31 de jul de 2016

A ARTE PERDE ELVECIO GUIMARÃES




A arte amanheceu entristecida. LUTO. Faleceu Elvécio Guimarães. Ele partiu aos 83 anos, na madrugada de hoje. 

Um dos pioneiros profissionais e incansáveis de Minas para o país. Elvécio Guimarães, ator, radio-ator, tele-ator, diretor de teatro e de televisão,  iniciou sua carreira profissional em 1949 na Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Ali, teria início uma história de força, talento, consciência, de bravas certezas e palmilhar respeitável. Quem viu sua arte, compartilhou seu sorriso ou sua indignação nas mesas belo-horizontinas, teve a rara oportunidade de aprender muito com quem tinha o que dizer. Agora, Elvécio foi rever sua Cleide e encenar na paz eterna, a dança da folia da vida digna e da missão tão bem cumprida. Gratidão, Elvécio. Aplausos de pé, infindáveis. Você brilhou. Toda luz, querido. (MF)

Despedida, hoje, domingo: 
Cemitério do Bomfim.
Velório após as 10h

Sepultamento às 16h.


Elvécio Queiroz Guimarães (Belo Horizonte MG). Ator e diretor. Pioneiro da atuação em Minas Gerais, sua trajetória inclui carreira expressiva no radioteatro, na TV Itacolomi e, posteriormente, nos palcos de Belo Horizonte, onde atua em mais de cem produções. Tem importante participação na organização do setor artístico-cultural, atuando no sindicato ou na administração à frente de teatros locais, trabalho que culmina com sua nomeação para o cargo de secretário de Estado da Cultura.

