12 de out de 2013

O UNIVERSO SAGRADO DE CORTEO

por Márcia Francisco


Um universo mais que encantado. Um universo sagrado.  Esta é a essência de Corteo,  espetáculo do Cirque du Soleil em temporada no Brasil e em cartaz na capital mineira.
Corteo, que significa “cortejo” em italiano, é um desfile alegre e festivo imaginado por Mauro, o Palhaço Sonhador. Assim é descrita pela trupe, a trama do fascinante espetáculo, criado e dirigido por Daniele Finzi Pasca. Mas, qualquer palavra, resenha ou significação é pouca para traduzir Corteo.  Sob o meu olhar, o mais tocante de todos os incríveis espetáculos do Cirque.
O espetáculo nos permite um mergulho em um universo mágico residente entre o céu e a terra.  O fio que conduz a vida, nos transporta para o além e,  em dualidades várias remonta em pensamentos, memória s e emoções a  intensa e frágil experiência da vida. Ilusão, lirismo, o perfeito e o imperfeito,  o real e o irreal, o etéreo, o surreal, o velho e o novo, a morte e a vida, passeiam aos nossos olhos, na magia dos acrobatas. Quarenta anjos, se dividem em quatro tipos e amparam, protetores  e sempre bem-humorados, leves e sempre presentes, enredo e homens.  Uma anjinha ensina Mauro, o palhaço sonhador, a voar! Outro anjo ampara um cego que perde no ar o seu chapéu. Galinhas voadoras! Um homem assovia clássicos com inacreditável fidelidade e beleza. A banda precisa revela quatro pilares de pura harmonia. As vozes são sublimes, etéreas, impecáveis.

Inclusão não é novidade para o Cirque du Soleil que, a cada montagem nos apresenta as maravilhas da diversidade universal, vivendo em harmonia, exalando beleza e alegria. Há um palhaço, há uma palhacinha... ambos são encantadores e esbanjam talento.  Há um palhaço gigante... tão gigante que seu tamanho é pura ternura.  Há um teatro íntimo que traz os três e outros cinco, numa divertida versão de Romeu e Julieta, desfeita no tempo  perfeito das cenas do espetáculo inteiro.  Que palhacinha é essa que flutua sobre nossas cabeças e depende de nós para voar?  Sentido mais que sagrado da profana condição do diferente para sobreviver junto ao universo dos homens em seu ordinário. Mas, cortejamos juntos e sempre é possível transformar... Porque o Cirque revela a condição dos homens no universo dos anjos e do sonho realizado. Ali quimeras se desfazem em realidades possíveis. Vale lembrar o trabalho árduo de cada um daqueles mais de 1.300 artistas de mais de 50 países diferentes, que entregam sua verdade e arte maior à condição de nos proporcionar horas de puro acreditar. Cirque  du Soleil  é  sonho, suor, superação, sentido, sentimento, sabedoria de Ser.

Corteo já foi assistido por cerca de 6,8 milhões de pessoas desde a primeira estreia no Canadá em 2005. Sei que minha fala não faz menos unânime as universais críticas positivas ao espetáculo e seus artistas. Mas,  aqui deixo uma impressão que me tocou profundamente.  O mundo inteiro sabe que tudo no Cirque funciona com perfeição, o mundo inteiro também sabe que os roteiros são sempre de puro encantamento. Mas, me emocionei ao constatar que, para  transitar no universo entre o real e o imaginário, através do tênue cordão que liga a vida e a morte ou à pós vida, ou o tempo de quase morte ou, ainda, o instante do sonho, a ilusão do tempo, como queira denominar,  a criadora concebeu o espetáculo, apresentado num inusitado palco 360° - nos permitindo reconhecer expressões e até mesmo nos retratarmos na face contrária aos nossos assentos – assentando seu elenco em palco central que reproduzia  com precisão as proporções e o tamanho do secular e reconhecidamente sagrado, Labirinto da Catedral de Chartres, na França. Há alguns anos, estudo a força e os ícones contidos no referido labirinto, valores tão facilmente explicados, aliás, nos livros da pesquisadora Kathleen McGowan, entre outras tantas bibliografias afins. Em seu centro, uma rosácea de seis pétalas que, aliás, eu trago tatuada na parte frontal do meu ombro esquerdo.  “A rosa no centro do labirinto da catedral de Chartres é o coração de um inigualável templo construído para reverenciar o poder da oração. Foi fundamental aos ensinamentos da escola medieval de ritos, e para a mais poderosa sagrada tradição cristã que ficou perdida para nós, nestes tempos modernos. Tal rosa, traz sua perfeita correlação com a oração do Pai-Nosso”. A oração é  dividida em seis partes, cada uma correspondente a uma de suas pétalas.  Vale lembrar que o Pai-Nosso é a oração mais conhecida e rezada em todo o mundo, independente da fé que se proclame.  A rosa de seis pétalas, bem descrita como a fonte dos milagres, traz cada trecho da oração, respectivamente designando em pétalas: a fé, a rendição, o serviço, a abundância, o perdão e a superação dos obstáculos. Considera-se que o caminho para a real transformação da alma começa com o Pai-Nosso, neste exercício de vida e compreensão das pétalas que, após vivenciadas se fundem no centro da rosa (do labirinto, pois), alcançando a plenitude: o amor. Corteo constrói sua história  sobre este labirinto, em réplica perfeita e, sobre ele deslizam, flutuam, pousam e se elevam personagens e profissionais da arte fazendo do palco um milagre que celebra aos nossos olhos o mais sagrado dos mundos que une nossos destinos em conexões transcendentais e divinas.  Corteo é terra e céu, ligados e equalizados pelo Cirque, iluminando o tempo da delicadeza.

