5 de jun de 2017

TINO GOMES LANÇA "FORRÓ DE JUVENTINO"

                                   foto: Luiz Rocha

Será no dia 10 de junho, sábado, às 20h30, no Espaço Cultural Tambor Mineiro (Rua Ituiutaba, 339 – Prado – 31 3295 4149), a noite de autógrafos e lançamento do CD “Forró de Juventino”, de Tino Gomes.
Com 43 anos de carreira, Tino Gomes tem 17 discos gravados,  três, exclusivamente,  de forró.

O artista tem sua vertente musical enraizada nas músicas e nas histórias da cultura popular do Brasil. Cresceu ouvindo as violas e rabecas das Folias de Reis de Montes Claros e o som das cantigas de São João, tocadas na gaita de seu pai e cantadas por sua mãe. Todo esse universo, embalado com os biscoitos da velha Maria do Cabo, uma biscoiteira festeira de São João, transformaram a sanfona, a zabumba, o triangulo e o violão que soavam nas noites de junho, para levantamento do Mastro dos Santos da Fogueira, em algo mágico e inspirador . O forró comia solto a noite toda, regado de quentão, arrasta-pé, xote e baião.

É com esse astral que nos chega o Forró do Juventino”. No show do dia 10, com um autêntico forró pé-de-serra, Tino leva ao público, além das suas músicas autorais do gênero, uma releitura de músicas tradicionais, tais como Sabiá e Numa Sala de Reboco (Luiz Gonzaga), entre outras. Vale registrar, ainda, composições de Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Dominguinhos, Sivuca e tantos brilhos do nordeste do Brasil.

Tino Gomes (violão), sobe ao palco acompanhado por Zé Gomes do Acordeon - vindo diretamente da Paraíba (sanfona), Danuza Menezes (zabumba), Ricardo Boca (triângulo e percussão) e Camila Rocha (baixo).



FORRÓ DE JUVENTINO
Gravado nos  estúdios  Roberto Viana/SP, Gravomix/BH e LP/BH, Roberto Lima e Roberto Viana , o CD “Forró de Juventino” tem violões, voz e coro de Tino Gomes; sanfona por Zé Gomes do Acordeon (Paraíba); Zabumba, triângulo e percussão, por Elias do Acordeon  e guitarra por Beto Rosa. O projeto gráfico é de Ludmila Araújo (Blue Cultura).

TINO GOMES – quando o regional se torna universal.
Tino Gomes é mineiro de Montes Claros e traz na sua bagagem 43 anos de trabalho pela cultura do povode Minas e do Brasil. Além de compositor e cantor, com 17 discos gravados, é também ator e tem quatro livros editados para crianças, além de centenas de jingles para comerciais. Em discos e dividindo palcos, Tino Gomes já teve, como parceiros, Ivan Lins, Flávio Venturini, Nivaldo Ornelas, Elza Soares, Gorete Milagres, Beto Guedes, Milton Nascimento, Marcus Viana e outros.  
Desde criança Tino Gomes já tocava violão e, ainda adolescente, teve sua primeira banda de rock em Montes Claros, que se apresentava em bailes da cidade. Porém, sua história musical profissional deu seus primeiros passos em 1972, a partir dos palcos da peça "Morte e Vida Severina", em São Paulo, quando, então, junto com mais três atores (Charles Boavista, Angela Linhares e Eliane Steves) fundou o Grupo Raízes que tinha como proposta fortalecer a música regional do Brasil. O primeiro disco do grupo tinha como carro chefe a música "Desentoado" ("...eu sou fruta do norte, no curral sou boi de corte; sou água de enxurrada, pau preto no pé da serra...") de autoria de Tino Gomes e Charles Boavista, sendo tocada em todo o território nacional. Essa era a época efervescente da música regional brasileira, quando então surgiram vários grupos conhecidos, tais como Quinteto Vilolado, Banda de Pau e Corda, Quinteto Harmorial, Novos Baianos e outros.
Em 1980, de volta a Montes Claros, Tino Gomes retornou ao Grupo Folclórico Banzé. Atuando como músico e dançarino, participou de vários festivais, nacionais e internacionais, representando a cultura e a tradição do norte de Minas. Nessa mesma época, formou o grupo Terno de São Benedito e gravou seu primeiro disco solo "Saudação", que teve como produtor e diretor cultural o cantor e compositor Ivan Lins.
Em 2011, foi o diretor musical e produtor do CD “Catopês, Marujos e Caboclinhos” de Montes Claros. O primeiro registro histórico da tradição Catopê que resiste há mais 200 anos em Minas Gerais.
Em 2012, através do projeto cultural “Minas Bate Tambor”, cujo objetivo é difundir a cultura popular do norte de Minas, Tino Gomes levou a várias cidades o show “CatopezeraBrasilis” com realização de oficinas de tambor para jovens, crianças e 3ª idade das comunidades onde se apresentou. No final do show, os participantes da oficina dividiam o palco com ele, encerrando o espetáculo. O projeto cultural Minas Bate Tambor foi aprovado pela Lei Rouanet e patrocinado pela Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais).
Do primeiro trabalho solo até hoje, foram dezessete discos gravados, repletos de ritmos e estilos.
Devido ao seu constante trabalho de pesquisa cultural, uma das principais características de Tino Gomes é não se prender a um único estilo musical. Assim, é perceptível em toda sua obra, a influência de grandes ícones da música brasileira, tais como Jacson do Pandeiro, Noel Rosa, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Novos Baianos e muitos outros.
Enfatizando cada vez mais esse lado cultural, atualmente, Tino Gomes é reconhecido como um dos artistas mineiros mais completos e engajados no propósito de sempre levar a seu público um trabalho inovador.
VISITE:
 HOW DE LANÇAMENTO E NOITE DE AUTÓGRAFOS DO CD
FORRÓ DE JUVENTINO
de Tino Gomes
10 de junho, sábado, às 20h30
Espaço Cultural Tambor Mineiro
Rua Ituiutaba, 339 – Prado – 31 3295 4149
Entrada: R$20,00
Ingressos à venda no local

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