Inicia sua carreira artística aos 15 anos, como ator de radioteatro da Rádio Inconfidência. Aos 17 anos, já é reconhecido como galã. Em 1952, transfere-se para o Rio de Janeiro e passa a integrar o elenco da Rádio Mayrink Veiga. Nessa época, tem seu primeiro contato com a televisão e faz pequenas apresentações no teleteatro da TV Tupi. É locutor, apresentador e ator na Rádio Globo, no ano de 1954.
De volta a Belo Horizonte, em 1955, é contratado pela TV Itacolomi, principal emissora da época, responsável por inúmeros programas de entretenimento. Exerce a função de apresentador, ator, narrador e redator de novelas e protagoniza o primeiro seriado da TV brasileira, Noites Mineiras, de Lea Delba, um conto de época que retrata a Belo Horizonte do início do século XX. Paralelamente à televisão, atua na Rádio Guarani mineira em 1956. Apesar de trabalhar prioritariamente em rádio e televisão, começa a dedicar-se também ao teatro.
No fim de 1961, é contratado, no Rio de Janeiro, pela TV Continental, onde permanece até o advento do golpe militar de 1964. Exerce funções diversas: ator, diretor, redator e produtor dos programas de radioteatro. Deixa a emissora carioca e assume a assistência de direção artística da TV Itacolomi, em Belo Horizonte, função que exerce até 1968, quando é contratado como coordenador de programação pelo Sistema Globo de Rádio e Televisão. Em 1969, atua também na Rádio Tiradentes. O enfraquecimento da televisão local leva-o a intensificar o trabalho no teatro, destacando-se como ator e diretor de peças teatrais, musicais e óperas.
Durante a década de 1970, devido à dificuldade de sobreviver de seu trabalho em teatro, trabalha como advogado, fazendo esporádicas incursões nos palcos da cidade. Atua em uma versão teatral para adultos de Flicts, de Ziraldo, em 1976; na peça O Interrogatório, de Peter Weiss, em 1978; e no espetáculo Sol no Olho, de Fauzi Arap, que também dirige, em 1979. No princípio da década de 1980, atua e dirige O Amor do Não, de Fauzi Arapi, e trabalha como ator nas produções O Bravo Soldado Schweik, de Jaroslav Hasek, com direção de Pedro Paulo Cava; e na comédiaÉ..., de Millôr Fernandes, dirigida por Jota Dangelo. Por sua atuação nessa montagem recebe o Troféu Apatedemg, da Associação Profissional dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão de Minas Gerais, de melhor ator do ano.
Recebe, em 1981, o título de Personalidade do Teatro, conferido pela Apatedemg, instituição que preside na época. É convidado a assumir a direção do Teatro Francisco Nunes, tradicional casa de espetáculos da capital mineira, em 1982. A partir de então, concilia a atividade artística com cargos administrativos e a atividade pedagógica. Dirige a peça em que atua, Orquestra de Senhoritas, de Jean Anouilh, e assina a direção de Inconfidência Mulher, de Luís Paixão. Em 1983, participa das remontagens de O Interrogatório e de O Bravo Soldado Schweik; e dirige Laio, ou o Poder, e também atua nessa peça, escrita, especialmente para ele, por Cunha de Leiradella. O jornalista Rogério Salgado comenta sua atuação nesse espetáculo: "[...] interpreta com toda a perfeição o personagem Laio, deixando claro que, além de ser o Monstro Sagrado do teatro mineiro na figura de diretor, é também um dos melhores atores de Minas Gerais".1
Dirige O Marido Vai à Caça, de George Feydeau, e Ensina-me a Viver, de Colin Higgins, e atua no musical Elis, como um Pássaro em seu Ombro, em 1984. Nesse ano, sua atuação chama atenção no espetáculo Rasga Coração, de Oduvaldo Vianna Filho, dirigido por Pedro Paulo Cava.
Em 1985, deixa a direção do Teatro Francisco Nunes e atua em duas óperas produzidas pelo Palácio das Artes: Lúcia de Lammemoor e Balada para Matraga, e no espetáculo musical Show Boat, de Jerome Kern. Seguem-se atuações em diversos espetáculos e óperas, com destaque para Tute Cabrero, cuja atuação rende-lhe o Prêmio João Ceschiatti de melhor ator. Recebe a insígnia do Mérito Artístico conferida pela Fundação Clóvis Salgado, entidade mantenedora do Palácio das Artes, que preside entre 1988 e 1990. É um dos responsáveis pela implantação da Escola de Teatro do Centro de Formação Artística (Cefar) do Palácio das Artes, um curso técnico para atores no qual passa a lecionar. Assume, em 1990, o cargo de secretário de Estado da Cultura, que exerce durante um ano.
A década de 1990 é bastante profícua para sua carreira; firma-se como um dos atores mais experientes do teatro mineiro, dirige espetáculos, atua em óperas, peças e vídeos e ingressa no cinema. Inaugura a década de trabalho com as peças Noel, O Feitiço da Vila e A Conjuração, ambas dirigidas por Jota Dangelo. Em 1993, atua na comédia Ri Melhor Quem Ri Primeiro e, nos dois anos seguintes, dirige as produções:O Diabo Também Faz Milagres, de Mauro Alvim; Ratos e Homens, de John Steinbeck;Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto; e Ubu Rei, de Alfred Jarry, montagem de teatro de bonecos com O Grupo. Em 1995, atua em dois espetáculos do Grupo Giramundo: Antologia Mamaluca e Carnaval dos Animais.
Retorna à televisão como diretor do Departamento de Produção de Programas Educacionais e Institucionais do Sistema Salesiano de Vídeo (SSV), em 1996. Entre 1996 e 1997, atua na montagem de A Paixão segundo Shakespeare, com direção de Jota Dangelo, e no espetáculo O Céu Pode Esperar, de Paul Osborne. Pelos dois trabalhos, é indicado aos prêmios Sesc/Sated e Amparc/Bonsucesso na categoria melhor ator do ano, recebe o segundo por sua atuação em O Céu Pode Esperar. Em 1997, integra a lista de Filhos Ilustres - BH 100 Anos, uma homenagem da Fundação Cultural de Professores do Estado de Minas Gerais.
Escreve e dirige Judas, peça em que também atua, em 1998. Nos anos seguintes, dirige e atua em Palmeira Seca, de Jorge Fernando dos Santos, e em Pétalas da Solidão, de Anton Tchekhov. De 1999 até 2004, dirige Auto de Natal, de sua autoria, e, em 1999, estreia no cinema com o filme O Circo das Qualidades Humanas, e atua na ópera Viúva Alegre, uma produção do Palácio das Artes. Em 2000, integra o elenco da peça Depois Daquele Baile, dirigida por Rogério Falabella. Nos anos 2000, investe na carreira cinematográfica, participando como ator de várias produções, entre elas Amor Perfeito, de Geraldo Magalhães; Vinho de Rosas, de Elza Cataldo;Vida de Menina, de Helena Solberg; e Bárbara, de Carlos Gradim. No teatro, atua em uma segunda montagem de Othelo, dirigida por Jota Dangelo. Em 2008, é homenageado pela classe artística com o Prêmio Usiminas/Sinparc de reconhecimento cultural.
Em 2015, Elvécio dirigiu seu último trabalho: " Nelson sem pecado", apresentando uma leitura teatral de sua breve convivência com Nelso Rodrigues, no Rio dos anos 50, quando foram contemporâneos em um jornal carioca. 