Vale lembrar que a temporada em BH prossegue até o dia 27 e os ingressos passaram a ter preço único (R$200,00 – duzentos reais) para todos os setores, em promoção final de temporada. Simplesmente, imperdível!

8 de out de 2013

Minas Gerais adere, nesta 5ª feira, ao ‘Mulher, Viver sem Violência’

Estado é a oitava unidade federativa a formalizar adesão à iniciativa do governo federal, em seguimento a Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Programa tem investimento total de R$ 305 milhões, somados ao orçamento inicial os R$ 30 milhões para a aquisição de 54 ônibus e os R$ 10 milhões R$ 10 milhões para a manutenção dos veículos 

Mais dos 50% dos municípios mineiros buscaram a Central de Atendimento à Mulher- Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), no primeiro semestre deste ano: 481 de 853. Na quinta-feira (10/10), Minas reforçará o enfrentamento à violência de gênero com a adesão ao programa ‘Mulher, Viver sem Violência’, do governo federal.

O documento será assinado pela ministra Eleonora Menicucci, da SPM; pelo governador Antonio Anastasia (PSDB-MG); pelo prefeito Márcio Lacerda (PSB-MG); pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joaquim Herculano Rodrigues; pelo procurador-geral de Justiça, Carlos André Mariani Bittencourt; e pela defensora pública-geral da Defensoria Pública de MG, Andréa Abritta Garzon. A formalização da cooperação torna Minas a oitava unidade federativa a compor a iniciativa do governo federal, em seguimento a Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Em conjunto com o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, o programa visa articular o atendimento integral das vítimas por meio de serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para trabalho, emprego e renda na Casa da Mulher Brasileira.  O ato será prestigiado pela secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, e pela coordenadora de Políticas para as Mulheres e Gestora Estadual do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência, Eliana Piola, entre outras autoridades.

O ‘Mulher, Viver sem Violência’ é formado por seis eixos estratégicos: construção, reforma predial, equipagem e manutenção da Casa da Mulher Brasileira – uma por capital; transformação da Central de Atendimento à Mulher- Ligue 180 em disque-denúncia; organização dos serviços na saúde e na coleta de vestígios de crimes sexuais, em parceria com os ministérios da Saúde e da Justiça;  criação de seis centros de atendimento em fronteiras secas para enfrentar o tráfico de mulheres; campanhas continuadas de comunicação para prevenção da violência; e unidades móveis para o acolhimento de mulheres rurais.

Tem investimento total de R$ 305 milhões, somados ao orçamento inicial os R$ 30 milhões para a aquisição de 54 ônibus e os R$ 10 milhões referentes à manutenção dos veículos, que circularão no interior dos estados e do Distrito Federal levando serviços de segurança pública e de justiça.

Quadro da violência de gênero – Minas Gerais é o 20º estado em assassinatos de mulheres – sete municípios estão entre os 100 com maiores índices de mortes, de acordo com o Mapa da Violência 2012: Patrocínio, Coronel Fabriciano, Vespasiano, Nova Serrana, Betim, Esmeraldas e Paracatu.

