onde vive até hoje. Seguindo os passos do lado paterno da família, ingressou no aprendizado dos acordes do violão aos 11 anos, principalmente, por influência de seu pai, o cavaquinhista Mestre Jonas. Desde pequeno participava dos encontros musicais rotineiros da família, pois seus tios, tios-avôs e primos tocavam violão popular e o canto ficava por conta de sua mãe Dalva, tias e primas.

Aos dezessete anos começou sua trajetória em busca de aperfeiçoamento, ingressando na Escola Cantorum do Palácio das Artes, no curso de teoria musical. Em seguida, cursou canto popular, primeiro com a cantora lírica Mary Armendani e depois com a Professora Celinha Braga. O aprendizado do violão popular e erudito, no início, foi com seu tio Sebastião Marcelino e depois, como autodidata.

Gravou três CDs independentes, cujo repertório abrange a fase romântica (Clarão da Noite, 2001), a fase de celebração das raízes afro do artista (Zerundá, 2004), e a fase pop/jazzística/instrumental (Além do Sol, 2008).

O novo disco (Samba é amor, 2021), tem o Selo Kuarup/Lobo Music.

O trabalho do artista Marcelo Kamargo é eclético, contudo, com influências que vão desde o Clube da Esquina, Vale do Jequitinhonha, Tropicália, Chico Buarque, até as bandas de rock dos anos setenta (Beatles, Led Zeppelin, Focus, Triunvirat, Emerson, Lake e Palmer etc).

Marcelo Kamargo está em fase de produção do seu quinto disco, com lançamento previsto para 2023.

Saiba mais: Instagram: @marcelokamargo (demais links na bio)


 SHOW MARCELO KAMARGO – 21 ANOS

6 de novembro, domingo, às 20h

Sala Juvenal Dias  - Palácio das Artes

Av. Afonso Pena 1537 – Centro – BH

Ingressos: R$60,00 – inteira e R$30,00 – meia-entrada

já à venda na bilheteria do Teatro e pelo site Eventim

https://www.eventim.com.br/artist/marcelokamargo/

PRODUÇÃO: MÁRCIA FRANCISCO

17 de ago. de 2022

ESTREIA O BELO INDIFERENTE

foto: Flávia Canavarro

Texto de Jean Cocteau, representado por Piaf, em 1940 ganha o espetáculo sob a direção de Jair Raso. No palco, Joselma Luchini e Vinicius Di Castro

Estreia no dia 19 de agosto, sexta-feira, às 21h, no Teatro FELUMA (Alameda Ezequiel Dias, 275 – Centro – BH – MG), o espetáculo “O belo indiferente. Sob a direção de Jair Raso, o texto de Jean Cocteau, traduzido por Maria Cristina Billy, leva ao palco Joselma Luchini e Vinicius de Castro (Marcus Vinicius Amaral -Stand in).

“O espetáculo desnuda o silêncio da violência que habita entre nossos corpos.”

(Marcus Vinicius Amaral, ator)

 

Surpreenda-se! Esse é o convite de Jean Cocteau, que nos lança num texto dramático e intenso, representado pela primeira vez em 1940 por Edith Piaf, para quem escreveu a peça. Nessa leitura dirige-se o foco para o lugar que a violência psicológica pode ocupar numa relação amorosa. Nos meandros da trama provoca-se a desconstrução da mulher, que se transforma numa sobra do que foi. Um espetáculo que transforma noite em luz, ao propor um espaço de reflexão sobre a violência contra a mulher.

“Foram necessários 44 anos de dedicação ao teatro, para que me fosse concedida a honra e a glória de viver essa personagem com a força e entrega que ela merece. Parafraseando Jean Cocteau ‘Esse monólogo transforma noite em luz’”

Joselma Luchini

 

Nesta produção contemporânea, “O belo indiferente” sob a direção de Jair Raso e assistência de direção de Andréa Raso, ganha cenografia de Miguel Gontijo, Andréa Raso e Luiz Alberto De Fillipo (que também assina a produção executiva). Produção: Grupo Faos e Med&Cena. Assistente de produção executiva: Sérgio Miguel Cardoso.