28 de jul de 2016

DANIELA FOLLONI EM BH: MATERNIDADE X CARREIRA


“Toda mãe merece sucesso, diversão, romance e oito horas de sono”
A fundadora  e diretora de conteúdo do Portal IT, Daniela Folloni é a convidada do jornalista e fotógrafo Nélio Rodrigues na palestra/talkshow “Memórias Refletidas” do  dia 09 de agosto, terça-feira, 9h,   no Centro de Referência da Moda - CRModas (Rua da Bahia, 1149 – Centro – BH – MG).  O tema do encontro será “Maternidade x carreira”.
O evento “Memórias Refletidas” -  para mulheres:  mães, empresárias, artistas e atuantes em vários segmentos sócio-culturais -  é ponto de encontro, troca de idéias, experiências e parcerias.
A edição do dia 9 contará com as mediadoras convidadas: Márcia Prudente, diretora social da Ong O Proação  e  Tãnia Salles, decoradora e designer de interiores.
Entrada franca e vagas limitadas.  Inscrições necessárias via: neliorodrigues.r@gmail.com
Informações adicionais (31) 999681758
DANIELA FOLLONI
Fundadora  e diretora de conteúdo do Portal IT, Daniela é MÃE, é jornalista, pela Faculdade Cásper Líbero e administradora de empresas com especialização em Marketing pela PUC-SP. Tem 20 anos de jornalismo feminino. Foi colunista do blog “Nestlé Começar Saudável” e trabalhou nas revistas: Vogue, Cosmopolitan e Claudia, além de Cláudia Bebê, da qual foi redatora chefe. Atuou também como colunista da revista CRESCER, do blog EMPREENDEDORISMO ROSA E do site DISNEY BABBLE. Daniela é mãe de Isabela, 8 anos, e Felipe, 5 anos.
CONHEÇA: 

SIM DÁ CERTO, FILHOS  + CARREIRA
Um olhar sobre a maternidade feliz
por Daniela Folloni
“Ser uma super mãe ou ser uma super profissional”? Quem se aventura na jornada duplamente deliciosa e complexa de ter filhos e uma carreira, vive esse famoso dilema. Não sou exceção à regra. Quando tive a minha primeira filha, hoje com 5 anos, fiquei muito balançada (será mesmo que devo voltar a trabalhar?), insegura (será que vou dar conta?), tensa (não, não vou dar conta!). As demandas de um filho e as demandas do trabalho são capazes de abalar o estoque de criptonita de qualquer candidata a supermulher. Não é bolinho, não é pra qualquer uma. Parece até impossível nas míseras 24 horas do dia. Nem por isso a gente deve abrir mão de uma coisa ou outra. Foi o que aprendi nesses últimos anos. Num primeiro momento, a gente até conclui que os dois são incompatíveis. Mas, se olhar bem, descobre que não há nada que se complemente tanto.
Claro que não faltam estraga-prazeres no seu caminho loucos para provar que você não vai dar conta. Como o chefe menos informado que torce o nariz ao saber que o seu Beta-HCG deu positivo. Mal sabe ele que gravidez não é atestado de baixa produtividade. Aliás, quando está esperando um bebê, a mulher fica mais criativa – há pesquisas que comprovam isso! O exercício da maternidade também não deixa ninguém menos competente. Pelo contrário. Estudos mostram que nos tornamos melhores líderes depois que temos filhos. Uma boa chefe precisa saber ouvir sua equipe, ser inspiradora, dar o exemplo… Nossa, não é tudo isso que você aprende em casa no seu MBA de maternidade?
A experiência como mãe conta pontos na carreira e… vice-versa. O trabalho traz independência financeira (muito do que queremos/precisamos dar para nosso filho custa dinheiro) , turbina a auto-estima (uma mãe bem-resolvida é, definitivamente, uma mãe melhor), faz você ficar com saudade de voltar para casa no fim do dia e encher o pequeno de beijos (nada pior do que passar o dia inteiro grudada na cria, mas ver a paciência evaporar na segunda birra). Tenho uma amiga que chega a dizer que o trabalho é sua diversão. Ela adora se arrumar toda, botar o salto e colocar o corpinho e cabeça a serviço de interesses que vão muito além de trocar fralda. Ela é do time que acha que trabalho não deve ser visto como o vilão que tira a mamãe de perto do filhote. Concordo.
Confesso que lá no começo da minha empreitada como mãe, tive crises de culpa. Mas não cogitei abrir mão da carreira. Fiquei sem alternativa. Às vezes, a falta de alternativa é a melhor alternativa. Foi tudo uma questão de tempo e de ajuste de emoções. As coisas se encaixaram. Percebi que, graças ao meu trabalho, eu continuava tendo a minha identidade, continuava sendo a mesma, mas agora na versão mãe. É muito bom manter referências fortes de quem você é depois das tantas mudanças que vêm com os filhos (também tenho o Felipe, de 2 anos).
Para quem está prestes a desistir, vale lembrar que hoje há mil e uma configurações de vida para as profissionais. Empresas pró-mulher, home office, mil e uma ideias de negócio próprio… E nunca, em nenhum momento, tenha dúvidas de que a melhor mãe para o seu filho é você, do jeitinho que você é, com a carreira que escolheu e até mesmo com a vida maluca que escolheu. Se existe uma receita para dar conta de tudo? Não. Existe sim uma busca pela serenidade no meio do caos, de acreditar em você e de acreditar em suas escolhas. Sempre.