Os dados do Ligue 180 sobre o primeiro semestre deste ano revelam Minas como 16ª unidade federativa em atendimentos. Dentre as capitais, Belo Horizonte ocupa a 17ª posição com 3.544 registros.

Atualmente, Minas possui 62 delegacias, 13 centros de referência, sete defensorias públicas, três casas-abrigos, três varas adaptadas de violência doméstica e familiar e uma promotoria.

FESTIVAL MOZART E SUAS INFLUÊNCIAS


Ministério da Cultura, Instituto Unimed-BH e Localiza apresentam
FESTIVAL MOZART E SUAS INFLUÊNCIAS

INSPIRAÇÃO é a essência deste evento que celebra o compositor
em programas musicais inéditos com  intérpretes ilustres e internacionais; 
revela particularidades e “segredos” musicais do mito
e traz ADÉLIA PRADO em palestra na noite inaugural

(Melani Mestre - pianista espanhol, estará presente no Festival Mozart e suas influências)

Dentro das comemorações dos 25 anos do Selo Karmim, de 21 a 24 de outubro, sempre às 20h, acontece no Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – BH – MG), o Festival “Mozart e suas influências”. O evento apresenta ao público belo-horizontino, através de palestras, recitais de piano, duo de violoncelo e piano e apresentação de coral, um panorama inusitado que revela como a obra de Mozart, tão ricamente, influenciou compositores de todas as épocas.
Programas musicais inéditos, presença de intérpretes ilustres e internacionais, entre eles: os brasileiros Luiz Gustavo Carvalho, Eduardo Hazan, Família Barros, Arnon Oliveira e Patrícia Valadão e,  Melani Mestre Rebull (Espanha),  enriquecidos, ainda, pelos comentários do professor e músico Guilherme Nascimento, que antecedem cada programa musical e revelam peculiaridades vivenciais de Mozart.
Na edição do dia 21, a noite abertura do evento recebe Adélia Prado, em palestra especial com o tema “Inspiração”.
Idealizado por Carminha Guerra, o “Festival Mozart e suas influências” reafirma a sensibilidade da gestora que, artisticamente, une expressões culturais, épocas e estilos, construindo um universo de delicadezas e celebrações a cada ação cultural, nestes 25 anos de inesquecíveis produções.
Realizado pelos benefícios da Lei de Incentivo Federal à Cultura, com o patrocínio do Instituto Unimed BH e Localiza, o evento acontece em parceria com a Fundação de Educação Artística (50 anos), Procurar-se (25 anos). O evento tem promoção do Jornal Estado de Minas (85 anos) e da Rádio Guarani.
Os ingressos para o evento estarão à venda, a partir do dia 20 de setembro, na bilheteria do Teatro, de segunda a sábado, das 12h às 20h/ domingos, de 12h às 19h  Informações adicionais: (31) 3516-1360 e www.karmim.com

EVANILDO BECHARA NA AML


“O autor na Academia”, projeto realizado pela nossa Academia Mineira de Letras com o apoio da FIAT, receberá no dia 9 de outubro, quarta-feira, às 19h, o professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, que falará sobre o tema "A Língua Portuguesa do Brasil no atual panorama da Lusofonia internacional" - um passeio pela história da língua portuguesa, pelas suas riquezas e pelo compromisso de seus donos para garantir a ela papel decisivo no próximo sistema mundial. Evanildo Bechara é o representante da Academia Brasileira de Letras para a adoção do novo Acordo Ortográfico.
“O autor na Academia” tem entrada franca e visa aproximar o público leitor da realidade dos autores, através da Academia Mineira de Letras que abre suas portas para compartilhar cultura e arte. Vale registrar que estudantes universitários recebem certificado de participação com inclusão de carga horária.
  
No dia do evento, 100 (cem) exemplares do livro “Gramática Escolar da Língua Portuguesa”, de Evanildo Bechara, Editora Nova Fronteira - edição 2010: ampliada e atualizada pelo novo acordo ortográfico -   estarão à venda pelo preço simbólico de R$5,00 (cinco reais), cada.  Um exemplar será sorteado entre os presentes. O escritor estará disponível para autógrafos.   

TINO GOMES: 40 anos de carreira e 60 anos de vida!