O figurino é de Juçara Costa, Metódo DB, Daniel Araújo e Andréa Raso, confeccionado por Maria dos Anjos.

Os atores têm preparação vocal assinada por Babaya e Luiz Alberto De Filippo e preparação corporal de Marcus Vinicius Amaral.

Com arranjos de Daniel (corrigir)  Maia , iluminação de Jair Raso e Márcio Carvalho o espetáculo traz, ainda, na ficha técnica: Nando Freitas, técnico de palco; Marcinho, operação de luz; Amynas, operação de vídeo; fotografia de Flávia Canavarro e programação visual de Clara Gontijo.

Patrocínio: FELUMA – Fundação Educacional Lucas Machado.

Estranhamento. Onde e quando se dá essa história? Em qualquer tempo ou lugar. Um par que pode ser qualquer par, a despeito de questões de gênero, raça, crença, idade ou ligações afetivas. Um figurino que abre espaço para escancarar o animalesco que existe no humano – quando em pelo – desprovido de disfarces para exercer sua tarefa de desconstrução do outro. Um encontro com o grito cruel presente na indiferença e que lança para o profundo desamparo aquele que se torna uma sombra de si mesmo.”

(Andréa Raso, Assistente de direção)

 

Do diretor

Jair Raso

Jean Cocteau (1889-1963) foi um artista avante de seu tempo. Seu “Belo Indiferente” parece que foi escrito sob encomenda para os dias de hoje, embora seja um texto de 1940.

Em nossa leitura, o texto trata da violência psicológica contra a mulher. Esse tipo de violência nem sempre é percebida como tal. Menos ainda é reportada.

Desnudar esse tipo de violência foi o grande propósito dessa montagem.

O processo civilizatório passa pela depuração de nosso lado animal. Temos dentro de nós uma besta, presa por um fio tênue, pronta e capaz de se manifestar. Quando ela aparece de forma reativa, suas causas e efeitos são fáceis de serem percebidos. Entretanto, somos um animal sofisticado, capaz de pensar uma agressão velada, dissimulada e destrutiva como a indiferença.  

Amarrar cada vez mais esse animal violento faz parte da construção do humano.

Para além da questão central da peça, a indiferença do Belo, buscamos a beleza da forma, não só para amenizar o desconforto do assunto, mas também para prestar homenagem ao grande artista que foi Cocteau. 

Dedico essa peça a todas as mulheres que, em movimentos ou ações singulares, combatem a violência.

 

Considerações

por Andréa Raso

Essa montagem nasceu durante a pandemia, a partir do desejo da atriz Joselma Luchini em interpretar a personagem Edith, uma mulher submersa na indiferença de seu par amoroso. A direção de Jair Raso fez um recorte na questão da violência presente no texto.

O espetáculo “O Belo Indiferente”, escrito por Jean Cocteau, na década de 40, marca a estreia de Edith Piaf como atriz numa peça teatral. Nessa leitura contemporânea dirige-se o foco para o lugar que a violência psicológica pode ocupar numa relação amorosa. Nos meandros da trama provoca-se a desconstrução da mulher, que se transforma numa sobra do que foi, a partir do mergulho numa relação abusiva e tóxica.

Ao assistirmos o documentário “O Golpista do Tinder”, na Netflix, percebemos o quanto esse modus operandi é atual, universal e perpassa qualquer relação de gênero. No palco poderiam estar no lugar desse casal, dois homens, duas mulheres. E se quiséssemos extrapolar, poderíamos vislumbrar duas pessoas diante das relações destrutivas. 

A proposta do cenário foi marcar um “não-espaço-tempo”, tal qual numa obra surrealista, em referência ao próprio Cocteau. Para tal, contou-se com a criação de Miguel Gontijo, artista plástico reconhecido e premiado, que propôs um cenário “transparente”, sem referências que nos conduzissem ao reconhecimento de em que época se passa a peça. Afinal, essa história é atemporal e pode se dar em qualquer lugar, em qualquer época. O uso de elementos que subvertem suas funções originais também foi uma escolha. Uma obra de arte se transforma num relógio que gira o tempo ao contrário; uma gangorra que se transforma em janela...