Série de Palestras/Talkshows “Memórias Refletidas”

Nélio Rodrigues recebe Daniela Folloni
9 de agosto, terça-feira, às 9h
Centro de Referência da Moda - CRModas
Rua da Bahia, 1149 – Centro – BH – MG
Entrada franca e vagas limitadas. 
Informações adicionais (31) 999681758
“Projeto realizado por meio do Edital de Ocupação do CRModa/2016”

19 de jul de 2016

PE DE SONHO É DESTAQUE NO FESTIVAL SACI SACI



No dia 30 de julho, sábado, às 16h, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia –BH),  o Festival Saci traz um super show com o Grupo Pé de Sonho. Dedicado à música infantil e criado pelos músicos e eduadores Weber Lopes e Geovanne Sassá, o Pé de sonho tem repertório autoral, pautado no universo das crianças da vida real! Magia e encanto fazem a alegria de todas as idades, unindo o lúdico à responsabilidade educacional.
Este trabalho diferenciado já ganhou até as ondas do rádio. Um quadro semanal, apresentado ao vivo, pelas crianças e adultos do Pé de Sonho, vai ao ar pela Rádio Inconfidência FM, em proposta interativa e fortalece a premissa do grupo: valorização e qualificação da infância, bem como o desenvolvimento, a alegria e o bem estar da crianca.
No palco: Com Weber Lopes e Geovanne Sassá, o grupo é em grande parte formado por crianças, que desempenham importante papel na dinâmica dos espetáculos: Amora Nunes, Lia Lopes, Davi Almeida e Maria Almeida. A espontaneidade e o frescor de suas atuações dão um toque especial e estimulam a participação do público. Ao lado delas, presenteando a todos com a sensibilidade e a competência que lhes são peculiares, estão alguns dos maiores músicos de Minas Gerais: Adriano Goyatá (percussão), Ivan Correa (baixo), Marcos Danilo (guitarra e voz), as jovens cantoras Sarah Lopes e Rebeca Lopes, além, é claro de Weber Lopes (violão e voz) e Geovanne Sassá (percussão e voz). Acrescente-se a isso, a participação especial do cantor e compositorKristoff Silva.
Os ingressos para o show do dia 30 já estão à venda na bilheteria do Teatro e no site www.ingresso.com

O PÉ DE SONHO
O Grupo Pé de Sonho, dedicado à música infantil, foi criado em 2014 pelos músicos e educadores Weber Lopes e Geovanne Sassá. Com trabalho centrado em repertório próprio, todas as suas músicas são de autoria de Weber Lopes. O que traz a magia e o encanto que tanto fascinam crianças e adultos, além do talento ímpar de Weber, já demonstrado no país e no exterior através de sua carreira na música instrumental, é a forma como as músicas são compostas. A partir de sua atividade como educador, ele promove uma intensa troca de conteúdo com as crianças e, através do olhar delas, elabora suas composições, com a linguagem, o entendimento, o humor, as brincadeiras ea afetividade próprias do mundo infantil. As canções nascem do diálogo e das vivências sonoras, com a poética e a musicalidade inerentesà sua linguagem. Por seu lado, Sassá contribui com o carisma, a teatralidade e o balanço de um dos mais festejados percussionistas e performers do nosso estado. Sua alegria, suas cores e suas vozes fundamentam a atmosfera relaxada e fascinante presente nos espetáculos do grupo. Assim, o Pé de Sonho constrói seu universo.

