2 de jul de 2012

TODOS POR HELENA PENNA

músicos se unem em grande show e lançamento de coletânea em CD, beneficente à saúde da cantora
(foto: Charles Duarte)

Em benefício da saúde da cantora Helena Penna, acontece, no dia 12 de julho, quinta-feira, 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro – BH – MG) grande show com Toninho Horta, Vander Lee, Amaranto, Fernando Brant, Chico Lobo, Dona Jandira, Kadu Vianna, Ladston do Nascimento, Célio Balona, Milton Ramos, Christiano Caldas, Jairo de Lara, Tino Gomes, Lígia Jacques, Waldir Silva, Lucas Telles, Selmma Carvalho, Ausier Vinícius, Sérgio Pererê, Rodrigo Delage, Ana Cristina, Caio Gracco, Serginho Silva, Cláudio Moraleida, Pereira da Viola, Wilson Dias, Carlinhos Ferreira, Sérgio Moreira, Gracinha Horta, Tempera Viola, Cadu de Andrade e Geraldo Vianna.

O evento marca o lançamento da “Coletânea Helena Penna”. O CD independente reúne algumas das melhores interpretações da cantora ganhadora do Prêmio da Música Brasileira (Prêmio Sharp), que hoje enfrenta sérias dificuldades. Vítima de diabetes, Helena Penna sofreu três AVCs e perdeu os dois rins, o que a obriga a fazer hemodiálise três vezes por semana. Como se não bastasse tudo isso, contraiu uma infecção na bexiga e recentemente teve que amputar a perna esquerda.

O ingresso custa R$20,00 e o disco poderá ser adquirido no local, também por R$20,00. Toda a renda da bilheteria e da venda do disco será revertida em benefício da artista. A produção do evento conta com a doação dos músicos e com o apoio da Fundação Clóvis Salgado, Rádio Inconfidência, Rede Minas de Televisão, Márcia Francisco Assessoria em Comunicação, restaurante Xico da Cafua e Mazza Edições.

HELENA PENA - Carreira meteórica
Helena Penna nasceu em São Bernardo do Campo, SP, e se mudou muito cedo com a família para Diamantina, onde cresceu ao som das tradicionais serestas. Já em Belo Horizonte, tornou-se cabeleireira, formou-se em História, estudou técnica vocal, cantou em coral, bares, teatros e praças. Em meados da década de 1980, integrou o Grupo Tecla – Teatro Clube da Amizade, sob a direção do teatrólogo Wenceslau Coimbra Filho. Atuou em espetáculos premiados como “Morte e Vida Severina”, “Chico Viola” e “Chico Rei”, participou de filmes e comerciais de TV. A carreira, coroada com o Prêmio Sharp de cantora revelação da MPB, não foi suficiente para garantir-lhe o devido sustento na dor e na doença. Vítima de diabetes, Helena Penna sofreu três AVCs e perdeu os dois rins, o que a obriga a fazer hemodiálise três vezes por semana. Como se não bastasse tudo isso, contraiu uma infecção na bexiga e recentemente teve que amputar a perna esquerda. A família tem contado com a ajuda de amigos e fãs da cantora para cobrir despesas com o tratamento e isso levou os produtores Geraldo Vianna, Tião Rodrigues, Jairo de Lara e JFS a organizarem o novo disco. O disco reúne músicas de Vander Lee, Gervásio Horta, Rômulo Paes, Jair Silva, Angelo Pinho, Jorge Fernando dos Santos, Sérgio Moreira, Sérgio Pererê, Arlindo Maciel, Nilo Sérgio Costa e Rosalvo Braga, além de temas folclóricos. A remasterização foi doada pelos estúdios Gvianna Produções Musicais e Fábrica de Música, a arte coube ao artista plástico Adriano Alves, que também abriu mão da remuneração, e a prensagem foi feita pela Master Disc. O repertório inclui músicas dos discos-solo “Marias” (Prêmio Sharp de 1995) e “Belôricéia” (lançado em 1997, em homenagem ao centenário de Belo Horizonte), além de registros inéditos e participações em CDs de outros artistas.

Cantora superlativa
Para o radialista Acir Antão, “Helena Penna lembra uma outra Helena, a Ribeiro, que pontificou no rádio mineiro cantando na Inconfidência e na Guarani. Ambas da mesma cor e com o mesmo timbre de voz, a mesma bossa e o mesmo balanço”. O jornalista, pesquisador e ex-colunista de música Carlos Felipe destaca em Helena Penna seu potencial de voz: “Ela apresenta aquele timbre meio a meio, entre o contralto e o barítono, reforçado por uma sonoridade que impressiona a todos os que a ouvem cantar”.
Por essas e outras, o Prêmio Sharp foi conquistado por unanimidade, despertando elogios de jurados como Cássia Eller e Cauby Peixoto. Na condição de presidente do júri, o produtor e pesquisador Zuza Homem de Mello comentou na ocasião que “Helena Penna é uma das maiores revelações da MPB. Ela é a grande cantora que o Brasil precisa conhecer”.
O resultado imediato da premiação foram participações em programas de rede nacional, como Sem Censura, apresentado por Leda Nagle pela TVE, e Jô Soares Onze e Meia, pelo SBT. Em março de 1998, Helena abriu o show de Elba Ramalho na Praça da Estação, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Também se apresentou em Cuba e na Itália, e foi coroada rainha conga em Diamantina, tendo como rei o bailarino e coreógrafo Evandro Passos. Seu nome é verbete no Dicionário Cravo Albin da MPB.
O violonista e produtor Geraldo Vianna, que cuidou dos arranjos e da direção artística de seus dois CDs, lembra que “há cantores que cantam e encantam... Helena, quando em estúdio, entoou as primeiras notas de ‘Caprichos do destino’ e me fez chorar. No peito, o coração calou e repensou a arte. A ela eu rendo meus sinceros agradecimentos por ter me feito transcender as barreiras da técnica e da sensibilidade, buscando e acreditando no sentido maior da arte: o amor”.

Repertório do CD “Coletânea”:
Enredo de Minas (Angelo Pinho e Jorge Fernando dos Santos), Passional (Vander Lee), Só na Quarta-Feira (Angelo Pinho), Sebastiana da Silva (Rômulo Paes), Trono de Iemanjá (Jair Silva), África Mulher (Angelo Pinho e Jorge Fernando dos Santos), Devaneio (Jorge Fernando dos Santos), Mais Samba, Menos Lágrimas (Sérgio Pererê), Loucura Imensa (Gervásio Horta), Lugar Comum (Nilo Sérgio Costa e Rosalvo Braga), Bumba Meu Boi (Domínio Público), Serra do Bem Virá (Sérgio Moreira), Cuá Fubá (Domínio Público), A Vida Dói (Arlindo Maciel) e Terra Brasilis (Angelo Pinho e Jorge Fernando dos Santos).
CONHEÇA: www. helenapenna.blogspot.com



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