O figurino seguiu a mesma linha, contando com a produção artística de Juçara Costa, a partir de seu Método DB-Desenhos Bordados, no qual fragmentos de bordados, tecidos por várias mãos e diferentes mulheres, tomam vida numa peça inspirada no “Uruluz”, um animal fictício de poder, criada pelo estilista Daniel Araújo, para o SPFW + Regeneração em 2021. Num contraponto à situação da personagem Edith, que encontra-se sozinha e numa condição de desamparo, o figurino traz em si a força do coletivo feminino.

Já o figurino do Belo marca dois momentos: quando ele se encontra camuflado em sua roupagem de sedutor e quando se despe para mostrar sua condição animal. A escolha do nu artístico se deu nesse contexto: o homem quando despido de seus atributos civilizatórios passa a agir pela via da animalidade, numa atitude predatória. Outro argumento que nos levou a escolher esse figurino “em pelo” é uma homenagem ao trabalho de Jean Cocteau com a arte erótica masculina, relacionada com sua homossexualidade.

A trilha sonora também é um ponto marcante, pois a escolha foi por uma música icônica de Edith Piaf, Hino ao amor, interpretada por Joselma Luchini, num arranjo original de Daniel Maia. E numa homenagem aos contemporâneos de Jean Cocteau, se elegeu também Erik Satie.

Um espetáculo que transforma noite em luz, ao propor um espaço de reflexão sobre a violência contra a mulher.

 

*Andréa Raso é psicóloga, instrutora de mindfulness, artista plástica, dramaturga e escritora.

 

Joselma Luchini

Atriz Joselma Luchini, uma vida dedicada ao teatro. No seu vasto currículo protagonizou peças dos autores: Nelson Rodrigues, Ronaldo Boschi, Ariano Suassuna, Eugene Gladston O’ Neill, Pedro Porfírio, Cecília Meireles, Lúcio Cardoso e outros. Dirigiu e adaptou para o teatro: Bom Crioulo de Adolfo Caminha, Sermão da Sexagéssima de Padre Vieira; Antes do Baile verde de Lygia Fagundes Telles; A Estrela sobe de Marques Rebelo; Contos de aprendiz de Carlos Drummond de Andrade; A Carteira do Meu Tio de Joaquim Manuel de Marcedo; Crônica da Casa Assassinada de Lúcio Cardoso; O Conto da Mulher Brasileira de Edla Van Steen; São Bernardo de Graciliano Ramos; A Alma Encantadora das Ruas de João do Rio; Maira de Darcy Ribeiro; Papéis Avulso de Machado de Assis; Ponciá  Vicêncio de Conceição Evaristo; Viagem de Cecília Meireles. No teatro infantil, ganhadora de vários prêmios como melhor atriz. Escreveu e publicou quadro livros infantis. Com seus personagens “Jojô e Palito” deixa sua marca incontestável no teatro infantil.

 

Jair Raso

Jair é médico, neurocirurgião, mestre e doutor em cirurgia, membro da Academia Mineira de Medicina, sendo também bacharel em Filosofia. Dramaturgo, escritor, diretor, produtor e iluminador, atua na área de artes cênicas desde 1978, tendo mais de 17 peças de sua autoria encenadas, dentre as quais “Chico Rosa”, “A Corda e o livro”, “Maio, antes que você me esqueça”. É curador do Teatro Feluma em Belo Horizonte e sócio da Med&Cena Produções.