O DISCO
Amplamente aguardado pelas crianças e público em geral, o CD “Pé de Sonho” é o trabalho de estréia do grupo. Ele contém um repertório inspirado em temas como animais, família, floresta, bruxas, fazenda, medo, rimas, brincadeiras, etc. As músicas, de autoria de Weber Lopes, têm como base a riqueza rítmica do país, como xote, maracatu, congado, baião, barravento e afoxé. Fazem parte do CD as músicas Morcego, Medo de quê?, Urso, Não Confunda, Bicho de bocão, Lulu, Um dia na Fazenda, Joaninha, Mistérios da Floresta, Cadê Clarisse?, Rock da Barata, Bruxa de Verruga e Gosto do meu pai. São 13 faixas com a participacão especialíssima de um time de alto nível de instrumentistas e cantores da nossa música: Sarah Lopes, Kristof Silva, Rebeca Lopes e Marcos Danilo (voz), Adriano Goyatá (percussão, bateria e percusão corporal), Paulinho Santos (marimba de vidro e tabla), Ivan Correa e Pablo Souza (contrabaixo), Rogério Delayon (violão de aço, dobro e guitarra), Davi Machado (piano), além das crianças Sami, Amora, Lia, Davi e Maria Almeida. Completam o grupo, evidentemente, Weber Lopes (violão de nylon e de aço, viola caipira, ukulele, vocais e brinquedos) e Geovanne Sassá (percussão, voz e brinquedos)

O SHOW
O show transporta a magia do CD para o palco. Com a presenca de um grupo de músicos formado por adultos e crianças, a atmosfera é de encanto, fascínio e leveza. Tudo foi projetado para oferecer ao público um universo único de beleza e envolvimento, desde o posicionamento dos músicos no palco, passando pelo figurino e pelocenário (eventualmente, projeções) que adorna as canções. A intimidade com a platéia é uma das tônicas. Todos se sentem à vontade e a distância entre grupo e audiência é quebrada pela própria dinâmica das músicas, que enlaçam as crianças e conquistam o adulto. O repertório do CD é mostrado na íntegra, com a inserção de novas canções que integrarão o próximo CD.  Ratificando a estima pela infância, o grupo é em grande parte formado por crianças, que desempenham importante papel na dinâmica dos espetáculos: Amora Nunes, Lia Lopes, Davi Almeida e Maria Almeida. A espontaneidade e o frescor de suas atuações dão um toque especial e estimulam a participação do público. Ao lado delas, presenteando a todos com a sensibilidade e a competência que lhes são peculiares, estão alguns dos maiores músicos de Minas Gerais: Adriano Goyatá (percussão), Ivan Correa (baixo), Marcos Danilo (guitarra e voz), as jovens cantoras Sarah Lopes e Rebeca Lopes, além, é claro de Weber Lopes (violão e voz) e Geovanne Sassá (percussão e voz). Acrescente-se a isso, a participação especial do cantor e compositor Kristoff Silva. O show tem sido apresentado em grandes teatros, praças e parques, sempre com muito êxito. Desde 2014, as atuações em palcos de Belo Horizonte e interior do estado têm atingido um público expressivo. Além disso, a área da educação tem utlizado o CD como referência na prática pedagógica escolar. Exemplo disso, é que o CD tem siado adotado em várias escolas da capital. Outro fato relevante foram os convites para participar como palestrante da Semana da Educação, promovida pela UEMG  e do Encontro Internacional de Educação promovido pela REDSOLARE, também em BH.

VOZ DE CRIANCA NO RÁDIO
Além da música, o grupo mantém uma atividadecativante, inspiradora e instigante: o Programa Pé de Sonho no Rádio, apresentado sempre às quintas feiras,  às 11h45,  na Rádio Inconfidência, FM 100,9, O programa tem por objetivo abrir espaço para a criança dentro desse veículo de comunicação de primordial importância, que é o rádio. É apresentado por crianças e adultos e trata de temas de interesse do públio infantil, como circo, línguas, sons do corpo, divinhações, planetas, profissões e brincadeiras favoritas, que são discutidos com muito humor e descontração. Além disso, a inclusão de músicasna programação garante a divulgação dos artistas dedicados a esse repertório tanto em Minas quanto em outros estados. Completam o programa as dicas culturais que enriquecem nosso saber cultural. É imperdível!

WEBER LOPES é um dos violonistas e compositores mais respeitados da música brasileira. Seu talento é reconhecido não só no Brasil, mas em países como Austrália, itália, Franca, Alemanha, Suiça, Finlândia, Nova Zelândia e Argentina, onde realizou turnês para divulgação de seu trabalho. Com 3 CDs lançados, Weber é referência na nova geração de violonistas.  Paralelamente a seu trabalho como instrumentista, Weber se dedica à educação e produção musical infantil. Através de seu trabalho em escolas, ele compõe canções através do olhar da criança. Concebida no ambiente escolar em sintonia com os projetos desenvolvidos em sala de aula, sua produção se diferencia pela adequação da linguagem ao universo da criança. As pesquisas feitas pelos alunos inspiram aconfecção das músicas, que,além de alegrarem e divertirem as crianças, também vão contribuir para o seu desenvolvimento cognitivo e afetivo.O sucesso entre as crianças é absoluto!
GEOVANNE SASSÁ, integrante do Grupo Tambolelê, com o qual realizou turnês em países como China, Itália, França e Nova Zelândia, entre outros. Sassá é um dos maiores oficineiros do país. Com seu carisma insuperável ele encanta adultos e crianças e é respeitado por todos que atuam nessa área.
VISITE:

FESTIVAL SACI apresenta
PE DE SONHO
30 de julho, sábado, 16h
Teatro Sesiminas
Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia –BH
Ingressos:R$40,00 – inteira/R$20,00 – meia entrada,
já à venda nabilheteria do Teatro e no site www.ingresso.com


6 de jul de 2016

TAVINHO MOURA NO BELARMINA

show e lançamento do CD Beira da linha e
do Livro Vale do Mutum – aves da Mata Atlântica

Ramon Fiuza e seu Belarmina Bistrô (Brumadinho/MG), apresenta no dia 23 de julho, sábado, a partir das 16h, show com o cantor e compositor Tavinho Moura, em lançamento do CD “Beira da linha” e do livro “Vale do Mutum – aves da Mata Atlântica”. 
A tarde, que integra o projeto Belarmina Música, começa com o cantor, compositor e violonista Felipe Bedetti. O show de Tavinho Moura contará com a participação do músico Beto Lopes (violão). 

BELARMINA é uma bistronomia de 40 lugares, localizado em Brumadinho, quase divisa com Moeda, há 4 km do condomínio Retiro do Chalé. Nasceu da inspiração de Ramon Fiúza (vide Cozinha de Minas, Mascaras Casa de Dança e Cabaré Mineiro) 

Funcionamento: sábados, domingos e feriados, das 11h30 às 16h. Quarta-feira, das 18h às 22h.
Nas vésperas de feriado, o Belarmina abre a boate MÁSCARAS com o melhor dos anos 80. Acontece uma vez por mês um SARAU DE POESIA, além de exposições de artes plásticas ou fotografia. Outra programação especial é o BELARMINA MÚSICA que acontece uma vez por mês, sempre aos sábados, a partir das 16 horas. Vinhos portugueses, chilenos, argentinos e franceses, comida de boteco e petiscos e receitas autorais do Chef Ramon Fiúza, compõe o cardápio, para todos os paladares.

Como chegar: vindo de BH, use a rota -20.231187,-44.002696 ou siga pela BR 040 sentido Rio de Janeiro;  Passe pelo trevo de Ouro preto e vire à direita sentido Retiro das Pedras/Topo do mundo. Desça a montanha até o final, passando pela portaria do Condomínio Retiro do Chalé. No final da montanha, vire à esquerda em sentido à Suzana (placa indicativa).  Na Igrejinha, vire à direita e siga em frente, por 4 km, sempre no sentido Suzana. O Belarmina Bistrô, fica á direita na estrada -  toda asfaltada.

Informações adicionais e reservas: 31 996655335


VALE DO MUTUM – aves da mata atlântica, de Tavinho Moura
 127 espécies de aves e dez mamíferos.
Apaixonado pela flora e fauna brasileira, Tavinho vem estudando as aves e se revelando um fotografo surpreendente.

 “Sabedor de um projeto pioneiro de reintrodução de aves silvestres, que vem sendo desenvolvido desde 1990, no município de Ipaba em Minas Gerais, e motivado pela vontade de aprimorar a arte de fotografar aves e escrever sobre elas, fui em busca de autorizações para trafegar livremente, realizar a pesquisa e posteriormente um livro. Pude trabalhar numa vasta área e viver a emoção de ver pela primeira vez o Mutum Crax blumembachii, o Saci Tapera naevia, a Jacutinga Aburria jacutinga, a Tiriba-de-orelhas-brancas Pyrrhura leucotis e outras e outras tantas aves registradas nestelivro.” Escreve Tavinho Moura.

O engenheiro florestal Paulo Henrique Souza Dantas, logo nas primeiras páginas, nos ajuda a compreender como a região foi colonizada.
Tavinho Moura encontrou nos poemas Bota e Espora – Chamado Geral, de Carlos Drummond de Andrade, e no poema do parceiro de música e amigo Fernando Brant, o que pensa sobre a beleza, a variedade de vidas e a destruição deste que considera o mais rico dos biomas brasileiros: a mata atlântica.
“Voos brincantes e pifes de passarinhos”. Nos textos de Tavinho Moura para suas fotos as aves são reveladas com imaginação e poesia, por sua graça, habilidade na construção dos ninhos, hábitos alimentares, plumagem, vocalização.
Vale do Mutum – aves da mata atlântica é enriquecido com ilustrações em aquarelas de Sandra Bianchi, tradução para o inglês de Márcio Borges e arrojado projeto gráfico de Mariana Hardy.

