17 de ago de 2015

Thiago Pereira, da Fiat/Minas, fala sobre o feito histórico de ser o maior medalhista do Pan, Jogos Olímpicos e Minas

Manhã especial para o nadador Thiago Pereira, da Fiat/Minas. O atleta concedeu entrevista coletiva e falou sobre ter se tornado o maior medalhista da história dos Jogos Pan-americanos, com 23 medalhas no total; sobre as expectativas para os Jogos Olímpicos Rio 2016; sobre o Minas Tênis Clube, que o revelou para a natação; e sobre a disputa do Troféu José Finkel, que é realizado nesta semana, no Pinheiros, em São Paulo.Confira os principais trechos da entrevista com o medalhista olímpico:
Thiago Pereira com as 23 medalhas do Pan e a medalha do Mundial de Kazan/ foto Orlando Bento

Minas Tênis Clube
"O Minas tem feito parte da minha vida por muito tempo, foi o Clube que me revelou para o cenário nacional. Tenho um carinho muito grande, cheguei lá aos 16 anos, ainda menino, então é uma honra estar no Minas. Dos quatro Pans que disputei, o Minas fez parte de três, e agora tem a medalha no Mundial também. Agradeço muito todo apoio do Clube e da Fiat, precisamos muito dessa estrutura e apoiadores para estar aqui hoje".
Recorde de medalhas nos Jogos Pan-americanos
"Foi um ano muito especial para mim. Espero ter motivado muitas crianças e jovens com essa marca, já que represento o nosso País. Ouvia muito que eu não tinha medalha em Mundial, nem dos Jogos Olímpicos, mas o Pan também é muito importante para o Brasil. Os Jogos Olímpicos é uma grandeza muito maior, já que o Pan conta só com os países das Américas, mas, independentemente da competição, conseguir levar a bandeira do País no pódio é uma conquista pessoal maravilhosa. Nosso dia a dia é complicado, dias bons, ruins, todo um aprendizado durante a carreira pra viver um momento muito rápido, segundos e minutos, temos que aproveitar o máximo possível".
Preparação para os Jogos Olímpicos
"Independentemente de ter esse recorde agora, que é uma coisa nova, acho que o grande fato é que nos Jogos Olímpicos não conta muito o passado para os oito finalistas. A gente vai no limite. Em Londres/2012 foi marcante porque todos os meus grandes adversários estavam presentes, foi um gosto mais do que especial. Não tenho nem palavras por ter conseguido superá-los. Sei o quanto vou ter que trabalhar para conquistar uma medalha em 2016. Estou vindo de uma maratona direto, fui para o Canadá, depois para aclimatação em Portugal, depois Kazan, na Rússia, para o Mundial, agora aqui em São Paulo, depois uma clínica no Rio de Janeiro, então vou tirar umas duas semanas para descanso, e depois disso vou discutir com meu técnico e a equipe médica sobre os detalhes para Rio 2016″.
Evolução da seleção brasileira para o Rio 2016
"Tivemos grandes conquistas no feminino, temos ai a Etiene e novos atletas surgindo. Temos muito que evoluir, muita coisa vai vir, e temos que pensar em um todo, mesmo a natação sendo individual. Todos tem os mesmos objetivos, temos que fazer com que a soma dos nossos resultados faça o Brasil vitorioso. Nós, eu e Cielo (também da atleta da Fiat/Minas),  nadadores mais velhos, temos que tentar fazer com que todos se sintam em casa, especialmente os mais novos. Vai ter muita pressão e tudo mais, mas temos que estar preparados. Eu assisti e vi o Gustavo Borges e o Xuxa lado a lado, e isso foi muito importante para mim como atleta, creio que tem que ser igual agora".
Troféu José Finkel 2015
"Começo a minha disputa no Finkel com os 100m borboleta, nesta terça-feira, depois na quarta disputo os 400m medley e na quinta os 200m medley. E ainda temos os revezamentos, que não estão definidos, mas se eu tiver que fazer parte para ajudar na pontuação para o Clube, eu farei". A Fiat/Minas busca o quinto título consecutivo da competição nacional, já que estar no lugar mais alto do pódio desde 2011.

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