Será no dia 13 de outubro, domingo, a partir das 18h, no Alfândega (Rua Viçosa, 250 – São Pedro – BH – MG), a celebração dos 40 anos de carreira e 60 anos de vida de Tino Gomes. Multiartista de atividades ininterruptas no setor cultural, o montesclarense Tino Gomes, é pedra preciosa mineira, lapidada no exercício da arte, cujo brilho é seu talento nato.
Na noite da festa, acontece o lançamento do seu CD “Coletânea 40 anos”, com show de Tino Gomes. Em seguida, palco aberto para seus amigos de caminhada: Paulinho Pedra Azul, Alexandre Az, Sergio Moreira, Tadeu Franco, Márcio Greick, Tizumba...  e outros queridos, cantando com Tino Gomes em uma deliciosa celebração!
A coletânea traz músicas que marcaram a trajetória do artista e a inédita “Entre Estrelas”, em parceria com Alexandre Az, com uma sonoridade anos 70 que, sutilmente, rememora a década de início da carreira de Tino Gomes.
Não haverá cobrança de couvert.  Evento com consumação mínima de R$30,00 e cartela individual, para consumos adicionais. Informações adicionais: (31) 32231987.
***Incansável, Tino Gomes também se apresentará no Teatro da Cidade (Rua da Bahia 1341 – Centro – BH – MG), com o espetáculo "Cantoria e uns cauzin de Safadeza", nos  dias 18, 19 e 20 e,  25, 26 e 27 de outubro – sexta e sábado às 20h30, domingo às 19h. Ingressos à venda no local R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada).
“Sou mineiro e falo um tal de minerês”
(Tino Gomes)
TINO GOMES:
Na verdade, Tino Gomes é um mineiro universal, multiartista a transitar lúcido e intenso nos caminhos valiosos das muitas expressões culturais que, consistentes, possam revelar sua essência. Falar de Tino Gomes é falar de um universo infindável de talento e criatividade. Na prática, tudo sempre aconteceu simultaneamente na carreira deste mineiro que adotou, como lema, a emblemática frase: “Sou do mundo, sou Minas Gerais”:
TRAJETÓRIA:
Música x Teatro
Desde criança, Tino já tocava violão. Dos 10 aos 16 anos, quando foi seminarista, cantava no coro e, no teatro no seminário, atuava em dramas e comédias. Nessa época, viajava de trem com a Companhia apresentando as peças, nos cinemas das cidades do sertão do Norte de Minas.
Após 6 anos, desistiu da carreira de seminarista e, em Montes Claros, sua terra natal, ainda adolescente, montou sua primeira banda de rock, “The Wilds”, onde se apresentava em bailes da cidade.
Sua história musical profissional deu seus primeiros passos em 1972, a partir dos palcos da peça "Morte e Vida Severina", em São Paulo, quando, então, junto com mais três atores (Charles Boavista, Angela Linhares e Eliane Steves) fundou o “Grupo Raízes, cuja proposta era fortalecer a música regional do Brasil. O primeiro disco do grupo tinha como carro chefe a música "Desentoado" ("...eu sou fruta do norte, no curral sou boi de corte; sou água de enxurrada, pau preto no pé da serra...") de autoria de Tino Gomes e Charles Boavista, sendo tocada em todo o território nacional. Essa era a época efervescente da música regional brasileira, quando então surgiram vários grupos conhecidos, tais como Quinteto Vilolado, Banda de Pau e Corda, Quinteto Harmorial, Novos Baianos e outros.
Em 1975, de volta a Montes Claros, Tino Gomes retornou ao Grupo Folclórico Banzé. Atuando como músico e dançarino, participou de vários festivais, nacionais e internacionais, representando a cultura e a tradição do norte de Minas. Em 1978, formou o grupo “Terno de São Benedito e gravou seu primeiro disco solo "Saudação", que teve como produtor e diretor musical o cantor e compositor Ivan Lins.
A partir daí, foram quinze discos gravados e mais de quinhentos jingles e trilhas para comerciais. Em discos e dividindo palcos, Tino Gomes já teve, como parceiros, Ivan Lins, Flávio Venturini, Nivaldo Ornelas, Elza Soares, Gorete Milagres, Beto Guedes, Milton Nascimento, Marcus Viana, Jackson Antunes e outros.
Durante todos esses anos, a carreira de ator não ficou para trás. No cinema, trabalhou em vários filmes, entre eles o premiado filme de Carlos Alberto Prates “Minas Texas”, ao lado de Andréa Beltrão, José Dumont e Tony Ramos e o recém lançado “Meu Pé de Laranja Lima”, do diretor Marcus Bernstein. Também contracenou com o ator João Miguel no filme “Matraga - A hora e vezde Augusto Matraga”, do diretor Vinícius Coimbra, ainda inédito no circuito comercial.
Na televisão, foi apresentador de dois programas em BH: o irreverente “Brechó do Troca-Troca” e o “Programa Clandestino”Também participou das novelas globais “Caminho das Índias” e “Malhação” e da minissérie “A Cura”. Em 2009 esteve em cartaz no Teatro Clara Nunes/RJ, com o musical “Um lugar chamado recanto”, de Fred Mayrink. Atuando ao lado de Nivea Stelmann, Cláudio Galvan e Ronnie Marruda, Tino foi, também, o responsável pela preparação musical de percussão dos atores.
Atualmente, Tino Gomes viaja com o seu espetáculo de humor “Cantoria e uns Cauzim de Safadeza”, que é sucesso de público e crítica onde se apresenta. Na peça, uma mistura inteligente de ‘causos’ populares e músicas engraçadas, Tino Gomes interpreta vários personagens caricatos. É um espetáculo que explora todo o seu potencial artístico e que proporciona um passeio irreverente pelo lado divertido da cultura mineira.
Público Infantil
Seu primeiro contato com as crianças foi ainda em São Paulo, em 1972, quando trabalhou como ator em peças infantis, como “O Palhaço Imaginador” de Ronaldo Ciambroni, no teatro Treze de Maio.
De volta a Montes Claros, Tino Gomes lecionou no Conservatório Lorenzo Fernandes, ministrando aulas de violão, musicalização e prática de conjunto para crianças.
Já morando em Belo Horizonte, a convite da Editora Lê, Tino escreveu “Festança”, seu primeiro livro infantil, ilustrado por Denise Rochael.“Festança” é uma colcha de retalhos de estórias infantis vividas no Norte de Minas. Para divulgação do livro, musicou algumas estórias e, juntamente com a equipe da Editôra Lê, se apresentou em escolas da capital e do interior de Minas, contando e cantando essas estórias para as crianças.
Com o sucesso do livro, Tino escreveu “A Magia do Signo, também com desenhos de Denise Rochael. Um livro cheio de humor, onde brinca com as datas e os signos do zodíaco.
Dois anos mais tarde viria o livro, “O Menino e o Tempo”, desta vez, para a Editora do Brasil, com ilustrações de Marilda Castanho. O livro conta a história de um menino que passa a vida procurando saber o que há atrás de uma montanha onde nasce o sol. De tão preocupado com este fato, não percebe que sua vida passou rápido e já está velho.
Tino Gomes, então, escreveu Camundongo’s Rap”, com ilustrações de Denise Rochael. Livro alegre, conta a estória de um ratinho cantador de hip hop que, junto com sua turma de amigos, vive provocando um gato. Este livro teve várias edições e, em 2011, o texto foi adotado pela FTD, integrando seus livros didáticos.
“O universo lúdico da criança me fascina. Sempre tive muita facilidade em lidar com crianças e, escrever para elas, é um presente para mim. Uma verdadeira válvula de escape no meio da seriedade do dia-a-dia”, diz Tino. “O meu próximo trabalho, que já está em andamento, será o DVD de desenho animado “Turma do Toy”, com 10 músicas infantis inéditas. Está sendo um trabalho muito gostoso de fazer. Ver a música tomar vida através dos personagens e dos desenhos é uma experiência nova para mim”.
E, para comemorar seus 40 anos de carreira, além do DVD infantil, seu projeto atual é a gravação de um DVD Documentário, registrando toda sua trajetória artística pelas estradas de Minas e do Brasil. Um talento que despontou ainda criança e que continua a se recriar constantemente, a buscar novos caminhos e, principalmente, a aprender com os jovens. “Essa moçada está por aí fazendo coisas bacanas e eu tenho muito a ensinar e a aprender com eles.”