Seu trabalho é reconhecido, tendo sido premiado diversas vezes: Prêmio Sesc/Sated Iluminação do espetáculo Vem Buscar-me que ainda sou teu, de Carlos Alberto Soffredini, direção de Kalluh Araújo, 1987; Prêmio Sinparc/ Bonsucesso, melhor texto, Três Mães, 2002; Prêmio Funarte Miriam Muniz, texto A corda e o Livro, 2005; Troféu Conexão Cultural, Destaque Dramaturgia, texto A Corda e o Livro, 2008; Prêmio Sinparc/ Copasa, melhor texto, Memórias em tempos líquidos, 2013; Prêmio melhor iluminação,  Mar & Ana, Festival Nacional de Teatro de Varginha, 2014.

 

Os ingressos já estão à venda pelo Sympla:

https://bileto.sympla.com.br/event/75607/d/152661

R$80,00 – oitenta reais, inteira e R$40,00 – quarenta reais, meia entrada.

Classificação etária: 18 anos

Temporada: sextas e sábados, 21h e domingos, 19h

19 (estreia), 20, 21, 26, 27 e 28 de agosto

 

O BELO INDIFERENTE

Com Joselma Luchini e Vinicius Di Castro

Direção: Jair Raso

texto de Jean Cocteau, traduzido por Maria Cristina Billy

ESTREIA – 19 DE AGOSTO

Temporada: sextas e sábados, 21h e domingos, 19h

19, 20, 21, 26, 27 e 28 de agosto

Ingressos já à venda:

https://bileto.sympla.com.br/event/75607/d/152661

R$80,00 – oitenta reais, inteira e R$40,00 – quarenta reais, meia entrada.

Classificação etária: 18 anos

28 de jul. de 2022

GERALDO VIANNA LANÇA "JAGUN - TODAS AS DANÇAS'

foto: Mary Lane Vaz


No dia 3 de agosto, quarta-feira, às 19h30,  no  Clube de Jazz do Café com Letras (Rua Antônio de Albuquerque, 47 – Savassi – BH – MG),  o violonista, compositor, arranjador e produtor musical, Geraldo Vianna, faz show de lançamento do seu novo álbum “Jagun - Todas as danças”. Nesse mesmo dia, o álbum estará disponível em todas as  plataformas digitais e será lançado um álbum de partituras para violão, com todas as músicas de Jagun.

No show, o violonista apresenta obras que integram o novo álbum, além de temas gravados em outros trabalhos, privilegiando grandes autores brasileiros como: Dorival Caymmi (Maricotinha), Baden Powell e Vinícius de Moraes (Berimbau), Caetano Veloso (Reconvexo), entre outros temas consagrados da MPB. Geraldo Vianna será acompanhado por Sérgio Rabelo (baixo acústico) e Guto Padovani (bateria).

Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/geraldo-vianna---jagun---todas-as-dancas__1659767

Informações adicionais: 31 988724989

 


Jagun – todas as danças

O novo trabalho de Geraldo Vianna, composto por temas inéditos, foi baseado em danças e rituais de origem afro-brasileira. Além dos solos de violão nas faixas “Chovia” e “Mensageiro”, o violonista apresenta ainda cinco faixas em trio: “Chegando o tempo”, “A busca – Ventos e Tempestades”, “Ijexá de Ogum”, “Dos mares - Iemanjá” e “Aquele samba”. Junto com o violonista, Sérgio Rabello toca o baixo acústico e Guto Padovani (filho de Esdra Ferreira – Neném) conduz a bateria. O Novo trabalho foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Engenho Multimídia, em BH, por André Cabelo. A arte gráfica foi criada pelo artista plástico e designer gráfico, Adriano Alves.

Geraldo Vianna

O músico teve seu primeiro contato com a música por meio de sua mãe, amante das serestas e temas caipiras. Aos nove anos, começou a estudar o cavaquinho. Posteriormente iniciou seus estudos de violão, em Divinópolis, com o professor Heber Alvim (In Memorian). Segundo Vianna, sua principal influência na música, tendo lhe apresentado as gravações de Baden Powell com os afro-sambas, além de outros trabalhos em “long plays”. Impressionado com a sonoridade da percussão aliada ao toque arrojado do grande violonista, ele decidiu que seria  esse o caminho que iria trilhar.