Para o renomado fotógrafo Miguel Aun, observar pássaros na natureza é uma tarefa que necessita muito conhecimento e treinamento, já fotografá-los é bem mais complicado. Mas a emoção de se ter uma boa imagem, nítida, com o pássaro bem posicionado e iluminado, compensa todas as horas de tentativas e frustrações. “Tavinho Moura possui a paciência do pescador, a perseverança de um tocador de viola, o ouvido treinado e o romantismo dos poetas, todos os elementos necessários para executar esta difícil tarefa”, definiu.

O livro Vale do Mutum – aves da mata atlântica foi viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da CENIBRA. Lançamento marcado para o dia 10 de dezembro a partir das 18hs na Sala INHOTIM, Rua Antonio de Albuquerque 909.


BEIRA DE LINHA
"Estamos habituados a falar de discos como o resultado de um esforço criativo. Beira da Linha seria melhor descrito como processo. Nele, inspirado e motivado unicamente por sua memória musical, Tavinho Moura nos guia por universos do sentir. Em tempos de demarcações forçadas, Beira da Linha é orgulhosamente fronteira: lugar de trocas, portanto alheio a definições formais. Como tal, suas músicas – de origens imaginadas, mas nem sempre conhecidas – são mutáveis, abertas ao trânsito e ao transe. Pelas 14 faixas, Tavinho Moura e sua viola catalisam riquezas transcendentais para as quais pensamentos fortuitos e momentos fugazes equivalem a toda a filosofia e aos mais cerimoniosos ritos. "Me sinto obrigado a criar algo que acrescente alguma coisa a aquele mundo específico e para isso solicito sempre um motivo condutor, aquele que com o passar dos anos se sedimentou na memória. Músicas que ouvi desde quando menino, que envelheceram comigo e que hoje me iluminam aonde vou." Tavinho Moura." (do site Dubas)

TAVINHO MOURA
Tavinho Moura é mineiro de Juiz de Fora. Músico, cantor e compositor. Seu primeiro trabalho como compositor foi para o cinema, trilha sonora do filme de longa metragem O Homem de Corpo Fechado, de Schubert Magalhães. No primeiro Festival Estudantil da Canção, ganhou o segundo lugar com a música Como Vai Minha Aldeia, parceria com Márcio Borges. Deste festival participaram vários compositores que viriam a ser seus amigos, parceiros e músicos em futuras gravações: Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Milton Nascimento, Túlio Mourão, Murilo Antunes entre outros.
Discos e CD´s: Como Vai Minha Aldeia (RCA), Tavinho Moura (RCA),Cabaré Mineiro (EMI/Odeon), Engenho Trapizonga (EMI/Odeon),Noites do Sertão, patrocinado pela Cenibra, Cabloco D'água-Intrumental de Viola (Velas), Trindade- Tavinho Moura, Marcus Viana e Carla Vilar (NS), O Aventureiro do São Francisco (Quilombo/Warner), Diadorado-Instrumental de Viola (Velas), Conspiração dos Poetas, Tavinho Moura e Fernando Brant, participaçào especial de Beto Lopes (CD Minas), O Tronco (Raiz), CD Cruzada (Lapa discos), Fogueira do Divino (Dubas),Tavinho Moura (OSMG) orquestração e regência de Wagner Tiso (Dubas), Rua do Cachorro Sentado(Dubas), Minhas Canções Inacabadas (Dubas)e Beira da Linha-Instrumental de viola (Dubas).
Paralelo ao trabalho de disco Tavinho se dedica a composição para o cinema. Cabaret Mineiro, Perdida, Noites do Sertão, Minas Texas, Idolatrada, O Bandido Antônio Dó, Dois Homens Para Matar, Amor e Cia, O Tronco, O Mineiro e o Queijo, Castelar e Nelson Dantas no Pais Dos Generais, entre outros. Recebeu prêmios como melhor autor de Trilha Sonora nos festivais de cinema de Gramado (3 vezes), Brasília (3 vezes), prêmio da crítica de São Paulo e Minas, Coruja de Ouro. A trilha sonora do filme Amor & Companhia de Helvécio Ratton ganhou o Prêmio do III Festival do Cinema Brasileiro de Miami.
Outros trabalhos foram realizados para teatro e ballet, destacando-se O Padre e a Moça, com coreografia de Gilberto Motta, para o Palácio das Artes, comemorando os oitenta anos do poeta Carlos Drummond.
Algumas de suas composições foram gravados por Milton Nascimento, Beto Guedes, Almir Sater, Boca Livre, 14-Bis, Flávio Venturini, Simone, Pena Branca e Xavantinho, Engenheiros do Havaí, entre outros.
Seus principais parceiros: Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes, Milton Nascimento, Beto Guedes, Ronaldo Bastos.
Realizou a ópera popular Fogueira do Divino em parceria com Fernando Brant apresentada no Palácio das Artes sob a regência de Nelson Ayres, com arranjos para orquestra sinfônica de Nivaldo Ornelas, coro, nove interpretes. O espetáculo foi gravado ao vivo e o CD já lançado pela gravadora Dubas de Ronaldo Bastos.
A convite da Rhythmic Music Conservatory de Copenhagem participou da semana de música brasileira na Dinamarca, oferecendo um curso sobre sua música, ritmos e harmonias da música mineira.
CD com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, interpretando 16 obras de sua autoria, com arranjos e regência de Wagner Tiso.
Trabalhou como ator (principal) no filme “Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais”, de Carlos Alberto Prates Correia, grande vencedor do festival de Gramado de 2007. Escreveu e lançou o Livro: Maria do Matué - uma estória do Rio São Francisco, o CD Rua do Cachorro Sentadoacompanha o livro. 
Participou do DVD e livro Violeiros do Brasil (2009)
Trilha sonora do filme O Mineiro e o Queijo de Helvécio Ratton (2011).
Participou do V Festival Internacional de Violões acompanhado do músico Beto Lopes.
Tavinho Moura e Milton Nascimento, show pelo dia mundial da Água no espaço Tom Jobim, Jardim Botânico RJ (2011). Finalista do Grammy Latino 2014 Melhor CD  Música de Raízes Brasileiras “Minhas Canções Inacabadas”. Em 2015, lançou pela gravadora DUBAS o CD Beira da Linha – instrumental de viola.
A paixão pelas aves brasileiras o levou a fazer dois livros de fotografias e textos: pássaros poemas-aves na Pampulha em 2012 e, em 2015  Vale do Mutum – aves da mata atlântica.