A COLETÂNEA 40 ANOS
por Tino Gomes
Foi, realmente, uma tarefa muito difícil escolher as músicas, pois são 40 anos compondo e tendo canções cantadas, gravadas, outras não cantadas e até não gravadas. Pensei, então, escolher as músicas que marcaram mais essa minha estrada.
DESENTOADO: Tino Gomes e Charles Boavista, composta em São Paulo nos anos 70, num bar da Av. Nove de Julho , escrita em um papel de pão. Ali estava escrito: “Sou fruta do norte, no curral sou boi de corte, sou água de enxurrada, pau preto no pé da serra”. Foi a primeira música que compus.
Depois coloquei MONTESCLAREOU, uma homenagem que fiz em parceria com Georgino Júnior a minha Terra Montes Claros. “Montes Claros Montesclareou meus olhos cegos de poeira e dor”.
SIDERAL, também feita em parceria com Georgino Júnior, embalou  algumas histórias de amor nos anos 80. “Tenho medo de nós dois / e por isso sou assim, viajante sideral em mim/ Só Deus sabe por onde andei/ nos teus braços me embriaguei, tantas luas tantas estrelas eu sei.”
Também coloquei músicas que fizeram parte de minha história e que me acompanham até hoje como, a VALSA DO DESENCANTO de Paulinho Pedra Azul. Brinco com Paulinho que essa música já é de” usocapião”, pelo tempo que canto esta linda canção dele.
Todas as músicas são gravações originais, exceto  Desentoado e Montesclareou, que foram regravações.
Nesta coletânea consegui, ainda, reunir muitos amigos, músicos, arranjadores, produtores, parceiros, estúdios e amigos que caminharam comigo nesses 40 anos de estrada. 
Tenho medo de citar nomes e de me esquecer de alguém, pois todos tiveram participação fundamental no meu trabalho.
Resolvi também gravar uma música inédita que fiz com meu parceiro Alexandre AZ, “ENTRE ESTRELAS”. Nesta gravação, quis trazer a sonoridade dos anos 70. Para isso, Luiz Gustavo fez o arranjo de bateria e cordas, Hairlan tocou o baixo, eu toquei os violões e Célio Balona fez o Rodies e o Moog.
TINO GOMES – COLETÂNEA 40 ANOS teve montagem e masterização no Studio HP, por Luiz Gustavo. Projeto gráfico: Ludmila Araújo da Blue Cultura.