Com o avanço de seus estudos e envolvimento na área artística, o violonista se tornou um arranjador e produtor musical muito requisitado. A partir de 1983 produziu grandes nomes da música mineira e brasileira, tendo recebido vários prêmios ao longo de sua carreira. Produziu e fez arranjos para gravadoras e intérpretes de vários estilos e gêneros musicais. Atuou ainda como arranjador, orquestrador e produtor musical em trilhas para cinema e vídeo.

Lançou inúmeros álbuns com solos de violão, trios, orquestras e canções com parcerias suas com Fernando Brant, Paulo Sérgio Valle, Aloysio Reis e Paulo Gabriel López Blanco entre muitos outros.

Atuou em vários países da Europa, América Latina e no Japão. Com esse novo trabalho o músico comemora seus 60 anos de vida, sendo 51 dedicados à música

Mais: www.gvianna.com.br

JOSÉ DIAS E VLADIMIR ZAPATA MINISTRAM CURSO DE VIOLÃO GRATUITO


“O violão brasileiro, desenvolvendo sua prática e teoria”

curso exclusivo para pessoas acima de 50 anos

 

Inscrições abertas para o curso “O violão brasileiro, desenvolvendo sua prática e teoria”.  Direcionado a um público adulto, de faixa etária acima de 50 anos, o curso ministrado pelos músicos Vladimir Zapata e José Dias Guimarães acontecerá no Centro Cultural Usina de Cultura (Rua Dom Cabral 765 - Bairro Ipiranga - BH) entre os dias 1° de agosto a 27 de outubro

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo telefone 31 32776052, das 10h ás 18h.

 

O curso:

Com didática elaborada para atender às características de aprendizado das pessoas acima de 50 anos, o curso vai abordar aspectos de execução do violão e informações de Teoria Musical básica (leitura na pauta, compassos, escalas, tonalidades, formação de acorde, cifragem popular, etc.).

 

Serão duas turmas para o aprendizado do instrumento brasileiro mais popular. A saber: uma turma com os alunos totalmente iniciantes e a outra formada por alunos que já contam com alguma experiência, contato e conhecimento do instrumento e teoria.

 

Os alunos vão trabalhar um repertório, composto, essencialmente, de música brasileira, escolhido pelos professores e alunos. A proposta é resgatar a memória musical e trajetória de vida cada um, em partilha com os demais. O estudo conjunto entre os alunos, fora do horário de aulas será incentivado para estimular o convívio social e, quem sabe, a formação de pequenos grupos.

 

Projeto realizado através de projeto aprovado na LMIC – Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de Belo Horizonte, na modalidade Fundo.

 

Professores:

Vladimir Zapata é Professor Licenciado em Música pela UEMG. Atuou como professor há mais de trinta anos em importantes escolas como Dom Silvério, Bernoulli, Escola da Serra, COPEM, Centro Artístico Tangram entre várias. Atualmente leciona violão e atua como músico instrumentista no cenário de BH.

 

José Dias Guimarães é músico instrumentista, arranjador e produtor musical há mais de quarenta e cinco anos, atuando com artistas como Grupo Raízes, Rubinho do Vale, Pereira da Viola, Dona Jandira, entre muitos outros. Como professor trabalhou em escolas de música da capital mineira, entre elas:  Escola de Música Savassi, Centro Artístico Tangram, Música de Minas  Escola Livre (Milton Nascimento) e Arena da Cultura (PBH). Atualmente é Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil – CRMG.

“Percebemos a carência de ações na área artística e musical voltada para o público de idade madura. Sabemos que a prática da música é um poderoso exercício físico, mental e emocional, estimulando a concentração e coordenação motora, enfim atuando em quase todas as áreas do nosso corpo e mente. Após muitos anos de experiência no ensino da música, desenvolvemos uma didática para atender as necessidades desta faixa etária de pessoas, que tenham a música e a prática do instrumento como lazer e instrumento para socialização.” (José Dias Guimarães)