29 de set de 2016

Fundação Municipal de Cultura cria o Centro de Referência da Dança




Fundação Municipal de Cultura lançou na noite desta quarta-feira, dia 28, o Centro de Referência da Dança. Sediado dentro do Teatro Marília, o espaço será um polo difusor da dança, no seu aspecto prático e intelectual, contemplando atividades transversais e, além disso, sendo reconhecido como espaço de apoio e acolhimento da comunidade e os profissionais da dança no âmbito local, nacional e internacional. O lançamento contou com apresentações de grupos de dança da cidade.

O Centro de Referência da Dança tem como um de seus objetivos incentivar a produção artística nesta área. Para isso será disponibilizado um espaço para a realização de oficinas, ensaios e mostras de dança. O local também irá fomentar a realização de reuniões, palestras, debates, dentre outras atividades de caráter formativo e informativo sobre a área da dança. A ideia é promover e estimular o intercâmbio de linguagens e estilos de dança, valorizando a diversidade e pluralidade desta área artística. Outra ação importante será a proteção, conservação e difusão de acervos sobre a área da dança no âmbito do município. Para isso, será criada futuramente uma biblioteca e serão fomentadas ações que visem à preservação, memória, pesquisa e informação sobre a área da dança no âmbito do município.

Para Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura, “essa construção coletiva de política publica setorial, de permanente diálogo com a dança em suas várias manifestações, foi fundamental para a conquista desse espaço, consolidando conquistas e pavimentado um futuro sólido, sustentável para a dança contemporânea e o abraço as manifestações populares tradicionais e urbanas, sobretudo da cultura negra. Fruto de um entendimento coletivo, suave e belo de que políticas publicas são para todos e de forma especial, para os que não têm acesso às politicas, em especial o fomento, direitos fundamentais da constituição de 1988: direito a cultura.”

O Fórum de Dança de Belo Horizonte
O Fórum de Dança de Belo Horizonte foi instituído por meio de votação em assembleia no 1º Encontro de Ações Específicas para a Dança, realizado pela Fundação Municipal de Cultura, em abril de 2016. O intuito Fórum é estabelecer um diálogo com a classe artística da dança de Belo Horizonte a fim de verificar os interesses comuns e específicos da área.

O primeiro encontro do Fórum aconteceu em junho. Na ocasião, foram discutidas e deliberadas ações de políticas públicas direcionadas à classe da dança juntamente à FMC e outras entidades públicas vinculadas, entre outros atores da classe (sindicatos, grupos, indivíduos). Ao final do encontro as demandas da classe artística foram encaminhadas ao poder público no âmbito municipal, estadual e federal como amplo fórum representativo da cidade de Belo Horizonte.

23 de set de 2016

XIV FIC - GRAN FINALE: HOMENAGEM A FERNANDO BRANT COM 20 ARTISTAS E 2000 MIL VOZES DO CANTO CORAL, NA SERRA DA PIEDADE

Show acontece na data em que o 
compositor completaria 70 anos!
até lá, com entrada franca, apresentações acontecem em
50 lugares de BH e outras cidades mineiras.



Até o dia 9 de outubroBelo Horizonte e outras nove cidades mineiras estão sendo contempladas com o XIV Festival Internacional de Corais & Bandas - FIC.
Com entrada franca e com o objetivo de envolver as comunidades e difundir o Canto Coral, o FIC já integra o calendário oficial da capital mineira, passeando pelo seu rico conjunto arquitetônico e efetivando as atividades turísticas e culturais da cidade.
Ao todo, 130 corais, em quatro mil vozes, entoam canções criando uma atmosfera de alegria e encantamento em sintonia especial com o público.  O evento é, ainda, uma oportunidade especial de turismo cultural em regiões próximas à BH, a saber: Casa Grande, Distrito de São Miguel de Cajuru/São João Del Rei, Distrito de São Vicente/Baldim, Pedro Leopoldo, Sabará, Mariana, Ouro Preto, Betim e Contagem.

O FIC E O CANTO CORAL
Tradição, o Canto Coral representa importante expressão da música. Muitos artistas têm suas primeiras experiências musicais através de corais, onde lapidam sua voz, com o exercício de audição e despojamento que é cantar em grupo. Saber ouvir, timbrar e fazer soar melodias e arranjos, reproduzindo belezas que reproduzem até mesmo instrumentos musicais dos mais diversos. Das escolas, às igrejas, às comunidades várias, o canto coral nasce universal representando importante segmento, porta-voz de todos os estilos musicais.
Com essa consciência, há 14 anos, o maestro Lindomar Gomes, idealizador e curador do evento, abraçou  a causa de perpetuar o respeito e, principalmente, promover o contato do público com o canto coral e as bandas de música, através do FIC.

HOMENAGEM A FERNANDO BRANT
A cada ano, uma personalidade (ou movimento) da música é homenageada. Nesta edição, Fernando Brant será celebrado. Cada coral integrante interpreta uma canção de autoria de Brant e um Gran Finale acontecerá no dia 9 de outubro, quando seria celebrado o 70º aniversário do compositor, falecido em 12 de junho de 2015. 

GRAN FINALE
O encerramento do FIC, no domingo, dia 9 de outubro, às 11h, contará com 2000 vozes do Canto Coral, ao lado de: AmarantoChico LoboFagnerFernando GomesGabi DrumondGeraldo ViannaMarcus Viana Mariana BrantMarina Machado Murilo AntunesNelson Angelo, , Quarteto Cobra CoralTadeu FrancoTavinho MouraTavito Telo BorgesToninho HortaTunai,Vitor, Santan Wilson Sideral e Wagner Tiso.

O evento acontecerá, também, com entrada franca,no Adro da Ermida da Padroeira Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade, em Caeté/MG.

Como chegar: www.santuarionsdapiedade.org.br/como-chegar.php 

 

Com os vinte artistas convidados para o Gran Finale, estarão: Ars Nova-Coral da UFMGBanda de Música São Vicente de PauloBanda do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Banda Musical Nossa Senhora do Carmo Banda Sinfônica do Santuário Bom Jesus MatosinhosCamerata LuxCoral Anos DouradosCoral Arte e HarmoniaCoral ASES – MG,  Coral Campus em CantoCoral Canarinhos de SantanaCoral Cantáridas Coral Canto Enquanto EsperoCoral Canto LivreCoral Cantos, Contos e CantigasCoral Casa GrandeCoral Cênico Arte & Canto Coral da Assembleia Legislativa de MGCoral da Associação São Vicente de Paulo Coral da OAP UFMG Coral da Universidade FUMECCoral do Clube Jaraguá Coral do ViscondeCoral Doce Melodia/Aposvale-BHCoral Doce Vida Coral Dom SilvérioCoral dos Correios - Vozes de MinasCoral dos DesafinadosCoral Ensaio AbertoCoral Espírita Vinha de LuzCoral Fenabb da AABB Pedro LeopoldoCoral Imprensa-ABTCoral Infantil Casa GrandeCoral Juvenal Alves VilelaCoral Lírico São Gonçalo do Rio AbaixoCoral MelodiaCoral Municipal Conceição do Mato Dentro Coral MusicantoCoral Prof. Marcos Valentino - Sete Lagoas Coral São TiagoCoral SicoobCredicomCoral St. JudeCoral Voz Em CantoCoral Vozes da Liberdade - PRMGCoral Vozes da SerraCoral Vozes da Vida e SaúdeCoral Vozes de PrataCoral Vozes Do Campus (UFMG)Coral Vozes do Vale do ParaopebaCoro Cênico UCAMCoro Ecos Sonoros da FEUC-RJCoro Palestrina de ItatiaiuçuFamília Alcântara CoralFilarmônica Municipal de Itaú de MinasGrupo Acordes do MonteGrupo Angelus - Coral/CamerataGrupo Musical SerenataGrupo Villa-LobosOrquestra Filarmônica Pedra VerdeSociedade Musical Santa Cecília, Vox Coral de CaraguatatubaTocando em Frente Turnê Coral Canto & Vida e VOZICAL - Vozes do Instituto Cultural Ad Libitum.

imagem feita por ocasião de bate papo com Fernando Brant,
Tavinho, Tavito e Murilo Antunes, com crianças da rede municipal de ensino - ARQUIVOFIC 

 

A ESCOLHA DE FERNANDO BRANT
Ao lado da indiscutível importância do compositor e poeta Fernando Brant para a música, alguns aspectos peculiares justificam a escolha do idealizador do FIC, Maestro Lindomar Gomes.
Amigo fiel e grande parceiro de Lindomar Gomes, Fernando Brant vibrou e participou, ativamente, de todas as edições do FIC, que aconteceram anualmente e de forma ininterrupta.“Mais do que um grande nome, Fernando Brant me deu a honra e alegria de produção da série de shows‘Conspiração dos poetas’, realizada por ele, ao lado de Tavinho Moura& Mariana Brant. Essa convivência e a presença de Fernando em todos os Festivais que realizei, fez com que um dia ele me designasse “Vendedor de Sonhos”, título correspondente à consagrada parceria de Brant e Milton Nascimento. Em 2004, através de uma de suas lindas *crônicas – publicadas no Jornal Estado de Minas, quando eu já estava decido que aquela seria a  última edição do FIC  diante das dificuldades de viabilizar tão grandioso evento, uma surpresa.  O amigo que tanto me inspirava, ao qual me acostumei a referir como Bíblia, ao escrever sobre o Festival, mudaria minha decisão, quando me surpreendi com a última frase daquele texto, escrita por Brant: "Ano que vem tem mais". E, assim, continuei...” , reflete Lindomar Gomes.

FERNANDO GOMES:
Lindomar e sua esposa Juliana geraram o filho, Fernando Gomes, nascido em 13 de outubro de 2015, quatro dias após a data de nascimento de Brant e quatro meses após sua morte. No nome, a homenagem ao amigo.

Fernando Gomes – em 2015, ainda no ventre, participou de dez encontros de bandas e de todos os eventos do FIC, além de tantos outros eventos musicais. Como diz seu  pai, “respira música”.No Auto de Natal, em dezembro do mesmo ano em Casa Grande, já aos dois meses, Fernando Gomes atuou como o menino Jesus, ao som da música “Meu bomJosé”, de Rita Lee.
Desde os cinco meses de idade, Fernando Gomes participa, assiduamente,dos cursos de musicalização para bebês, do CMI - Centro de Musicalização Infantil da UFMG e da ChorusMusica e Psicologia, apoiadora do FIC.

LINDOMAR GOMES:
O Maestro Lindomar Gomes é formado em Canto, Canto Gregoriano e Regência Coral pela Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes). Técnico em Cultura da Secretaria de Estado de Cultura, é formado também em Arte educação pela UEMG e Planejamento e Gestão Cultural pela PUC Minas. Maestro do Coral Ensaio Aberto, onde desenvolve um projeto de resgate do Canto Coral voltado para composições brasileiras e do movimento musical mineiro "Clube da Esquina". Rege também o Coral Casa Grande Infantil e Adulto. Coordenou vários festivais pelo Estado como Festival de Inverno de Itabira e Festival de Verão de Pedro Leopoldo. É idealizador e coordenador do FIC Festival internacional de Corais & Bandas. Recebeu da Prefeitura de Lagoa Santa a Comenda Dr. Lund e do Governo de Minas a Medalha da Inconfidência pelos relevantes serviços prestados à Cultura.

MÚSICA TEMA:
Com música do Maestro Leonardo Cunha e letras de Márcio Borges e de Murilo Antunes, ‘Sentinela de Minas’, música tema do FIC 2016, apresenta interpretação inédita, com as duas letras concebidas em homenagem a Fernando Brant.

2017:
O maestro Lindomar Gomes, idealizador e realizador do FIC, há 14 anos. anunciou que o tema 2017 será Maria. Contou também que em outubro de 2017, acontecerá a inauguração do Museu Maria Regina Mundi - dedicado a Maria, a mãe de Jesus - na Serra da Piedade pelo Santuário Nossa Senhora da Piedade. Na ocasião, o FIC terá seu ponto alto com show de Maria Bethania, Fagner e Marcus Viana. O maestro Lindomar Gomes irá reger um coral de 1000 vozes, junto aos três artistas convidados.

Trata-se de uma parceria já efetivada entre o FIC, o Santuário Nossa Senhora da Piedade, a Arquidiocese de Belo Horizonte e  a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. 

Na mesma festa, também serão celebrados os 250 anos de construção da Ermida Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais. O evento culminará com a visita de Sua Santidade, o Papa Francisco, por ocasião dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida. 


XIV FESTIVAL INTERNACIONAL DE CORAIS - FIC 2016

Idealização e produção: Maestria Arte e Cultura

Informações adicionais: (31) 988060129

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

www.festivaldecorais.com.br

17 de set de 2016

A BELEZA QUE TRANSFORMA é o tema de MEMÓRIAS REFLETIDAS

Ronan Horta - foto Nélio Rodrigues

este é o tema da próxima edição do Projeto “Memórias Refletidas”,
que recebe o Dr. Ronan Horta,  Marcus Martinelli e Sérgio Valadão, no CRModa

O cabelereiro Marcus Martinelli, o cirurgião plástico Ronan Horta e o cirurgião dentista Sérgio Valadão são os convidados do fotógrafo e jornalista Nélio Rodrigues na próxima edição do Projeto “Memórias Refletidas”. O evento acontece no 20 de setembro, terça-feira, 9h,   noCentro de Referência da Moda - CRModa (Rua da Bahia, 1149 – Centro – BH – MG).  Os três especialistas em suas respectivas áreas tratam o tema “A beleza que transforma”.  O evento “Memórias Refletidas” - para mulheres: mães, empresárias, artistas e atuantes em vários segmentos sócio-culturais - é ponto de encontro, troca de idéias, experiências e parcerias.
Os limites da estética, a valorização da beleza, as possibilidades das tecnologias em benefício do rejuvenescimento, bem-estar e saúde. Qual é a beleza que transforma para melhor e preserva a delicadeza, a essência e a personalidade? Em que devem fundamentadas as escolhas de técnicas e profissionais? Custa caro ser bela?  Estas e outras indagações poderão ser abordadas e compartilhadas no encontro do dia 20. Antes, um café da manhã é ponto de encontro para networking e alegrias. Memórias Refletidas é assim.
Entrada franca e vagas limitadas.  Inscrições:neliorodrigues.r@gmail.com
Informações adicionais (31) 999681758

MARCUS MARTINELLI
Arrojado e inovador, em pouco tempo, Marcus Martinelli conquistou o mercado de beleza. Sua arte em maquiagens, sobrancelhas e cabelos fez com que ele se tornasse o queridinho das noivas. Com mais de 10 anos de expertise, assinou inúmeras produções de casamentos, moda, desfiles e concursos de beleza nacionais e internacionais. Inquieto, viaja o mundo em busca de novas percepções, de onde traz informações, tendências e produtos, o que garante um atendimento diferenciado para seus clientes. Com o mesmo critério que Marcus Martinelli desenvolve a sua arte, ele seleciona a sua equipe. Profissionais qualificados, treinados por ele mesmo, aptos a incorporar a idéia Beauty Concept às suas criações.   A Beleza inspirada na arte, na qual cada trabalho é uma obra única, tratada em cada detalhe, onde cores, luzes e sombras compõem a busca pela perfeição. Uma perfeição sem parâmetros, sem um conceito que a limite. E o traço do artista em forma de personalidade, emoção e bem estar, quando a estética é revelada pelo olhar da arte, nasce o conceito Beauty Concept.

RONAN HORTA
O cirurgião plástico possui Especialização internacional - Clinica Planas, Barcelona, Espanha.. Treinamento nos Estados Unidos na University of California - division of Plastic Surgery, São Francisco, USA. É membro titular e ex-presidente da SBCP/MG - Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Consultor Internacional – da International Society of Aesthetic Plastic Surgery. Agraciado com os prêmios prêmios nacionais. Ivo Pintanguy (1992) e George Arié (1998). É Regente do Centro de Formação e Treinamento de Cirurgia Plástica do  Hospital Materdei (Belo Horizonte - MG). Entre os principais procedimentos oferecidos em sua clínica: Abdominoplastia, Blefaroplastia, Ginecomastia, Lipoaspiração e Lipoescultura, Rinoplastia, Mastoplastia redutora/mastopexia, Otoplastia, Lifting Facial, Mastoplastia de aumento, Mentoplastia, orientação psicológica ao paciente de cirurgias plásticas, preenchimentos de rugas e depressões faciais com enxertos de gordura.
SÉRGIO VALADÃO
Cirurgião Dentista há mais de 20 anos, com 15 anos de experiência em Implantodontia; mais de dez mil implantes e próteses sobre implantes instalados, além de muitos outros trabalhos nas áreas de reabilitação oral e de odontologia estética. Especialista em Implantes, possui ainda vários cursos nas áreas de Periodontia, Próteses, Reabilitação Oral e Ortodontia.  Proprietário e coordenador da equipe técnica da rede Odonto Ágape. Entre os procedimentos de sua clínica, vale registrar: lentes de contato dental, facetas em porcelana,  clareamento dental,  Implantes dentários,  correção de dentes tortos com aparelho, cirurgia plástica da gengiva para aumento dos dentes e correção do contorno,  correção labial com materiais de preenchimento e toxina botulínica
Série de Palestras/Talkshows “Memórias Refletidas”
Nélio Rodrigues recebe Marcus Martinelli,
Ronan Horta e Sérgio Valadão
20 de setembro, terça-feira, às 9h
Centro de Referência da Moda - CRModa
Rua da Bahia, 1149 – Centro – BH – MG
Entrada franca e vagas limitadas. 
Inscrições:  neliorodrigues.r@gmail.com
Informações adicionais (31) 999681758
“Projeto realizado por meio do Edital de Ocupação do CRModa/2016”

8 de set de 2016

MINAS E O MUNDO - PAMPULHA GANHA ESCULTURA DE ÄNGELA GEO

escultura em aço inox, assinada por Ângela Geo,
será inaugurada no Aeroporto da Pampulha – obra contempla
acessibilidade para pessoas com deficiência visual
Fotos: Nélio Rodrigues

Acontece no dia 19 de setembro, segunda-feira, às 17h, nos Jardins do Aeroporto da Pampulha (Praça Bagatelle, 204 – Aeroporto – BH – MG), para convidados, a inauguração da escultura “Minas e o Mundo”, da artista plástica Ângela Geo. Executada em aço inox, a obra que será doada a Infraero, integra projeto sob curadoria de Haydée Muglia.

MINAS E O MUNDO
“O Projeto “Minas e o Mundo” consistiu na execução de uma escultura em aço inox, com uma esfera perolada, nas dimensões de 4,05 m X 2,90 m X 2,75m, através da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, pela artista plástica e designer de jóias, premiada internacionalmente, Ângela Abdala Geo. De um brinco (objeto de adorno), a artista ampliou nas dimensões acima citadas um Objeto Escultórico, incluindo na montagem outro de menor proporção, para ser tateado pelo deficiente visual, quando poderá ler em braile todas as informações do Projeto. Ela consegue agora chegar a um grande público: os passageiros do Aeroporto “Carlos Drummond de Andrade”, os visitantes e moradores do bairro Pampulha. A obra encontra-se exposta na Praça Bagatelle, nº 204, e doada à Infraero”
Haydée Muglia
Curadora do Projeto

OLHAR INCLUSIVO
A concepção da escultura, sob o olhar de Ângela Geo, contemplou a acessibilidade. Disléxica, a artista lembra que, através desta experiência, contou até mesmo com exclusão no ambiente escolar, quando criança. Ela não abre mão de utilizar aspectos que envolvam os sentidos, sempre acessíveis, em forma, material, texturas, experiências inusitadas ou não.
Desta vez, Ângela Geo refletiu sobre o fato de que um cego não consegue fazer a leitura de uma obra de arte, que tenha grandes proporções.  A artista fez, então, uma réplica miniatura da escultura para contemplar o público com Deficiência Visual, objetivando a leitura real da obra.  Nesta versão, há uma placa, com inscrição em Braille, onde consta a ficha técnica do Projeto “Minas e o Mundo”.  A placa traz, também, em Braille a frase “Imagens, ritos, mitos, símbolos, tudo origem de um ponto
Ângela defende que toda escultura deve ter uma replica acessível à pessoa com deficiência visual

ATELIER FAZENDA
Vivendo há quase dois anos em Esmeraldas/MG, em sua Fazenda Atelier, se diverte, seriamente, imprimindo inúmeras cores, formas e plataformas variadas,  em suas atuais vivências artísticas que já estão envolvendo a comunidade local.  “Este atelier é uma caixa de lápis de cor”, brinca. Mergulhada e entregue ao universo artístico em profusão de possibilidades, cria sua maneira leve e irreverente de fazer arte. 

PAMPULHA CONTEMPORÂNEA
“A instalação da escultura “Minas e o Mundo”, de autoria de Ângela Geo, no Espaço/Jardim do Aeroporto, Praça Bagatelle, ocorre no momento histórico em que é concedido pela UNESCO o título de Patrimônio Cultural da Humanidade ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Ontem, como hoje, sejam pelas mãos mestras de Portinari, Ceschiatti, Burle Marx e Niemeyer, ou pelas criações contemporâneas, a arte urbana cada vez mais se impõe, necessária e útil, à formação cultural do povo. “Minas e o Mundo” se atrela a este saudável movimento, sendo fruto do trabalho de Ângela Geo em vários campos, da criação, seja no desenho, na pintura ou no exercício de designer de jóias. Mas, nesta concentração de esforços múltiplos, o que realmente ascendeu o ímpeto de uma atividade escultórica foi a militância na idealização de jóias. Do micro ao macro, da leveza ao peso e ao volume, a travessia foi suave. E, ao final, venceram a sensibilidade e o lirismo: arcos como asas que se abraçam sobre a esfera-mundo. Abordagem delicada ao finito e ao infinito, ao micro e ao macro, a Minas e ao mundo.”
Celma Alvim
Crítica de arte, membro da Associação Brasileira de  Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA)

ÂNGELA GEO
Mineira, da cidade de Belo Horizonte (MG), Ângela Geo (1966) se destaca pela sua sensibilidade múltipla. Com estilo experimentalista, navegou por diversas técnicas artísticas, entre o desenho, pintura, escultura e o design de jóias e utilitários. Na arte dos registros literários, produziu, até a presente data, mais de 300 livros. Suas obras já percorreram diversas galerias do país, e sua fama atingiu o hall internacional quando realizou uma exposição no famoso World Trade Center Toronto, no Canadá. Entre suas mais recentes performances artísticas, está a exposição MEME, realizada em 2014, no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte.

Desde jovem, tenho fixação pela arte, que me acompanha e vasculho o mundo da arte.  Aos 15 anos,  já tinha meu home atelier. Passei por vários conflitos internos acerca da minha condição de ser ou não, uma artista. Até entender que a arte nascem em nós e vive conosco 24 horas por dia.”
Ângela Geo

MINAS E O MUNDO
Escultura de Ângela Geo
Inauguração
19 de setembro, segunda-feira, às 19h
Jardins do Aeroporto da Pampulha
Praça Bagatelle, 204 – Aeroporto – BH – MG
PARA CONVIDADOS
Patrocínios: CEMIG, Hospital MaterDei e COPASA