Um olhar para o Barroco Mineiro e Convite ao Pensar

Dentro das comemorações de seus cinco anos de existência e atuação ininterrupta, o CREA Cultural realiza o ciclo de conferência “Convite ao Pensar”, oferecendo oportunidade para a reflexão e debate sobre temas filosóficos presentes em nosso cotidiano.  Com entrada franca, as conferências são ministradas pelos professores da PUC Minas, no Auditório do Crea Minas (Avenida Álvares Cabral, 1600 –  Santo Agostinho – BH – MG), sempre na segunda quarta-feira do mês, às 20h. Contemplando o tema O que será que será que dá dentro da gente?”, o ciclo terá sua próxima edição no dia 09 de outubro, quando o tema Angústia”, será  abordado por Cristiano Garotti da Silva.
Já em parceria do Crea Minas com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA, realiza-se  um concurso fotográfico em homenagem ao bicentenário da morte de Aleijadinho. O concurso Um olhar para o Barroco Mineiro” que tem como objetivo a valorização do barroco mineiro, vai gerar uma exposição fotográfica e premiação, em dinheiro para os três primeiros lugares. Inscrições abertas!
Informações adicionais sobre os dois eventos podem ser obtidas pelo telefone (31) 3275 4084 ou pelo site: www.creacultural.com.br
Saiba mais:
CICLO DE CONFERÊNCIAS “CONVITE AO PENSAR”

Nesta feliz parceria do Crea Cultural com o departamento de Filosofia da PUC Minas, temáticas filosóficas são focalizadas em conferências, com o intuito promover diálogos e reflexões. A conferência inaugural trouxe a professora Renata Dumont Flecha, em uma conversa sobre “Melancolia”. Com realização sempre, às 20h, no Auditório do Crea Minas, as próximas edições apresentarão:

09/10 – Angústia: Cristiano Garotti da Silva
Cristiano Garotti da Silva possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Atualmente é assistente IV da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e doutorando em Filosofia pela PUC/SP, orientado pela Professora Salma Tannus Muchail. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: História da Filosofia, Ética, Filosofia Política e Teoria do Direito.

13/11 – Paixões: Valéria de Marco Fonseca
Valéria de Marco Fonseca possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais e especialização em História e Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.Atualmente é assistente III da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia da Educação.
  