4 de jul de 2016

Virada Cultural de BH expande ações para a Região Metropolitana



O evento acontece nos dias 9 e 10 de julho e integra atividades de quatro cidades da RMBH. A programação completa está disponível no site www.viradaculturalbh.com.br


A quarta edição da Virada Cultural de Belo Horizonte, que acontece nos dias 9 e 10 de julho, não estará restrita apenas à capital mineira. Neste ano, o evento contará também com uma programação em quatro cidades da Região Metropolitana: Vespasiano, Pedro Leopoldo, Lagoa Santa e Betim. As atividades abrangem oficinas, exposições, espetáculos teatrais, rodas de capoeira, saraus, apresentações musicais e de dança, congado, performance, circo, entre outros. Toda a programação é gratuita e está disponível no site www.viradaculturalbh.com.br.  A Virada Cultural de BH é promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura.

De acordo com Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura, o objetivo da inciativa é estender o evento e descentralizar a programação com a inclusão das demais cidades da RMBH. “Já temos uma grande Virada, em que as redes de hotéis já registram um aumento no número de hóspedes nas datas do evento. Vêm pessoas de outras cidades e estados para vivenciar essa festa, e a ideia é que ela se torne em um grande produto turístico das cidades” destaca.

Para a secretária municipal de cultural, Turismo, Esporte e Prazer de Vespasiano, Katya Salom, os municípios da RMBH mostrarão toda sua riqueza e diversidade cultural na Virada Metropolitana. “A participação dos municípios da RMBH é muito importante para a difusão da Cultura da região, para a valorização de sua cultura popular que é muito rica e diversificada, para o empoderamento da classe artística, assim como para o fortalecimento das identidades regionais e para a ampliação do investimento nessas cidades” afirma a secretaria.

A quarta edição do evento reúne cerca de 500 atrações de diferentes manifestações artísticas, como música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, intervenções urbanas, cultura popular, gastronomia, artes integradas, cinema, entre outras. Ao todo são 15 palcos, sendo 11 oficiais e 4 parceiros. Entre os artistas estão Elza Soares, Criolo, Sandra de Sá, Chico César, Lenine, Renegado e muitas outras atrações. A Virada Cultural é correalizada pela Associação de Amigos do Museu Histórico Abílio Barreto (AAMHAB). Programação completa no www.viradaculturalbh.com.br.