04/12 – Temor e Piedade: Andrelino Ferreira dos Santos Filho
Andrelino Ferreira dos Santos Filho possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais e é doutorando em Filosofia pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Atualmente é professor de Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e professor de Filosofia na Fundação Helena Antipoff. Tem experiência na área de Filosofia Antiga e Filosofia Moderna, atuando principalmente nos seguintes temas: Antiguidade Clássica e Tragédia Grega, Filosofia Moderna e Estudos Espinosanos. 

CONCURSO FOTOGRÁFICO “UM OLHAR PARA O BARROCO MINEIRO”

Com inscrições abertas, até o dia 17 de outubro, presenciais e/ou via correio, de acordo com o regulamento, o concurso fotográfico homenageia o bicentenário de Aleijadinho. As fotos farão parte da exposição em homenagem ao Barroco Mineiro no Hall do Crea Cultural, serão selecionadas para compor o catálogo que será elaborado em homenagem ao projeto. E por fim, haverá a premiação em dinheiro para os três primeiros lugares.
O BARROCO:
 Termo de origem espanhola “Barrueco”, aplicado para designar pérolas de forma irregular. O barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente nas artes plásticas e depois se manifestou na literatura, no teatro e na música, seu berço foi a Itália do século XVII, e posteriormente se espalhou pelos outros países europeus.
Surgiu através do movimento da Igreja Católica em tornar as igrejas mais atraente para seus fieís. A arte barroca nasceu a partir das construções e decoração das igrejas. Arquitetos, escultores e pintores foram convocados para transformar igrejas em verdadeiras exibições artísticas, cujo esplendor tinha o propósito de converter as pessoas ao catolicismo.
 Características: emocional sobre o racional. Busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas; colunas retorcidas, entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos ás vezes a impressão de ver o céu. Tal a aparência de profundidade conseguida.
 A arte Barroca retratava temas religiosos, mitológicos e do cotidiano com a predominância da emoção e não da razão. Através de um colorido intenso e de um contraste de claro-escuro, a arte barroca consegue expressar de forma peculiar os sentimentos humanos. O Barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém com o tempo foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidade auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII).
ALEIJADINHO foi o principal representante do Barroco Mineiro. As obras do escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa (o Aleijadinho), de forte caráter religioso eram feitas em madeira e pedra-sabão e ainda podem ser vistas nas históricas cidades mineiras.
O CREA CULTURAL:

“O acesso de seus cidadãos à cultura é sinal de progresso de um país”

Valorizando o acesso à cultura e se estabelecendo como instrumento a serviço da eficácia desta premissa, a Associação Cultural dos Profissionais do CREA-MG, também designada CREA Cultural, nasceu em 16 de setembro de 2008. É pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, com sede no município de Belo Horizonte que tem por finalidade promover de modo próprio ou em parcerias com organizações da sociedade civil, eventos e projetos para a promoção da cultura, do conhecimento científico, da defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico no Estado de Minas Gerais para usufruto não apenas de seus associados, mas de toda a sociedade em seu entorno. Não obstante se constituir numa entidade independente, com seu próprio Estatuto, o CREA Cultural remete sua criação ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais - CREA-MG que, ao considerar em sua Missão Institucional a Valorização Profissional do Engenheiro e a Defesa dos Interesses Sociais e Humanos como seus principais campos de atuação, houve por bem apoiar a criação e a estruturação do CREA Cultural como um dos instrumentos para a consecução de sua missão.
Vários projetos têm sido realizados pelo CREA Cultural, entre eles, sessões de cinema e mostras musicais semanais - happy hour pós-expediente.  Um valioso projeto é o Xadrez Solidário. Trata-se de uma parceria com a Federação Mineira de Xadrez que aplica a introdução do ensino de Xadrez em comunidades de crianças, adolescentes carentes, com realização de campeonatos e competições. O projeto visa também atender pessoas adultas que desejam aprender e se tornar professores de Xadrez para ser agentes multiplicadores, fazendo dessa forma que o Xadrez se propague.
Nas perspectivas de ação futuras, a consolidação do Projeto “Interiorização do Crea Cultural”, que  objetiva realizar eventos de cunho cultural para a população de todo o Estado de Minas Gerais e  conta com o apoio das inspetorias do Crea-Minas e está aberto à parcerias úteis para sua continuidade. No primeiro semestre de 2013, a ação levou arte musical  e contação de histórias a oito cidades mineiras.

CONHEÇA O CREA CULTURAL: